100 mil é o limite?
No ápice do pânico nos mercados provocado pelo coronavírus, ninguém era capaz de dizer quando (ou quanto) seria o fundo do poço da bolsa. Hoje a grande dúvida dos investidores é saber se chegamos ao teto ou o Ibovespa pode subir ainda mais. O que mais me impressiona não foi nem a mudança da pauta nos mercados, […]

No ápice do pânico nos mercados provocado pelo coronavírus, ninguém era capaz de dizer quando (ou quanto) seria o fundo do poço da bolsa. Hoje a grande dúvida dos investidores é saber se chegamos ao teto ou o Ibovespa pode subir ainda mais.
O que mais me impressiona não foi nem a mudança da pauta nos mercados, mas a velocidade com que aconteceu. Afinal, estamos falando de um período de pouco mais de três meses entre o abismo e o céu.
É verdade que hoje sabemos muito mais sobre a pandemia e seus impactos do que no fim de março. Ainda que o risco de uma segunda onda de casos permaneça no radar, a visão geral é que o pior momento da crise já pode ser visto do retrovisor.
[captacao]
O problema é que o estrago provocado pela pandemia está feito e vai levar algum tempo até a economia se recuperar completamente. Será então que o mercado “queimou a largada”?
No cenário-base do Bank of America, o Ibovespa pode estar perto do limite após voltar ao patamar de 100 mil pontos. O Victor Aguiar conta para você a perspectiva para o mercado de ações de David Beker, chefe de economia e estratégia no Brasil do banco.
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De certo modo, o pregão da bolsa desta terça-feira reflete esse “estado de espírito”. Depois de abrir em queda com notícias sobre o avanço de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o Ibovespa virou e passou a subir com indicadores econômicos e balanços corporativos positivos. Saiba como foi mais um dia de virada nos mercados.
INVESTIMENTOS
• Em tempos de pandemia, até o bancão quer desconto. O Santander entrou na Justiça para tentar reduzir o valor que paga a um fundo imobiliário pelo aluguel de 28 agências. A Julia Wiltgen conta por que essa notícia é ruim para o mercado de FII.
• Euforia e apreensão fazem parte do mercado, mas quem ganha dinheiro sabe fazer a gestão das emoções. Dependendo do que fez nos últimos meses, você é conservador ou agressivo, como mostra a colunista Dara Chapman.
ECONOMIA
• A economia brasileira voltou a crescer. O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, subiu 1,31% em maio, na comparação com abril. A notícia é boa, mas a alta foi menor do que a esperada pelo mercado financeiro.
• Enquanto isso, o número de falências saltou mais de 70% em junho, em meio à pandemia. E o pior é que o movimento está só no começo, segundo especialistas.
• O governo decretou que a redução de jornada e salário pode ser estendida por um mês e a suspensão de contrato, por dois. A medida pretende dar condições para a manutenção dos empregos na crise.
EMPRESAS
• Com a maior parte dos aviões no solo, a Delta Air Lines registrou prejuízo líquido de R$ 5,7 bilhões no 2º trimestre, com queda de 88% na receita. A companhia estima mais de dois anos até a recuperação.
• Mais do que um banco? É o que pensam os analistas do BTG Pactual, que decidiu elevar o preço-alvo para as ações do Banco Inter. Confira as novas estimativas.
• A febre dos aplicativos de entrega em meio à pandemia provocou um efeito inesperado: a falta de motos. A produção despencou ao mesmo tempo em que a procura aumentou estimulada pelos modelos mais baratos. Saiba mais.
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
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