A caixa de ferramentas do Fed
Nada anima mais um investidor do que a certeza de que ele vai ter para quem vender seus ativos quando precisar de liquidez. O poder dessa certeza é tal que nem mesmo uma segunda onda de coronavírus no mundo é capaz de azedar o otimismo que ela gera.
Foi o que aconteceu no pregão bipolar desta segunda-feira, que começou bastante negativo depois dos sinais de que uma segunda onda de covid-19 estaria começando em Pequim, na China.
Por aqui, os investidores lamentavam o anúncio da saída de Mansueto Almeida da Secretaria do Tesouro Nacional e temiam pelo futuro do ajuste fiscal e de outros membros da equipe econômica.
Na parte da tarde, porém, tudo isso foi meio que posto de lado, quando o Fed anunciou formalmente a abertura da sua fantástica caixa de ferramentas - ou seria melhor dizer cofrinho? O banco central americano disse que vai começar a comprar títulos de empresas privadas para injetar mais recursos na economia.
A notícia animou os mercados e fez as bolsas americanas virarem o sinal. Por aqui, o Ibovespa ainda terminou o dia em baixa, mas o recuo foi muito mais modesto do que o tombo visto pela manhã. No mercado de câmbio, porém, a história foi um pouco diferente.
O Victor Aguiar acompanhou os mercados hoje e te conta tudo nesta matéria.
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Vem de Zap
As ações da Cielo dispararam na bolsa hoje após o anúncio de uma parceria com o Facebook. A empresa de maquininhas foi a escolhida pela companhia de Mark Zuckerberg para disponibilizar a opção de pagamentos via WhatsApp no Brasil. Saiba mais sobre a nova modalidade nesta matéria.
Para tranquilizar
De saída do governo nas próximas semanas, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, disse em entrevista que Paulo Guedes não deixará o Ministério da Economia. O pedido de demissão de Mansueto levou o mercado a especular a possibilidade de novas baixas na equipe econômica.
Duas décadas no vermelho
Crianças nascidas nos últimos anos possivelmente vão entrar no mercado de trabalho antes de verem o Brasil apresentar um único ano de superávit. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, se o país não fizer as reformas necessárias, as contas públicas devem ficar no vermelho ano após ano até 2033 , totalizando quase 20 anos de rombos seguidos. As projeções da IFI, divulgadas nesta segunda-feira, também incluem uma disparada da dívida pública a mais de 100% do PIB e o descumprimento do teto de gastos já no ano que vem.
Mais Fies
Um projeto no Senado quer ampliar o alcance do Fies para a classe média durante a crise do coronavírus, em razão do aumento das taxas de inadimplência e evasão escolar nas universidades privadas. O texto prevê a criação de um programa emergencial que permita a inscrição de universitários com renda de até 12 salários mínimos. Confira os detalhes da proposta nesta matéria.
Ares de mudança
Após a frustração da joint venture com a Boeing, a Embraer atravessa uma fase de mudança. Hoje, anunciou a reintegração e reestruturação da área de aviação comercial, que passa a ser comandada por um novo presidente. Saiba mais sobre as novidades.
A liquidez que move os mercados
Imagine que o seu time do coração está em desvantagem em um mata-mata por um gol, apenas. No jogo de volta, você está empolgado, mas faltando apenas sete minutos para o fim da partida, ainda não saiu nem um gol. Você vai embora para dar tempo de pegar o metrô aberto ou espera um pouco mais? Pode não parecer, mas esta situação se assemelha muito a certos movimentos de curto prazo da bolsa, como o rali recente. E pode ser que, no momento em que você finalmente resolver sair para não perder o último metrô, 40 mil pessoas estejam tentando deixar o estádio junto com você. Na sua coluna de hoje, Felipe Palleta reflete sobre essas semelhanças e ainda dá uma dica de investimento.
Uma ode à inação
O temor de uma segunda onda de coronavírus que vem rondando o mercado nos últimos dias tornou a elevar o risco de uma nova pernada para baixo nos preços dos ativos. A ele se associam muitos outros fatores de risco, aqui e lá fora, bem como algumas movimentações verdadeiramente irracionais nos mercados. Para quem já preparou um portfólio defensivo, protegido contra o risco deste novo mergulho, a melhor atitude a se tomar agora é não tomar atitude alguma. É isso que defende o nosso colunista Felipe Miranda no seu texto de hoje. Recomendo muito a leitura!
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