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Nos saudosos tempos pré-crise, quando alguém comentava sobre um vídeo proibido, em geral se referia se a algum conteúdo íntimo que (acidentalmente ou não) vazou na internet.
Mas desde que estourou a crise política com a ruidosa saída de Sergio Moro do governo, outro vídeo restrito ganhou as manchetes: o da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril.
A gravação desse encontro é uma das peças do inquérito que corre no STF depois que o ex-ministro acusou o presidente Jair Bolsonaro de interferir no Ministério da Justiça.
O exato teor do vídeo ainda é desconhecido. Mas hoje à tarde vazaram relatos da imprensa de fontes que teriam assistido à gravação. E o adjetivo usado foi “devastador”.
Pouco depois da divulgação das notícias, o Ibovespa passou a cair e fechou na mínima do dia, em queda de 1,51%. Já o dólar passou a subir e cravou os R$ 5,868 – novo recorde.
Curiosamente, no mesmo horário o Xvideos – conhecido site de conteúdo “não familiar” na internet – estava nos “trending topics” do Twitter. Coincidência? Deixo a resposta para você.
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A verdade é que a crise política pesou, mas não foi o único fator a azedar o humor dos investidores. Lá fora as bolsas tiveram um dia de queda expressiva com a volta das preocupações sobre a retomada das atividades após a quarentena.
Na nossa cobertura de mercados, o Victor Aguiar conta para você em detalhes como a bolsa e o dólar reagiram ao noticiário em todas as frentes das crises simultâneas que atravessamos.
...a avaliação negativa do mandato do presidente Jair Bolsonaro aumentou 12,4 pontos percentuais entre janeiro e maio. A fatia da população que agora reprova a gestão é de 43,4%, a maior da série histórica, o que atesta o desgaste do governo. Enquanto isso, a aprovação do chefe do Executivo teve ligeiro recuo, mas se mantém firme, de acordo com o levantamento realizado pela CNT/MDA.
O Centrão já põe as mangas de fora para tentar mudar a diretriz do governo federal. Os parlamentares do grupo político pretendem pressionar a equipe econômica por projetos que aumentem o gasto público. Se tem gente disposta a fazer a concessão para ganhar os “novos amigos” para o governo no Congresso, também há quem pregue que esse aceno põe em risco a agenda liberal de Paulo Guedes, como você lê nesta matéria do Estadão.
Na mesma linha de outros dados econômicos já divulgados, o volume de serviços no Brasil apresentou um tombo de 6,9% em março em consequência dos efeitos do coronavírus. Foi a maior queda do setor em um mês segundo a série iniciada em 2011 pelo IBGE. O recuo foi concentrado nos últimos dez dias do mês de março, quando começaram as paralisações com a crise de saúde.
O CEO da Tesla, o bilionário Elon Musk, desafiou o governo da Califórnia — hoje em lockdown — na segunda-feira, quando pregou a reabertura das fábricas de carros elétricos da companhia. Agora, ele ganhou uma voz aliada de peso na disputa: a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Trump escreveu no Twitter, as fábricas da montadora deveriam abrir “AGORA”. Saiba mais detalhes sobre a insólita união.
Ontem foi um dia histórico para o bitcoin com o terceiro halving, evento que reduz a oferta do ativo à metade e ocorre a cada quatro anos. E hoje nós fizemos uma transmissão ao vivo para explicar o futuro da moeda: e aí, vai disparar ou não é bem assim? A Julia Wiltgen e o André Franco, especialista em criptomoedas, apontaram os cenários possíveis. Se você perdeu, ainda pode conferir no nosso canal no YouTube!
As incertezas não desapareceram no mundo financeiro com o coronavírus. Mas ainda assim há quem esteja otimista e continue a comprar o que dá — mesmo com o combo pandemia, crise política e econômica. Na coluna de hoje, o Felipe Miranda mostra preocupação com o aumento do número de pessoas físicas na bolsa justamente nesse momento de grande turbulência no mercado. E discute o que a proporção áurea de Leonardo da Vinci pode ensinar sobre investimentos.
Uma ótima noite para você!
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