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Uma estrela cadente; o novo astro da alimentação mundial e os outros destaques do universo de Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O brilho do Sol reduz e um organismo cósmico é descoberto. Por seu caminho, a criatura se alimenta do material das estrelas: são astrófagos que agora ameaçam nosso Sistema Solar. Resta a uma missão terrestre – e a Ryan Gosling – a esperança de encontrar a solução para o dilema intergaláctico.
Essa semana, outra estrela se apagou no universo da gastronomia. Mas, ao contrário de Devoradores de Estrelas, o blockbuster de Phil Lord e Christopher Miller, não houve NASA que resgatasse a Estrela Verde do Guia Michelin.
Criada em 2020, a distinção juntou-se à constelação Michelin como um reconhecimento aos restaurantes que adotam práticas sustentáveis e inovadoras na indústria da gastronomia. Ao valorizar conceitos como sazonalidade, desperdício zero e rastreabilidade, o guia respondia justamente a algumas das acusações históricas que o associavam, justa ou injustamente, a um modelo elitista e ambientalmente contraditório.

Desde o início, no entanto, a Estrela Verde foi questionada. E, ao contrário do que se possa imaginar, as críticas vieram justamente de observadores e analistas ligados à sustentabilidade. A questão do milhão: como um inspetor anônimo pode atestar o alinhamento ético de um restaurante ao avaliar seus pratos?
Ainda assim, o guia dobrou a aposta. E, em seus cinco anos desde a primeira concessão, em 2021, reconheceu mais de 500 endereços que, mais vezes que não, atestam sua distinção socioambiental com ações concretas.
No Brasil, o Corrutela, Bib Gourmand e Estrela Verde do Guia Michelin, adota iniciativas de monitoramento da procedência das carnes e peixes, além da instalação de compostagem, do uso de energia solar e de outras propostas. O triestrelado e Estrela Verde Tuju vai além, com a instalação de um instituto de pesquisa dedicado a identificar e expandir o conhecimento sobre os biomas e a alimentação brasileira.
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Longe de um fim apocalíptico, no entanto, a extinção da placa esverdeada abre espaço a um novo projeto do ecossistema Michelin, o Mindful Voices, através do qual a organização pretende olhar além do futuro da gastronomia e reconhecer iniciativas também nas indústrias da hospitalidade e do vinho.
Ainda assim, as reações foram divididas. Sem Ryan Gosling para o resgate, vários restaurantes se queixaram. Ao The Guardian, britânicos admitiram decepção. Um clima que não se repetiu por aqui. Em conversa com o Seu Dinheiro, Renato Mello, do Corrutela, e Katherina Cordás, do Tuju, ponderam com mais otimismo sobre a questão: para eles, se o guia cumprir suas promessas para o futuro, os devoradores de estrelas (Michelin) podem esperar tranquilos por uma sequência para esse filme.
Ela está no iogurte. No cereal. Na pasta de amendoim, no cookie, no pão de forma, na granola, no sorvete gourmet e na água. Sim, na água: se existe uma estrela no universo da alimentação hoje, esse astro é a proteína.

Centro de uma galáxia que movimenta R$ 2 bilhões por ano só no Brasil, os produtos com proteína adicionada viraram febre. Ao redor do mundo, a onda segue: foram R$ 250 bilhões calculados em 2024, com perspectivas de crescimento de 63% até 2033.
Diante de números astronômicos, e de uma oferta que alcança os cantos mais isolados do planeta, resta a pergunta: por que a proteína, afinal? O que ela nos diz sobre o mercado e, principalmente, sobre nossa cultura alimentar?
Diante dessas questões, nosso explorador Ricardo Archilha foi atrás de dados, nutricionistas e psicólogos para entender o que é real, o que é exagero e como o universo da proteína adicionada pode oferecer riscos.
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