Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ouro: pode comprar que o FED garante

Chuva de dinheiro acompanhada de expectativa futura de estagflação pode ser o terreno perfeito para disparada do ouro: que comece a corrida.

Antes de mais nada, quero alertar o caro amigo leitor que o título acima é enganoso. Marketing que fiz para atraí-lo para minhas linhas. Se você comprar ouro, baseado nas razões que farei desfilar no texto desta crônica, o FED não garante nada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aliás, nem precisa. A coisa tem tudo para acontecer baseada em fundamentos próprios.

O que irá fazer com que sua operação dê lucro serão as atitudes que, julgo eu, o Federal Open Market Committee – FOMC –, órgão que define as taxas básicas de juros nos Estados Unidos, irá tomar nos próximos meses e anos.

No momento em que redijo esta coluna (16:35 de quinta-feira, 25 de junho) a onça troy do ouro spot está cotada a US$ 1.772,20 em Nova York. Estamos testemunhando os preços máximos de todos os tempos (desconsiderando-se a inflação americana).

Como quem lê meus trabalhos há bastante tempo sabe, gosto de indicar compras quando o mercado faz novos highs históricos. Não só se trata de um momento em que ninguém que comprou aquele ativo está perdendo, mas para que uma cotação suba desse modo tem de haver um motivo forte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É o que está acontecendo com o ouro.

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Um novo desafio para os empreendedores, a queda dos fundos multimercados e o que mais você precisa saber hoje

Rodolfo Amstalden: Estimada probabilidade, escrevo esta carta pensando em você 

Só a título de ilustração, vou dar três exemplos de papéis negociados em Bolsa. Mesmo quem os adquiriu quando romperam novas máximas, lavou a égua.

Esse pessoal encheu as burras de dinheiro. Enricou.

Vamos lá: Microsoft, Apple, Magalu.

Com as commodities e outros ativos acontece a mesma coisa.

As grandes altas do ouro costumam ser lastreadas em dois fundamentos básicos: taxas de juros (nominais e/ou reais) negativas e fraqueza do dólar. Isso porque estou falando na cotação do vil metal (desculpem o clichê) na moeda americana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Das duas condicionais acima, no momento prevalece apenas a primeira: juros negativos. Isso em quase todo o mundo.

Ah, já ia me esquecendo. O medo também exerce grande influência no preço do ouro.

Durante a Grande Depressão, época em que falência de banco era não mais do que notícia de página do meio nos jornais, a onça subiu de US$ 20,63 (1929) para US$ 34,42 (1939), uma alta de 66,84%.

Isso numa década na qual a deflação era quase uma constante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia Mais: O Plano da Sua Vida com Dara Chapman. Clique aqui para assistir.

Na média de todos os preços, algo que valia US$ 10,00 em janeiro de 1931 caiu para US$ 8,18 em dezembro de 1939.

Há uma razão acima de todas pela qual recomendo a compra de ouro. Desde o início da crise do coronavírus, os bancos centrais e os governos vêm imprimindo dinheiro sem parar, para salvar a economia semiparalisada.

Nos Estados Unidos, as autoridades monetárias estão também recomprando seus próprios títulos no mercado e agora se dispõem a adquirir papéis de empresas privadas. Tais como debêntures, por exemplo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trocando em miúdos: há uma chuva de dólares, euros, ienes, libras esterlinas, reais, etc.

Obviamente, as mineradoras de ouro não têm como acompanhar esse movimento. Procurar novas jazidas, ou reabrir as que se tornaram deficitárias, leva tempo. E o resultado é apenas um aumento residual na produção do metal.

Mais cedo ou mais tarde, essa inundação monetária se transformará em inflação. Ou melhor, estagflação, já que o PIB mundial levará anos para voltar aos níveis pré-pandêmicos.

Nessa oportunidade, dificilmente o FED irá adotar uma postura hawkish (contracionista), temendo uma depressão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Poderemos ter uma repetição do que aconteceu na década de 1970. Em 1979, por exemplo, a inflação chegou a dois dígitos nos Estados Unidos (13,3%), pegando o Federal Open Market Committee no contrapé.

Naquele momento, a taxa básica era de “apenas” 13% ano.

Não por acaso, a estagflação dos Anos Setenta, combinada com juros negativos, causou um dos maiores bull markets do ouro de todos os tempos. O preço da onça subiu de US$ 36,56 (junho de 1970) para US$ 643,46 (julho de 1980).

Ou seja, um aumento percentual de 1.660%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se, daqui a algum tempo, entrarmos em um cenário de taxas negativas com inflação alta, o ouro poderá subir muito. Muito mesmo. Não digo que será na mesma proporção dos anos 1970. Mas, de qualquer modo, em Wall Street, a Comex será cenário de um cemitério de ursos dourados.

A onça troy poderá bater 3 mil, 4 mil ou até 5 mil dólares. You name it.

Será não mais do que um replay de um filme antigo, que assisti quando tinha meus trinta e muitos anos.

Aproveito para indicar a leitura do livro “Ivan: 30 Lições de Mercado”  de minha autoria. Você pode ter adquirir as verdades mais importantes que TODO investidor deve saber, clique aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um grande abraço,

Ivan Sant'Anna

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Imagem mostra Torre Eiffel em Paris, na França, vista do rio Sena no por do sol 14 de agosto de 2026 - 8:12
13 de agosto de 2026 - 8:30
A mão de um robô humanóide quase toca na mão de um ser humano 12 de agosto de 2026 - 19:59

EXILE ON WALL STREET

Sex appeal à moda antiga

12 de agosto de 2026 - 19:59
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 11 de agosto de 2026 - 8:07

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A eleição entrou na curva de juros

11 de agosto de 2026 - 8:07
Homem de negócios segura uma pasta e sai por uma porta com uma placa escrito "Exit". A imagem tem luz avermelhada. 7 de agosto de 2026 - 7:12
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, está sentado, com um microfone e um copo de água sobre a mesa que está a sua frente 5 de agosto de 2026 - 15:36
Imagem mostra, à esquerda, o prédio do Palácio do Planalto e, à direita, a sede do Banco Central 5 de agosto de 2026 - 8:09
Imagem mostra o prédio do banco central visto de baixo. o céu está bem azul com poucas nuvens ao fundo 4 de agosto de 2026 - 8:24
Tesoura rosa corta a Selic, taxa básica de juros 4 de agosto de 2026 - 7:20

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Juros: o corte que cabe e o corte que custa

4 de agosto de 2026 - 7:20
Imagem criada por inteligência artificial mostra uma fila de pessoas para usar um aparelho em uma academia. Homens e mulheres aguardam para usar o equipamento de crossover 3 de agosto de 2026 - 8:27
Aperto de mãos representando apoio entre amigos ou colegas de trabalho 2 de agosto de 2026 - 8:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar