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socorro diante da crise

BNDES aprova R$ 1,5 bilhão para a Embraer

Financiamento faz parte de um pacote de crédito oferecido por um consórcio de bancos, que poderá chegar até US$ 600 milhões

Embraer
Imagem: Antônio Milena/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem a aprovação de um empréstimo de US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) para a Embraer, o primeiro passo para socorrer a fabricante brasileira de aviões, atingida em cheio tanto pela pandemia de covid-19 quanto pelo rompimento de uma parceria com a americana Boeing.

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O financiamento faz parte de um pacote de crédito oferecido por um consórcio de bancos, que poderá chegar até US$ 600 milhões (R$ 3 bilhões), dependendo da adesão das instituições financeiras comerciais.

O consórcio de bancos é coordenado pelo BNDES, que, desde abril, vem negociando com instituições comerciais e de investimentos, públicas e privadas, a criação de linhas de apoio para grandes empresas dos setores mais afetados pela crise. Segundo o superintendente da Área de Indústria, Serviços e Comércio Exterior do BNDES, Marcos Rossi, os outros US$ 300 milhões que caberão aos bancos integrantes do sindicato ainda dependem de aprovações internas de cada banco.

"Os US$ 300 milhões do BNDES serão importantes pra alavancar o resto", afirmou Rossi, sem citar nomes de bancos que discutem a participação no sindicato, nem estimar quantos bancos poderão participar do grupo ou qual seria o valor do empréstimo de cada instituição. "O desafio foi ajustar tempos e movimentos para que a operação pudesse sair casada", completou Rossi.

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Após o fracasso do acordo com a americana Boeing e em meio ao caos do setor aéreo por conta da covid-19, a fabricante brasileira deu início a uma reestruturação de seus negócios. A expectativa de que o BNDES e o sindicato de bancos fizesse parte da equação financeira com o empréstimo total de cerca de R$ 3 bilhões estava colocada desde o início deste mês.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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