O mercado trucou, e o Banco Central mandou descer ao bancar juro baixo
Emparedado pelo repique da inflação e pelo aumento do risco fiscal, o BC foi inflexível e sustentou o “forward guidance”, a sinalização de que a Selic permanecerá baixa por um longo período

Emparedado pelo repique da inflação e pelo aumento do risco fiscal, o Banco Central foi inflexível: não só manteve a taxa básica de juros (Selic) em 2% ao ano como sustentou o “forward guidance”, a sinalização de que as taxas permanecerão baixas por um longo período.
Na prática, a decisão significa que o BC segue no jogo depois que o mercado gritou “truco”. A aposta dos investidores é que a autoridade monetária não tem cartas na mão para sustentar a Selic no menor patamar da história.
Leia também:
- SD Premium: Conheça nossos conteúdos exclusivos grátis por 30 dias
- BC mantém Selic em 2% ao ano, em meio ao risco fiscal e à alta da inflação
- A inflação bate à porta: IPCA-15 tem maior alta para um mês de outubro desde 1995
Na edição mais recente do boletim Focus, o mercado projeta uma Selic a 2,75% ao ano no fim do ano que vem. Mas as taxas futuras negociadas na B3 já embutem juros acima dos 5% ao ano em 2021.
As apostas contra o BC ganharam força em setembro, com as ameaças do governo ao teto de gastos e a indefinição sobre como financiar o Renda Cidadã, a versão ampliada do Bolsa Família.
Nas últimas semanas, a visão de que o Banco Central não teria como manter os juros em 2% ao ano foi reforçada com a alta dos índices de inflação ao consumidor.
Até então, havia dúvidas se a inflação medida pelos IGPs, muito sensíveis à variação cambial e preços no atacado, chegaria ao IPCA, o índice usado como referência do sistema de metas de inflação.
Leia Também
A turma dos que acreditam que a ameaça da inflação é real ganhou mais adeptos depois da divulgação do IPCA-15 de outubro, que registrou a maior alta para o mês dos últimos 25 anos.
Praticamente ninguém no mercado esperava que o Copom mexesse na Selic na reunião que terminou nesta quarta-feira. Mas a visão predominante era que o BC adotasse uma postura mais dura tanto com relação ao risco fiscal quanto de inflação.
Uma maneira de fazer isso seria retirar o "forward guidance" ou sinalizar de forma mais clara que pode agir para conter as pressões.
O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) não deixa nenhum dos temas sem resposta. Mas traz uma cenário aparentemente mais otimista do que o traçado pelo mercado.
Sobre a inflação, manteve o diagnóstico de que o choque de preços é temporário e que as diversas medidas de inflação apresentam-se “em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária”. Mas acrescentou que monitora a evolução dos preços com atenção.
Com relação a um possível furo no teto de gastos em 2021, o BC alerta que o prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia ou frustrações em relação à continuidade das reformas podem elevar os prêmios de risco.
Essa ameaça, porém, não é suficiente para fazer o BC desistir do “forward guidance” porque os diretores entendem não houve mudanças no regime fiscal. O Copom nem sequer fechou completamente a porta para novos cortes na Selic no futuro.
Resta agora saber se os investidores vão aumentar a aposta no truco contra o BC ou levarão a sinalização do “forward guidance” a sério. A trajetória do dólar e dos juros futuros a partir de amanhã deve trazer a resposta.
FOLHA NO RADAR
7 de setembro está chegando! Veja os próximos feriados e pontos facultativos de 2026
28 de agosto de 2026 - 5:30CHATGPT PARA CIRURGIÕES?
Primeira cirurgia cerebral com assistência de inteligência artificial da história resulta em remoção de tumor
27 de agosto de 2026 - 17:34O MAPA DA LEI
Lei de zoneamento urbano de São Paulo tem última revisão derrubada pela Justiça; como isso impacta as construções na cidade?
27 de agosto de 2026 - 16:13É HOJE!
Que horas sai o trailer do GTA 6? Confira horário e onde assistir ao novo lançamento da Rockstar Games
27 de agosto de 2026 - 13:13IPHONE DOBRÁVEL?
Novo CEO, iPhone dobrável e mais: o que esperar do evento anual de lançamentos da Apple
27 de agosto de 2026 - 11:44TESOURA MAIOR
XP vê mais espaço para corte nos juros após surpresa na inflação; veja até onde a Selic pode cair
27 de agosto de 2026 - 10:53‘MILIONÁRIO POR UM DIA’
Motorista que devolveu Pix de R$ 131 milhões perde recurso na Justiça; conheça o caso do ‘milionário por um dia’
27 de agosto de 2026 - 9:59ECLIPSE QUASE TOTAL
Eclipse oculta 96% da Lua de hoje para amanhã; fenômeno poderá ser visto a olho nu em todo o Brasil, mas com uma condição
27 de agosto de 2026 - 7:14NA TRAAAAAVE!
295 apostadores ficam no quase na Lotofácil 3772; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 25 milhões
27 de agosto de 2026 - 6:52A LISTA ESTÁ AUMENTANDO...
Depois do JP Morgan, agora é a vez do Morgan Stanley deixar de recomendar a compra de ações brasileiras
26 de agosto de 2026 - 19:53FAVORITOS DO C-LEVEL
O que os executivos ouvem? Market Makers está entre os podcasts preferidos; confira o pódio
26 de agosto de 2026 - 19:33FALÊNCIA DA OI
Como ficam os serviços da Oi após falência confirmada pela Justiça
26 de agosto de 2026 - 15:30OBRA FARAÔNICA
Como um país quase desértico pretende alimentar 120 milhões de pessoas com um plano bilionário
26 de agosto de 2026 - 12:04Conteúdo Empiricus
Depois das eleições, vem a conta: Como investir com e sem ajuste fiscal em 2027?
26 de agosto de 2026 - 9:00SAIU A DECISÃO
Oncoclínicas (ONCO3): CVM vota a favor de OPA pela Centaurus avaliada em mais de R$ 6 bilhões
26 de agosto de 2026 - 8:53PÉ NA AREIA
Aposta simples leva prêmio milionário da Lotofácil 3771 para capital do Nordeste; Mega-Sena 3049 acumula e chega a R$ 25 milhões
26 de agosto de 2026 - 6:49ATENÇÃO, FARIA LIMERS!
Bicicletas elétricas e patinetes terão limite de velocidade em São Paulo; entenda as novas regras
25 de agosto de 2026 - 18:00ECLIPSE LUNAR QUASE TOTAL
96% da Lua vai desaparecer na madrugada e fenômeno poderá ser visto em todo o Brasil; veja horários
25 de agosto de 2026 - 17:30ALERTA DOS PEDIATRAS