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De todos os romances de Jane Austen, prefiro “Razão e Sensibilidade” — talvez pelo fato de estar em um ambiente tão atrelado à ambivalência: os mercados financeiros
Quem não gosta de Jane Austen? Tudo bem, admito que não seja uma unanimidade entre os leitores mais ativos; contudo, particularmente, cultivo imenso interesse por personalidade que tanto contribuíram para a formatação de gêneros populares até os dias atuais. Nesse sentido, não restam dúvidas de que a escritora britânica tem sua marca em toda a estrutura romancista contemporânea.
Bônus: como os leitores mais atentos devem se lembrar, também nutro apego a autores trágicos. O que dizer de uma mulher que, aos 41 anos e em seu leito de morte, teve como suas últimas palavras: “Não quero nada mais que a morte”.
O termo tragédia deriva justamente da ideia de catarse, ou purificação; para Aristóteles, por exemplo, a tragédia purifica. Quase todas as boas personagens são provenientes de (ou tem como destino) algo trágico. Se a autora carrega isso em sua essência, por mais que escreva sobre amor, verificaremos profundidade psicológica em seus escritos.
No último fim de semana, uma amiga notadamente polímata (por mais que ela negue, eu tenho convicção) compartilhou que assistia à adaptação cinematográfica de "Orgulho e Preconceito”. Apesar de muito bom, não se trata do meu predileto. Prefiro "Razão e Sensibilidade” talvez pelo fato de estar inserido em um ambiente tão atrelado a esta ambivalência: os mercados financeiros.
Diariamente, a formação de preço busca formatação da razão na cotação dos ativos marcados a mercado, mas tem sempre que lutar pelo fator humano no meio do caminho, dotado de características comportamentais nada ignoráveis, uma sensibilidade dionisíaca.
A razão é uma grande emoção, diria Nietzsche.
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Ultimamente, por exemplo, os mercados não têm sido nada gentis com os ativos de risco globais. Entre outras coisas, podemos destacar alguns atritos notáveis que tem levado os agentes a revisarem suas projeções e, consequentemente, suas posições em determinados ativos. Os subsequente sell-offs nas Bolsas ao redor do mundo são frutos de tais ruído.
Em primeiro lugar, ainda existe um resquício de medo proveniente do novo coronavírus infligir novas paralisações econômicas no mundo. A problemática de renovado lockdown no Canadá e no Reino Unido reforçam essa tendência. No gráfico 1 e 2 podemos ver a evolução de casos na Europa e nos EUA, respectivamente.
Ao mesmo tempo, somam-se outros riscos internacionais:
Não se trata de um ambiente nada estável. O investidor deve ser dotado de muita razão e de um controle emocional gigantesco para se tomar uma decisão coerente em um cenário como o atual.
Aqui no Brasil, alinhado com os demais países emergentes ao redor do mundo, existe ainda uma preocupação adicional com o fiscal e com o nível de preço. Na semana passada, por exemplo, o Copom manteve a Selic estável em 2% a.a., mantendo o “forward guidance” da taxa básica de juro baixa por mais tempo, até 2022.
As expectativas de corte adicional na última reunião começaram a cair por terra quando os últimos indicadores de inflação começaram superar com consistências as projeções. Para ilustrar, o IGP-M entregou a maior variação desde agosto de 1994 com alta de 4,57% (contra 2,34% em agosto).
O preço ao consumo do Brasil está baixo (ainda), mas os preços ao produtor já estão consideravelmente elevados. Então, apesar do enfraquecimento do real, a competitividade industrial fica mais sensibilizada, ao menos no relativo.
Assim, começa a nascer alguma dúvida sobre a efetividade de juros baixos por muito tempo em um país emergente com problemas fiscais (dominância fiscal). As questões políticas, cambiais e estruturais da economia, muitas vezes podem não permitir a sustentabilidade de um patamar baixo da taxa por tanto tempo, como se poderia pressupor a priori.
As condições são sempre instáveis e dinâmicas, além de muito suscetíveis a populismos de última hora e dificuldades de respeito ao Orçamento. Em complemento, existe um grau elevado de indexação da economia e uma volatilidade cambial enorme. Um panorama aparentemente bom pode mudar muito rapidamente. Em sendo assim, como se comprometer com um horizonte tão dilatado para a política monetária, se não conseguimos enxergar nem mesmo até o final do trimestre? Se o mundo pode ser outro em 2021, como fixar a intenção de manter a Selic nos níveis atuais até 2022?
Credibilidade importa na política monetária. A essência do problema é a (falta de) perspectiva para a trajetória da dívida pública brasileira. Muitos já enxergam impossibilidade de manter o teto de gastos e simplesmente não temos visibilidade sobre o que vai acontecer.
As reformas fiscais não andam conforme o esperado e inflação supera sistematicamente as estimativas. A consequência é pressão sobre os ativos de risco e inflação. As ações brasileiras, por exemplo, estão em uma fase de consolidação estendida, semelhante ao período entre 1971 e 1985.
Os retornos em dólar em 50 anos (antes dos dividendos) são 7,66% — um pouco acima dos retornos S&P 500). Já nos últimos 25 anos, os retornos são 6% anualizados — ligeiramente abaixo do S&P 500. Ou seja, não parece haver prêmio pela volatilidade.
Mas lá fora não é exemplo para justificar uma fuga em massa de capital. Ainda que cada vez mais se torne imperativo ter uma parcela crescente de capital no exterior, os juros zerados ou negativos, somados a um ambiente de volatilidade exacerbada das ações, têm feito os investidores globais revisarem sua forma de alocação.
Com o tempo, é notável o crescimento de investimentos alternativos no portfólio de investidores sofisticados. Nesse sentido, o tema Private Equity vem ganhando força e o debate tende a se aquecer aqui no Brasil também, onde o investidor pessoa física está sedento por mais retorno e o mercado de Private Equity (fundos que compram participações em empresas) ainda é bem seleto e fechado.
Resta a ver se os planejamentos financistas dos investidores tenderão a prevalecer no ambiente corporativo das empresas por meio dos PE. Um novo mundo nasce hoje, com novos paradigmas e com novas formas de se entender uma realidade. O investidor precisa modernizar seu entendimento de alocação, sua razão e sua sensibilidade.
Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.
São por oportunidades como essa, em investimentos alternativos em um mundo com cada vez menos retorno, que Felipe Miranda se debruça em sua série na Empiricus. O Palavra do Estrategista é uma série recheada de ideias capazes de proporcionar bons retornos para investidores iniciantes e mais sofisticados. Convido a todos que leram até aqui a checar o que o estrategista-chefe da maior casa de análise da América Latina tem a dizer e a sua carteira de ações que são Oportunidades de uma Vida.
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