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Desde quinta-feira, Banco Inter, Sinqia e Cyrela Commercial Properties anunciaram um programa de recompra; na prática, medida significa que companhias acreditam que os papéis estão muito baratos
O derretimento da bolsa desde o início do ano, com queda de 37% do Ibovespa, tem feito as empresas optaram por recomprar as próprias ações em negociação na B3.
A prática é comum no mercado e acontece quando os membros do conselho das companhias acreditam que os papéis estão muito baratos. Mas o movimento se acentuou nesta semana.
Desde quinta-feira (12), Banco Inter, Sinqia e Cyrela Commercial Properties anunciaram programas de recompra de ações. Na terça-feira, a Renner também comunicou a medida.
Com desvalorização de 47% das units (BIDI11), o Banco Inter pode comprar até 13,3 milhões de papéis ordinários, e até 29 milhões de ações preferenciais — diretamente ou na forma de units. O número corresponde a 10% dos ativos em negociação.
A mesma proporção corresponde ao programa de recompra da provedora de tecnologia para o sistema financeiro Sinqia. O total de ações que podem ser compradas é de 5,8 milhões. Os papéis da companhia (SQIA3) têm desvalorização de 37% neste ano.
Com um recuo também de 37% na cotação dos papéis (CCPR3) desde o início de janeiro, a Cyrela Commercial Properties vai recomprar até 4,9 milhões — 6,89% dos papéis em negociação.
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A proporção é menor no programa de recompra das Lojas Renner: apenas 1%. A varejista vai comprar até oito milhões das próprias ações ordinárias. A desvalorização dos papéis da empresa (LREN3) é da ordem de 23%.
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