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Mais problemas

Após fiasco com a Boeing, Embraer é rebaixada pela Fitch e perde o grau de investimento

O momento difícil do setor de aviação comercial, somado ao cancelamento do acordo com a Boeing, fez a Fitch cortar o rating da Embraer e tirar o grau de investimento da companhia

Embraer E195-E2
Aeronave Embraer modelo E195-E2. exposta no Salão Internacional de Aviação de 2019, na Rússia - Imagem: Shutterstock

O cancelamento do acordo entre Boeing e Embraer no segmento de aviação comercial continua trazendo repercussões negativas para a empresa brasileira. Após ver suas ações despencarem por causa do episódio, a fabricante de aeronaves agora perdeu o grau de investimento pela Fitch.

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Há pouco, a agência de classificação de risco cortou o rating da Embraer, de 'BBB-' para 'BB+'. A perspectiva da nota, agora, é negativa — um sinal de que o selo da companhia poderá ser piorado novamente na próxima revisão.

Na escala da Fitch, possuem grau de investimento as empresas classificadas com notas 'AAA', 'AA', 'A' e 'BBB'. É um status que confere às companhias e governos uma aura de confiabilidade — e quem tem esse título costuma atrair investidores mais qualificados.

Em nota, a agência diz que a mudança no rating da Embraer se deve aos desafios enfrentados pela indústria de aviação comercial em meio à pandemia de coronavírus.

O atual cenário de baixa demanda por viagens colocou as companhias aéreas num 'modo sobrevivência', que implica num maior volume de devolução de aeronaves e menores gastos com manutenção — assim, o fim da parceria com a Boeing vem num momento particularmente difícil.

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"Esse cenário causará uma deterioração na geração de fluxo de caixa livre e nas métricas de crédito entre 2020 e 2022", escreve a Fitch. "O cancelamento do acordo com a Boeing traz desafios adicionais à posição competitiva da Boeing no médio e longo prazo, apesar de abrir a possibilidade de acertos com outras companhias".

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As ações ON da Embraer (EMBR3) aproveitaram o clima positivo visto na bolsa brasileira nesta terça-feira (28) e fecharam em alta de 6,66%, a R$ 8,17. No acumulado de 2020, contudo, os papéis da companhia amargam perdas de mais de 58%.

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