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Vendas totais alcançaram 35% nas últimas semanas de setembro, acima dos 8% registrados em junho
Uma das principais prejudicadas pela crise de covid-19, a operadora de turismo CVC informou na quarta-feira à noite (23) que está observando uma retomada das viagens dentro do país, com aumento no número de reservas e de orçamentos solicitados pelos clientes.
Após as vendas ficarem próximas a zero entre abril e junho, com a pandemia forçando o fechamento de hotéis e cancelamento de voos, a empresa começou a registrar um aumento consistente das reservas desde o início de julho. Na primeira quinzena de setembro, as reservas atingiram 40% do valor do mesmo período de 2019.
De acordo com a CVC, enquanto as vendas totais em junho representaram somente 8% do volume reservado na comparação com o mesmo mês de 2019, em setembro, até a última semana, elas alcançaram 35%.
O maior crescimento foi visto na parte de lazer doméstico, com as reservas chegando a 45% do valor em relação à primeira quinzena do ano passado. A CVC disse que os orçamentos solicitados pelos clientes do segmento atingiram nas últimas semanas deste mês 85% do volume do mesmo período do ano anterior.
Ela informou ainda que 80% dos hotéis parceiros no Brasil estão reabertos. Considerando as reservas realizadas em setembro, a CVC atingiu um volume de 85% das diárias reservadas em 2019. Ainda assim, a empresa ampliou as opções de aluguéis de casas em regiões turísticas ou com baixa oferta hoteleira.
“A companhia está preparada para a retomada integral de suas operações, com 1.200 lojas abertas nesta data e equipes trabalhando remotamente”, diz trecho do comunicado.
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Já os destinos internacionais apresentam recuperação mais lenta, porque a maioria dos países ainda não está permitindo a entrada de brasileiros.
Mesmo com os sinais de retomada, a expectativa é de que a situação volte à normalidade apenas em 2023, segundo o CEO da CVC, Leonel Andrade.
A CVC comentou ainda sobre a sua situação financeira, informando que tem implementado com sucesso ações de redução de custos, de eficiência operacional e de proteção de caixa.
Com isto, de acordo com a empresa, os gastos recorrentes, que incluem itens como folha de pagamento, impostos e investimentos, foram de R$ 52 milhões por mês no segundo trimestre. A posição de caixa e equivalentes apurada nesta terça-feira (22) era de aproximadamente R$ 1,5 bilhão.
Sobre o endividamento, que é da ordem de R$ 2 bilhões, cerca de R$ 600 milhões vencem em novembro. A CVC informou que está avaliando alternativas de captação ou rolagem desse valor.
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