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Instituição estima que os papéis da companhia podem se valorizar 15,54% em 12 meses, a R$ 14,50, mas projeção anterior era de R$ 22
A gigante de produção de bebidas Ambev deve ser impactada pela pandemia do novo coronavírus e um maior custo de capital. A avaliação é dos analistas do Credit Suisse, que rebaixaram a recomendação para a ação da empresa de compra para neutra.
Os especialistas do banco norte-americano estimam que os papéis da companhia podem se valorizar 15,54% em 12 meses, a R$ 14,50 - a estimativa anterior era de R$ 22. Nesta terça-feira (31), as ações da empresa eram negociadas a R$ 12,20 na bolsa brasileira.
A instituição cortou a projeção para o ganho por ação da Ambev em 28% - deve ser de R$ 0,62 em 2020 e R$ 0,70 no ano seguinte. A mudança na estimativa, diz o Credit Suisse, foi feita após incorporar a recente queda nas vendas e a maior pressão no custo em decorrência da desvalorização cambial.
Segundo a analista Marcella Recchia, o entendimento do banco é de que os impactos da venda de cerveja na China atingirão o pico no primeiro trimestre deste ano, numa baixa de até 80%. A melhora deve ser vista nos períodos seguintes: queda de até 40% no segundo trimestre e uma possível alta na segunda metade do ano.
"Esperamos que o mercado brasileiro de cerveja tenha uma tendência amplamente alinhada com a da China, com um trimestre de atraso", diz Recchia. "Com 55% das vendas de cerveja da AmBev no Brasil provenientes do comércio, estimamos que volume, venda e Ebitda para 2020 caiam 10,2%, 8,8% e 14,4%, respectivamente".
A análise do Credit Suisse ainda inclui, para 2021, a perspectiva de fechamento de pequenos comércios, continuidade da desvalorização do real e a deterioração do cenário macroeconômico no Brasil.
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"A médio e longo prazo ainda vemos o estoque como atrativo após a recente volatilidade do mercado, com sólida posição de caixa líquida de R$ 8,9 bilhões em 2019 e cerca de 5% em rendimento médio de dividendos pelos próximos três anos".
A Ambev teve lucro de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2019, pelo critério ajustado - que desconsidera os chamados eventos extraordinários. Foi uma alta de 24,4%. O lucro líquido no ano subiu 8,5%, alcançando R$ 12,549 bilhões.
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