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A disputa judicial se arrastava há uma década e, diante da possibilidade de perda provável, a dona da bolsa já havia feito uma provisão de R$ 379 milhões
A B3 fechou um acordo e concordou em pagar aproximadamente R$ 140 milhões para acabar com uma disputa judicial com a massa falida da corretora Spread Commodities Mercantil e Corretora de Mercadorias.
O litígio se arrastava havia uma década e, diante da possibilidade de perda provável, a dona da bolsa já havia feito uma provisão de R$ 379 milhões. A B3 não informou se vai reverter a diferença entre esse valor e o que vai ser efetivamente desembolsado.
A massa falida da Spread entrou na Justiça contra a dona da bolsa por entender ter direito a valores relacionados a títulos patrimoniais de emissão da Associação BM&F, correspondentes, atualmente, a 4.908.015 ações da B3 — equivalente a quase R$ 290 milhões, nas cotações dos papéis nesta segunda-feira — mais os dividendos pagos desde 2007.
A atual B3 é fruto da fusão da antiga Bovespa, operadora do mercado de ações, com a BM&F, responsável pela negociação de derivativos. Ambas eram entidades sem fins lucrativos e passaram por um processo de desmutualização em 2007 antes de abrirem o capital. A ação judicial da Spread remete a esse processo.
No ano seguinte, as duas bolsas anunciaram uma fusão, formando a BM&FBovespa. Em 2017, a empresa comprou a Cetip e adotou o atual nome de B3.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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