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Aquela taxa mensal, aparentemente inofensiva, é a mesma que transformou Warren Buffett no maior investidor de todos os tempos
Se você fosse pedir conselho sobre o uso de cartões de crédito para um banqueiro ou para o dono de uma bandeira de cartões (por exemplo, Visa ou Mastercard), que tipo de resposta você acha que receberia?
Vestidos em peles de cordeiro, os lobos tentariam convencer você de que o cartão de crédito é ótimo para as pessoas, pois "permite que elas atinjam seus sonhos antecipadamente", que "as taxas e as parcelas são feitas para caberem no bolso" e por aí vai.
Eles são tão "bonzinhos", não é mesmo?
Felizmente, nem todos são assim. Caso não saiba, Warren Buffett (por meio da Berkshire Hathaway) é o maior acionista de bancos como Wells Fargo e Bank of America e da companhia de cartões American Express.
Para os seus negócios, quanto mais as pessoas usarem o crédito, melhor. Mas quem disse que ele se preocupa com isso?
Na conferência anual da Berkshire Hathaway que aconteceu no início deste mês, Buffett foi bem enfático sobre o uso desse "auxílio financeiro" pelos consumidores:
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"Nós temos interesses no segmento de cartões de crédito, mas o meu conselho para as pessoas é que elas deveriam evitar a sua utilização."
Buffett conhece como poucos os efeitos danosos que as taxas de juros podem acarretar no longo prazo. Ele prefere se preocupar mais com o patrimônio das pessoas do que com a receita de suas companhias.
Que homem!
Eu sei que você já quis gastar mais do que deveria, com a desculpa de que os juros eram de apenas 1,5% ao mês e as parcelas caberiam no bolso.
A verdade é que, todos os dias, milhões de pessoas ao redor do mundo se endividam mais do que deveriam e acabam comprando uma quantidade absurda de coisas inúteis sob esse pretexto infalível de juros (aparentemente) baixos e parcelas (aparentemente) pequenas.
O problema nessa história é que as nossas mentes são péssimas para entender o conceito de juros compostos.
Uma taxa mensal de 1,5%, que parece inofensiva para as suas finanças, resulta em 20% no ano por causa do efeito do juro sobre juro.
Mas esses 20% também não parecem muita coisa para você? Vamos voltar ao maior investidor de todos os tempos.
De 1965 até o fim de 2019, Warren Buffett viu o seu patrimônio crescer impressionantes 2.744.062% – é isso mesmo: mais de dois milhões e setecentos mil por cento.
Isso quer dizer que cem reais investidos teriam se transformado em R$ 2,7 milhões. Mil reais virariam mais de R$ 27 milhões.
À primeira vista, essa é uma valorização distante de qualquer realidade plausível, impossível de ser alcançada.
Mas, mais uma vez, estamos apenas sendo ludibriados pela nossa incapacidade de entender o efeito dos juros compostos.
Como podemos ver na tabela retirada na carta mais recente para os seus acionistas, a valorização anual composta das ações da Berkshire foi de 20%.

Sabe quanto seria essa taxa em termos mensais? Cerca de 1,5%!
Isso mesmo, aquela taxa mensal, aparentemente inofensiva – e que você achou uma pechincha quando foi trocar de carro pela última vez – é a mesma que transformou Warren Buffett no maior investidor de todos os tempos, com uma fortuna que hoje ultrapassa os US$ 60 bilhões.
A diferença é que enquanto ele recebia rendimentos sobre os seus investimentos, a maioria das pessoas está do outro lado do muro, arranjando desculpas e mais desculpas para pagar juros aos outros.
Acredite em mim: o simples fato de estar do lado certo do muro já ajudará muito a sua caminhada rumo à liberdade financeira.
Mas quem disse que não podemos acelerar esse processo? É com esse objetivo que criamos o Curso Quarentena Milionária, que conta com a participação de diversos especialistas de investimentos da Empiricus e traz dicas valiosas para te ajudar a montar um portfólio completo, com os melhores ativos disponíveis (ações, renda fixa, ouro, etc). Se quiser conferir, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a próxima!
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