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Segundo a associação, de cada R$ 100 que as distribuidoras recebem, em média R$ 83 seguem para pagar o supridor da molécula, o transporte de gás e os impostos
O consumo de gás natural caiu 25% em abril, na comparação anual, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). A queda no consumo é efeito direto da pandemia do novo coronavírus. Os principais setores impactados foram automotivo (queda de 45%), comércio (-42%) e indústria (-32%). O segmento residencial, por sua vez, apresentou alta de 14%.
De acordo com a Abegás, é o menor consumo de gás natural em 15 anos, e o nível de inadimplência preocupa, porque vem subindo a patamares acima da média. Segundo a associação, de cada R$ 100 que as distribuidoras recebem, em média R$ 83 seguem para pagar o supridor da molécula, o transporte de gás e os impostos.
"O problema das concessionárias, com a crise, é equilibrar o fluxo de caixa em curto e médio prazo. Há entraves para tomar empréstimos bancários que ajudem toda a cadeia do gás na travessia desse momento difícil. Estamos mantendo diálogo produtivo com o governo, mas é preciso acelerar as medidas - assim como aconteceu com o setor elétrico - para solucionar alguns entraves", diz, em nota, o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.
Também refletindo a queda da atividade econômica, a geração termelétrica teve um recuo de 10% na comparação com o mesmo período de 2019. Já o segmento da cogeração caiu 23% em abril.
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