O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O resultado ajustado, que exclui da conta o efeito cambial sobre a dívida da empresa, traz uma perda de R$ 975 milhões.
A companhia área Azul divulgou nesta quinta-feira (14) um prejuízo líquido de R$ 6,136 bilhões no primeiro trimestre, fortemente pressionado pela alta do dólar no período. O resultado ajustado, que exclui da conta o efeito cambial sobre a dívida da empresa, traz uma perda de R$ 975 milhões.
A receita líquida da Azul somou R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre, uma alta de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi puxado por uma forte demanda nos meses de janeiro e fevereiro, que tiveram um crescimento de 12% na capacidade.
A partir do mês de março a empresa sentiu o impacto das medidas de isolamento social e restrição de voos diante do coronavírus. O oferta de voos diários foi reduzida em 50% em março e em 90% em abril.
Por volta das 11h30, a ação da Azul registrava uma queda de 3,8%, acima da retração do Ibovespa, de 1,90%. Acompanhe aqui a cobertura dos mercados nesta quinta-feira.
O setor aéreo foi um dos mais afetados pelo coronavírus, com as restrições dos voos e queda na demanda por viagens. A Gol divulgou um prejuízo líquido de R$ 2,28 bilhões no primeiro trimestre.
A desvalorização cambial de 33% pesou no resultado, elevando o custo operacional da companhia e o seu endividamento.
Leia Também
A regra contábil exige que as empresas corrijam no seu balanço sua dívida em dólar pela variação cambial. Apenas a alta do dólar levou a Azul a reportar uma perda financeira de R$ 4,23 bilhões no primeiro trimestre. Esse "prejuízo" é contábil e não tem efeito caixa.
Ao todo, a empresa teve uma perda financeira de R$ 6,386 bilhões. Além da variação cambial, a Azul também somou perdas de R$ 1,3 bilhão em operações de derivativos financeiros (hedge) para se proteger de variações no preço do combustível e de R$ 618 milhões com a redução da avaliação da sua participação na companhia área portuguesa TAP.
A alta do dólar pesou também no custo operacional da companhia, que somaram R$2,6 bilhões no primeiro trimestre, representando um aumento de 19,8% sobre o ano anterior. Parte desse aumento se deve à variação cambial. O preço do combustível e a manutenção de aeronaves, por exemplo, são contas dolarizadas.
O custo por assento da companhia aérea subiu 7% no período. "Normalizado pelo combustível, moeda e o impacto do covid-19, o CASK (custo por assento) reduziu 2,1% ano contra ano".
A Azul anunciou uma série de medidas para ajustar sua malha e preservar o caixa da empresa diante da queda da demanda do coronavírus.
Na quarta-feira (13) à noite, a empresa comunicou que está negociando com a Embraer o adiamento da entrega de 59 aeronaves para a partir de 2024. Essas aeronaves estavam previstas para entrar em operação entre 2020 e 2023.
A companhia espera reduzir em 50% o seu custo com salários no segundo trimestre. A Azul abriu um programa de licenças não remuneradas, que teve a adesão de mais de 10.500 pessoas, 78% da sua equipe. Além disso, a empresa reduziu salários de gerentes e executivos entre 25% e 100% por 90 dias, em linha com a flexibilização da lei trabalhista prevista na medida provisória aprovada pelo governo.
Em comentário da administração sobre o resultado da companhia, o presidente da Azul, John Rodgerson , disse que a companhia pretende operar 115 voos diários com aproximadamente 20 aeronaves para 38 destinos em maio.
"Esperamos aumentar nossa malha gradualmente nos próximos meses à medida em que a economia volte a entrar em funcionamento", afirmou.
A estratégia da Azul é adotar uma operação mínima, priorizando rotas que tenham receitas suficientes para suportar os custos variáveis dos voos. A empresa espera uma redução de capacidade entre 75% a 85% no segundo trimestre de 2020 comparado com o mesmo período de 2019.
"Graças às iniciativas implementadas até o momento, encerramos abril com uma posição de caixa ligeiramente acima da realizada em março e esperamos uma queima líquida de caixa em maio e junho de R$3 milhões a R$4 milhões por dia, incluindo despesas com juros. Com a nossa posição de caixa atual esperamos suportar o atual ambiente de demanda por mais de um ano", afirmou o presidente da Azul.
Temporada do 4T25 deve reforçar a força das construtoras de baixa renda, enquanto empresas como Eztec e Tenda ainda enfrentam desafios específicos
Metade da carne de frango consumida nos mercados halal do Oriente Médio é importada, principalmente do Brasil; entenda os efeitos do conflito na região para a exportadora brasileira
Pré-venda começa na próxima segunda-feira (9); modelo mais acessível vem com 256 gigabytes e novo processador
De olho na luz como motor da inteligência artificial, o investimento bilionário da Nvidia na Lumentum e na Coherent deve transformar a transferência de dados
Mesmo com sinais pontuais de melhora no exterior, spreads fracos no Brasil e geração de caixa negativa seguem no radar dos analistas
Paramount cogita fundir os dois streamings em um único serviço, mas ainda não há detalhes sobre nome, data de lançamento ou preço
Kepler Weber fecha acordo para combinação de negócios com a GPT; veja o que pode acontecer ao acionista de KEPL3
Com vencimentos pressionando o balanço, empresa estrutura linha bilionária e coloca ações da CSN Cimentos na mesa
A companhia informou que a operação está inserida em processo de reorganização administrativa, operacional, financeira e jurídica
Após alta de quase 30% em seis meses, banco avalia que o valuation ficou mais justo — mas um catalisador pode mexer com a ação
Negócio cria frota de 73 embarcações, muda o controle da companhia e consolida um novo peso-pesado no apoio offshore brasileiro
Custos sob controle e projetos em expansão reforçam cenário construtivo para a mineradora, mas valorização recente entra no radar dos analistas
A reorganização cria uma gigante de até R$ 50 bilhões, mas impõe uma decisão clara aos minoritários: aceitar a diluição e apostar em escala ou aproveitar a porta de saída
As ações da dona da bolsa acumulam alta de quase 70% em 12 meses; analistas divergem sobre a compra do papel neste momento
Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei?
Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.
Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço
O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman
Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa
Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos