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Preço-alvo do papel, no entanto, foi cortado de R$ 62 para R$ 54, com base na redução para os lucros projetados de 2020 e 2021
A ação da companhia de seguros SulAmérica (SULA11) teve a sua recomendação elevada de neutra para compra pelo UBS, de acordo com relatório assinado pelos analistas Vinicius Ribeiro e Mariana Taddeo.
Uma das razões para a elevação para compra é a expansão do portfólio do "Direto", que traz mais opções aos clientes, na visão do UBS. O Direto é uma linha de planos de saúde regionais da empresa.
Atualmente, a ação da SulAmérica negocia com um desconto "injustificado" em relação aos pares verticais — ou seja, empresas que atuam em toda a cadeia do setor, segundo o UBS.
O preço-alvo do papel, no entanto, foi cortado de R$ 62 para R$ 54, com base na redução para os lucros de 2020 e 2021 em 12% e 30%, respectivamente, por causa dos desinvestimentos da empresa e do menor resultado financeiro da companhia em razão de menores taxas de juros.
O declínio esperado de 5% e 9% nos prêmios nos preços dos planos de saúde também deve impactar o resultado da empresa e sustenta o novo preço para a ação.
A ação da SulAmérica sobe 4,50%, para R$ 45,71, na sessão desta sexta-feira (19) no Ibovespa. O índice acionário tem leve alta, de 0,25%, operando acima dos 96 mil pontos.
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O UBS vê que a SulAmérica ganhou consistentemente participação no mercado através de preços mais baixos devido à eficiência de suas medidas.
"Mesmo em um cenário terrível para os planos de saúde privados, acreditamos que a maior flexibilidade da SulA e o lançamento do portfólio 'Direto' permitirá continuar ganhando participação", diz o banco.
Com as novas projeções para a covid-19 no Brasil, o UBS estima impacto de R$ 370 milhões sobre os custos médicos da Sul América e de 2 pontos percentuais na razão de perdas (que é a fração das perdas de uma seguradora por causa do direito ao recebimento como uma porcentagem dos prêmios obtidos).
Além disso, como a venda das unidades de seguros para automotivos e property and casualty deve ser concluída no 3º trimestre de 2020, o UBS prevê um impacto positivo de 40 milhões nos direitos reclamados com base nos dados de abril da Superintendência de Seguros Privados.
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