Cosan, CVC e Cemig: os balanços que mexem com o mercado na segunda
Companhias revelaram os resultados do terceiro trimestre deste ano, período ainda marcado pelo impacto da pandemia

A Cosan (CSAN3), CVC (CVCB3) e Cemig (CMIG4) foram algumas das empresas que divulgaram os resultados trimestrais na sexta-feira (13), após o fechamento do mercado.
Integrantes do Ibovespa, seus balanços devem repercutir no pregão desta segunda-feira (14). Confira os destaques das demonstrações destas companhias:
CVC
A operadora de turismo, que nos últimos tempos se vê às voltas de problemas como fraude contábil e paralisação das atividades por conta da pandemia, informou que registrou no terceiro trimestre sinais de retomada – as vendas em setembro atingiram 35% do apurado no mesmo período de 2019, enquanto em abril o percentual foi de 2%. Mas a crise da covid-19 continuou pesando em seu desempenho, derrubando a receita.
- Prejuízo líquido: R$ 212,166 milhões (revertendo lucro)
- Receita líquida: R$ 62,026 milhões (↓85,5%)
- Ebitda: R$ -129,3 milhões (revertendo lucro)
Cosan
O grupo de energia e infraestrutura registrou uma queda de 63% do lucro líquido no terceiro trimestre por conta do efeito negativo da marcação a mercado das ações da Rumo e menor rendimento de aplicações financeiras, bem como redução no lucro líquido da Raízen Energia e Compass. A receita contábil cresceu 1%, enquanto a receita proforma, que considera a consolidação de 50% dos resultados da Raízen Combustíveis e Raízen Energia caiu 7%.
- Lucro líquido: R$ 303,839 milhões (↓63%)
- Receita líquida: R$ 3,7 bilhões (↑1%)
- Ebitda proforma: R$ 1,916 bilhão (↓12,4%)
Cemig
A companhia estatal de energia de Minas Gerais reverteu o prejuízo apurado no mesmo período de 2019 e teve lucro no terceiro trimestre. O resultado do ano passado foi prejudicado pelo reconhecimento de contingência tributária relativa a ações que discutem a incidência de contribuições previdenciárias sobre o pagamento de participações nos lucros e resultados. Mas a empresa também foi beneficiada pela reversão de provisão para dívidas de consumo e serviços de energia elétrica da administração direta e indireta do Estado de Minas, além do crescimento de 5% da receita.
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- Lucro líquido: R$ 545,064 milhões (revertendo prejuízo)
- Receita líquida: R$ 6,369 bilhões (↑5%)
- Ebitda: R$ 1,423 bilhão (↑628,7%)
* Com informações da Estadão Conteúdo
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