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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

A volta por cima?

‘Avião-problema’, Boeing 737 MAX volta a ser produzido e ações disparam

Com a notícia, as ações da Boeing, que mergulhou em uma crise em 2019, chegaram a subir 7% no pré-mercado americano

Jasmine Olga
Jasmine Olga
28 de maio de 2020
10:45 - atualizado às 18:15
miniatura de Boeing 737 MAX
Miniatura de Boeing 737 MAX em exposição em Moscou em julho de 2017 - Imagem: Shutterstock

A Boeing retomará a produção do seu 'avião-problema', o modelo 737 MAX. A decisão foi divulgada na noite desta quarta-feira (27).

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Segundo o comunicado divulgado pela empresa, a produção será retomada em uma taxa baixa, já que a companhia está concentrada em garantir a segurança no local de trabalho e a qualidade do produto.

Em nota, o vice-presidente de fabricação do 737 MAX, Scott Stocker, disse que as medidas adotadas visam a garantir a meta de '100% de qualidade para os clientes'.

A fabricação do 737 MAX estava suspensa desde janeiro. Durante o período, os engenheiros da Boeing trabalharam para resolver os problemas técnicos e atualizar o sistema automatizado de controle do modelo, apontado como uma das principais causas dos acidentes e falhas envolvendo o avião. Segundo a Boeing, a produção do modelo será aumentada durante 2020.

Embora a produção tenha sido retomada, o modelo continua sem autorização para voar. Os problemas da Boeing ainda aumentam, tendo em vista o cenário para as companhias aéreas frente ao coronavírus - com uma queda da demanda e diversas empresas entrando em modo de sobrevivência.

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No entanto, as ações da companhia reagiram bem ao anúncio. Nesta manhã, os papéis da empresa chegaram a subir mais de 7% no pré-mercado americano, mas fecharam o dia com ganho de apenas 0,2%.

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O avião-problema

Os problemas com o Boeing do modelo 737 MAX começaram em outubro de 2018, com um acidente na Indonésia, que matou 189 pessoas. A aeronave pertencia à Lion Air e tinha apenas três meses de uso.

Em 10 de março do ano passado, o segundo acidente: um Boeing 737 MAX da Ethiopian Air caiu logo após a decolagem e matou 157 pessoas.

Desde então, a Boeing sofre uma grande dor de cabeça por conta do modelo. Desde o ano passado, a aeronave está proibida de voar no mundo todo, encalhando os modelos, já que as entregas foram suspensas.

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Em 2019, impactada pela crise envolvendo o modelo 737 MAX, a Boeing registrou o seu primeiro ano de prejuízo desde 1997. A empresa perdeu US$ 636 milhões em 2019.

Cortes de pessoal

A companhia também anunciou que irá demitir mais de 6,77 mil funcionários nos Estados Unidos para contornar a crise provocada pelo coronavírus.

No mês passado, a empresa já havia anunciado um programa de demissão voluntária. No total, mais de 12 mil funcionários já foram dispensados da companhia.

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