2020-04-06T18:06:48-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Arsenal contra o coronavírus

BC vai emprestar recursos a bancos cobrando Selic + 0,60% ao ano

Com potencial de liberação de até R$ 670 bilhões, Linha Temporária Especial de Liquidez é a medida de maior calibre dentro das anunciadas pelo BC nos esforços para fazer o dinheiro circular na economia em meio à crise do coronavírus

6 de abril de 2020
10:31 - atualizado às 18:06
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em audiência na CFT da Câmara dos Deputados - Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O Banco Central divulgou hoje as condições para a concessão de empréstimo aos bancos com lastro em letras financeiras garantidas por operações de crédito.

Com potencial de liberação de até R$ 670 bilhões, trata-se da medida de maior calibre dentro das anunciadas pelo BC nos esforços para fazer o dinheiro circular na economia em meio à crise do coronavírus.

O BC vai cobrar uma taxa de juros equivalente à Selic (atualmente em 3,75% ao ano) mais 0,60% ao ano na chamada Linha Temporária Especial de Liquidez (LTEL).

Em troca, as instituições financeiras terão de emitir letras financeiras garantidas em financiamentos concedidos. O objetivo é justamente que esse dinheiro chegue aos tomadores finais e não fique “empoçado” no balanço dos bancos.

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o BC a realizar os empréstimos com a garantia das Letras Financeiras na semana passada. Essas operações terão prazo mínimo de 30 dias e máximo de 359 dias corridos.

O empréstimo será concedido por meio de liberações mensais de recursos (tranches): a primeira de até 50% do Patrimônio de Referência (PR) da instituição financeira, podendo chegar até 100% do PR até o final do ano.

No total, as medidas de injeção de liquidez no sistema financeiro somam R$ 1,2 trilhão, de acordo com o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Além do empréstimo aos bancos com lastro em operações de financiamento, o Banco Central também pretende adquirir diretamente carteiras de crédito e títulos das empresas como forma de fazer com que recursos liberados pelo governo cheguem efetivamente às mãos dos empresários.

Para que isso aconteça, porém, é necessária a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que já está no Congresso.

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