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Despesa financeira com perdas cambiais pesa em resultado da empresa, que não apresenta comparações anuais
Quatro dias após suas ações estrearem na B3, a 3R Petroleum (RRRP3) divulgou os resultados obtidos no terceiro trimestre. Ela fechou o período com prejuízo de R$ 50,4 milhões. A empresa não apresentou os dados relativos ao mesmo período de 2019.
O resultado, de acordo com a companhia, foi prejudicado por uma despesa financeira líquida de R$ 56,1 milhões provocada por perdas com variação cambial.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e despesas com exploração (Ebitdax) somou R$ 27 milhões, com margem de 32,9%, afetado por uma despesa relacionada à reversão do efeito da devolução à ANP de ativo exploratório adquirido pela administração anterior. Excluindo estas despesas não recorrentes, o Ebitdax alcançou R$ 50 milhões, com margem de 61,1%.
A receita líquida somou R$ 81,7 milhões, refletindo a totalidade das operações no Polo Macau e 35% do Polo Pescada. No período, a 3R Petroleum vendeu 359 mil barris de petróleo a um preço médio de US$ 38,10 a unidade e 13,8 milhões de metros cúbicos de gás a um preço médio de US$ 2,77 milhões o btu (medida utilizada pela indústria do gás).
Criada em 2014, a 3R Petroleum atua na revitalização de campos maduros de petróleo e gás em terra e águas rasas, buscando comprar os ativos sendo colocados à venda pela Petrobras, que está vendendo campos e direitos exploratórios considerados secundários para concentrar esforços no pré-sal.
Ela estreou na B3 na quinta-feira (12) após levantar R$ 555,7 milhões em sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Os papéis fecharam o dia com 0,48%. Nesta segunda-feira (16), por volta das 12h11, eles subiam 1,92%, a R$ 21,20.
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O IPO da 3R Petroleum foi o primeiro do setor de óleo e gás na bolsa brasileira em dez anos. A companhia é a 160ª listada no Novo Mercado, segmento com alto padrão de governança corporativa.
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Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
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