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Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
O ano mal tinha virado há algumas semanas e, por aqui, a newsletter do Seu Dinheiro Lifestyle cravava: rico compra na Flórida, milionário compra em Nova York.
A sentença, embora maravilhosa, nem é nossa. Ela veio de corretores dos Estados Unidos, que nos explicaram a quantas anda o aquecido mercado imobiliário de NYC para os brasileiros.
Mas então chega o Carnaval, nosso outro Ano Novo, e traz consigo um plot twist: o novo hotspot dos ricaços americanos é, justamente, Miami.
Quem está certo, afinal? Estaria seu novo flat no Brooklyn desatualizado? Bem, vamos com calma.
Longe do hype caríssimo que eleva o tíquete dos distritos descolados de Nova York, a Flórida tem um atrativo bem mais material para contas recheadas – a ausência de impostos estaduais sobre renda. Uma realidade bastante diferente, por exemplo, do estado da Califórnia, que cobra a maior taxa americana da categoria, com alíquotas de até 13,3%.
Agora, uma proposta promete fechar ainda mais o cerco sobre os muitos endinheirados californianos. É o Billionaire Tax Act, que prevê um imposto único de 5% sobre a riqueza total dos residentes com patrimônio líquido igual ou superior a US$ 1 bilhão.
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A proposta ainda tem chão para ser aprovada. Mas sua mera existência já bastou para incomodar quem tem o tal bilhão a ser taxado – menos o expatriado da Faria Lima, portanto, e mais Mark Zuckerberg, o dono da Meta.
Zuck, aliás, é o mais novo feliz proprietário de uma residência de 2.700 metros quadrados em Indian Creek, à beira da Baía de Biscayne. E ele não é o único.
Essa semana contamos mais dessa fuga do Vale do Silício em direção ao sudeste dos EUA. Também adiantamos os nomes conhecidos dos mais novos floridenses, além dos detalhes da região que ficou conhecida como o "bunker dos bilionários".
A Flórida do Silício pode ter pegado muita gente de surpresa. Mas tendências têm dessas coisas. Mais vezes que não, altos e baixos não são definitivos.
Veja o universo da moda, por exemplo. Nos últimos anos, o avanço de serviços como a Shein fez muita gente determinar: a era do fast fashion acabou. Então, na última semana, Bad Bunny se apresenta para 135 milhões de pessoas no intervalo do Super Bowl usando... Zara. E isso tem explicação.

Já a gastronomia quase sempre surpreende, com ondas inescapáveis como a invasão do pistache, a febre das paletas mexicanas e de tantas outras que "vieram para ficar" – até, simplesmente, não ficarem mais. Agora, com 2026 finalmente (re)começando, nos perguntamos: qual é a próxima trend gourmet?
Existem indústrias, entretanto, que parecem resistir um pouco melhor ao efeito do tempo. Quando a Cosac Naify fechou em 2015, após somar mais de R$ 100 milhões em perdas, houve até quem decretasse ali mesmo o fim da era dos livros belos e bem editados no Brasil.
Um fortuito engano: uma década depois, Charles Cosac regressou com sua novíssima Cosac Edições, que injetou otimismo e uma inerente dose de bom gosto ao mercado editorial brasileiro. Essa semana, conversamos com o próprio Charles, que nos detalhou sua visão e as estratégias para uma literatura permanentemente pautada pela qualidade.

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