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Como investir bem em um país que insiste em não dar certo

Para não depender do sucesso do Brasil nem da boa vontade dos governantes, o Felipe Miranda decidiu procurar por um ativo que desse grandes lucros e não estivesse ligado a nenhum desdobramento macroeconômico

18 de setembro de 2020
5:55 - atualizado às 14:34
Moedas espalhadas formam mapa do Brasil - Imagem: Shutterstock

Caro leitor, eu espero, do fundo do meu coração, que você já tenha passado alguns perrengues na vida.

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Seja financeiro, familiar, profissional… tanto faz.

Mas eu não estou dizendo isso porque quero o seu mal. Na verdade, é justamente o contrário.

É a presença de grandes dificuldades que nos faz evoluir. Que nos torna mais espertos, mais capazes de melhorar os nossos defeitos e de seguir em frente mais fortes. 

Quem não enfrenta desafios, normalmente acaba se acomodando e precisa de muita disciplina para se manter disposto a evoluir.

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Anti-brasileño

Você já parou para pensar no quanto o Brasil é privilegiado em termos de recursos naturais? No entanto, frequentemente eu me pego pensando se as nossas vastas riquezas, ao invés de ajudarem, acabaram atrapalhando o desenvolvimento do país.

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Antes que você comece a me xingar, achando que eu sou um argentino infiltrado e minha intenção é plantar em você uma semente "anti-brasileña", calma. Não é nada disso. 

Mas pense comigo, nós temos a nossa disposição um dos maiores recursos hídricos do planeta, energia eólica e solar de sobra, florestas abundantes (antes das queimadas, pelo menos), vastas reservas de petróleo e gás, enorme quantidade de terras para cultivo e criação (estamos entre os maiores produtores de soja, café, frutas, cana-de-açúcar, algodão, entre outros além de maior exportador de carne), e ainda temos uma das maiores e melhores reservas de minério do mundo. 

Tem muito mais recursos para colocar na lista, mas você já entendeu o meu ponto.

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Enquanto a esmagadora maioria dos países do planeta daria quase tudo o que têm por pelo menos uma dessas riquezas, nós temos todas elas à nossa disposição.

E mesmo assim nunca conseguimos sair da condição de "país do futuro". 

Ou será que é justamente por causa disso que nunca chegamos lá?

Nunca precisou ralar

Aqui entra o papel das dificuldades em nossas vidas.

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O Brasil me lembra um herdeiro playboy, que nunca quis saber de estudar muito ou trabalhar duro porque sempre teve à sua disposição vastas riquezas. Nunca precisou ralar de verdade.

Com sobra de recursos e falta de disciplina, há séculos – literalmente – vamos empurrando as deficiências nacionais com a barriga, esperando que o próximo pré-sal, ou a próxima cultura agrícola campeã de exportação pague as contas que vão chegar amanhã.

É claro que eu não tenho como afirmar, mas acredito que se não tivéssemos tantas riquezas à disposição para nos salvar todos os dias, talvez já teríamos sido forçados a atacar de frente alguns dos nossos principais problemas estruturais, como o uso ineficiente dos recursos públicos, altos impostos, investimento pífio em educação, tecnologia, infraestrutura... 

E se você está se perguntando o que isso tem a ver com os seus investimentos, basta olhar para o desempenho do Ibovespa contra a renda fixa nos últimos quinze anos para entender que essa falta de disciplina não ajuda em nada o desenvolvimento econômico nacional e, consequentemente, o desempenho das suas ações.

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Elaboração: Seu Dinheiro. Fonte: B3, Cetip

Se tudo der certo (e se der errado também)

Sou brasileiro e não gosto nem um pouco de escrever sobre isso.

No entanto, também sou um otimista e sei que ainda temos tempo para consertar vários problemas.

Não é o ideal, mas o que nos permite ter posições compradas em BOVA11 e títulos de renda fixa longos atrelados à inflação (NTN-B) em várias das carteiras da Empiricus é o fato de que sempre que o Brasil chega perto do abismo, conseguimos encontrar soluções de última hora que nos colocam nos trilhos novamente. 

Foi exatamente quando a água estava batendo na bunda que encaminhamos o teto de gastos e a reforma da previdência, por exemplo. 

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Mas depender do Brasil "dar certo", ou da boa vontade dos nossos governantes é, e sempre será, uma decisão arriscada quando o assunto é investimentos. 

Por esse motivo, o Felipe Miranda decidiu procurar por um ativo que satisfizesse dois critérios: fosse capaz de trazer grandes lucros e, ao mesmo tempo, não dependesse de nenhum desdobramento macroeconômico para vingar.

E, acredite se quiser, ele encontrou.

Segundo ele, a tal ação guarda a maior assimetria de toda a Bolsa brasileira, com potencial para pelo menos dobrar, ou até triplicar de valor. Mais importante: não depende do que acontecer com a política, com o cenário fiscal ou com o dólar, por exemplo.

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Um investimento para otimistas ou pessimistas com o futuro do país.

Deixo aqui o convite se você estiver afim de conhecer essa oportunidade e ainda ter acesso a várias outras dicas de investimento que o sócio-fundador da Empiricus oferece quinzenalmente.

Um grande abraço e a até a próxima!

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