Após fiasco com a Boeing, Embraer é rebaixada pela Fitch e perde o grau de investimento
O momento difícil do setor de aviação comercial, somado ao cancelamento do acordo com a Boeing, fez a Fitch cortar o rating da Embraer e tirar o grau de investimento da companhia

O cancelamento do acordo entre Boeing e Embraer no segmento de aviação comercial continua trazendo repercussões negativas para a empresa brasileira. Após ver suas ações despencarem por causa do episódio, a fabricante de aeronaves agora perdeu o grau de investimento pela Fitch.
Há pouco, a agência de classificação de risco cortou o rating da Embraer, de 'BBB-' para 'BB+'. A perspectiva da nota, agora, é negativa — um sinal de que o selo da companhia poderá ser piorado novamente na próxima revisão.
Na escala da Fitch, possuem grau de investimento as empresas classificadas com notas 'AAA', 'AA', 'A' e 'BBB'. É um status que confere às companhias e governos uma aura de confiabilidade — e quem tem esse título costuma atrair investidores mais qualificados.
Em nota, a agência diz que a mudança no rating da Embraer se deve aos desafios enfrentados pela indústria de aviação comercial em meio à pandemia de coronavírus.
O atual cenário de baixa demanda por viagens colocou as companhias aéreas num 'modo sobrevivência', que implica num maior volume de devolução de aeronaves e menores gastos com manutenção — assim, o fim da parceria com a Boeing vem num momento particularmente difícil.
Leia Também
"Esse cenário causará uma deterioração na geração de fluxo de caixa livre e nas métricas de crédito entre 2020 e 2022", escreve a Fitch. "O cancelamento do acordo com a Boeing traz desafios adicionais à posição competitiva da Boeing no médio e longo prazo, apesar de abrir a possibilidade de acertos com outras companhias".
As ações ON da Embraer (EMBR3) aproveitaram o clima positivo visto na bolsa brasileira nesta terça-feira (28) e fecharam em alta de 6,66%, a R$ 8,17. No acumulado de 2020, contudo, os papéis da companhia amargam perdas de mais de 58%.

BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?