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Analistas do banco suíço elogiam iniciativas de O2O da empresa e dizem que ações podem chegar a R$ 37; a recomendação é de compra dos papéis
O banco suíço UBS elevou a estimativa de potencial de alta das ações da Lojas Americanas em 12 meses, de R$ 34 anteriormente para R$ 37 - recomendando a compra dos papéis.
Nesta terça-feira (9), as ações da empresa (LAME4) eram negociadas a R$ 30,12, em uma alta de 1%. No ano, os papéis acumulam uma alta de cerca de 16%, mesmo com a crise do novo coronavírus. Veja o desempenho dos mercados.
Os analistas da instituição dizem que a Americanas deve se beneficiar do aumento da demanda no e-commerce por causa da pandemia. Para eles, a empresa tem apresentado contínua evolução no capital de giro, ajudando o fluxo de caixa.
A instituição reconhece as dificuldades da crise sanitária e econômica no curto prazo, mas lembra que a Americanas investiu na digitalização das operações. Na visão do banco, a empresa consolidou iniciativas O2O (Online-to-Offline) - quando o cliente pode retirar na loja um produto comprado pela internet.
A Americanas tem projetos como o "Pegue na Loja", em que o cliente compra pelo site da companhia e retira o produto onde preferir, e o "Pegue na Loja Hoje" - que permite ao usuário ter em mãos o produto no mesmo dia da compra.
Outra iniciativa da varejista é o "Lasa Entrega": a empresa usa o estoque de cada loja física para transformá-la em um centro de distribuição independente.
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Para o UBS, a frente O2O da Americanas pode gerar R$ 6,9 bilhões em receitas para as operações físicas da até 2022. "Assumindo que as iniciativas O2O da Lojas Americanas vão continuar a responder por 6,7% do volume da B2W, as lojas físicas da empresa terão aumento de receita de 12%, 14% e 16% em 2020, 2021 e 2022, respectivamente."
No primeiro trimestre deste ano iniciativas O2O foram responsáveis por um ganho de R$ 530 milhões do GMV ("Gross Merchandise Volume", preço de venda cobrado ao cliente multiplicado pelo número de itens vendidos) da B2W e Americanas.
A Americanas apresentou ainda, nos três primeiros meses deste ano, prejuízo líquido de R$ 49,2 milhões (ante perdas de R$ 53,5 milhões), receita líquida de R$ 4,057 bilhões e Ebitda de R$ 583 milhões.
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