Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Trump ou Biden? Qual candidato é melhor para os seus investimentos?

O mercado estava morrendo de medo de uma vitória democrata, mas agora está meio que torcendo por Biden de olho no tamanho e no alcance dos estímulos fiscais planejados pelo candidato

20 de outubro de 2020
5:58 - atualizado às 13:31
Biden Trump eleições Estados Unidos 2020
Imagem: Shutterstock

Nos aproximamos rapidamente das eleições presidenciais americanas, as quais prometem não só trazer volatilidade para o mercado, como também decidir o rumo da maior economia do mundo pelos próximos quatro anos. Notadamente, a posição de presidente dos EUA se trata da mais importante e poderosa no Ocidente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia também:

Muitas vezes, a depender da composição do Congresso e do alinhamento com a Suprema Corte, estamos falando da pessoa mais poderosa do planeta. Assim, a decisão eleitoral costuma ser acompanhada pelo mundo inteiro.

Os desdobramentos são muitos...

Contudo, está em jogo o comportamento econômico-social dos EUA na entrada da nova década que se inicia, possibilitando novos paradigmas a serem adotados mundialmente. Conta Covid, tributação, quadro fiscal, panorama monetário, meio ambiente, comércio global, infraestrutura e tecnologia… A maneira como abordaremos tais temáticas nos próximos anos podem mudar completamente a depender de quem sair vitorioso.

Até agora, Joe Biden está na frente nas pesquisas, com algo como 90% de chance de vitória segundo o modelo da The Economist.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Projeção final para a Casa Branca

Leia Também

Fonte(s): The Economist

O modelo da The Economist é interessante porque busca corrigir os vieses que tornaram as projeções para as eleições de 2016 equivocadas. O leitor deve se lembrar que a maior parte das pesquisas apontavam para a vitória da democrata Hillary Clinton, mas acabaram errando vergonhosamente.

Para corrigir, o modelo leva em conta todas as pesquisas, nacionais e estaduais, histórico de votação no estado e outras características mais específicas, como dados demográficos mais densos (raciais, educacionais e de classe).

Projeção por Voto Popular

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte(s): The Economist

O gráfico acima mostra que, provavelmente, o democrata Joe Biden leve a corrida pela ótica do voto popular. Nos EUA, contudo, o voto popular pouco pode nos dizer, pois quem decide as eleições é o colégio de delegados eleitorais, baseados no modelo de winner takes all. Segundo o mesmo modelo, temos a seguinte projeção:

Projeção por Colégio Eleitoral

Fonte(s): The Economist

Como de costume, a decisão em si estaria em alguns estados chaves (swing States), os quais costumam definir as eleições por não terem um candidato ou partido de preferência.

Projeção por estado com sua respectiva probabilidade associada

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte(s): The Economist

Por mais que os prognósticos atuais apontem para uma vitória de Biden, historicamente as chances são de que Trump mantenha a Casa Branca. No passado recente, apenas dois presentes americanos não conseguiram reeleição: Jimmy Carter e George H. W. Bush (Bush Sênior).

É a economia

Curiosamente, as condições que pressionaram os presidentes a perder o cargo foram predominantemente econômicas. Se me perguntassem ao final do ano passado quem sairia vitorioso, provavelmente responderia com bastante firmeza o nome de Trump. Foi justamente aquele que prometia ser o principal trunfo do republicano que acabou se tornando sua dor de cabeça: a economia.

Até 2019, os EUA estavam voando. O novo coronavírus, entretanto, jogou tudo para o espaço. Há quem argumente que não teria sido culpa do presidente americano e que, portanto, seria injusto julgar os quatro anos de seu governo pela crise atual.

Seria verdade se não fossem três pontos:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  1. a maioria da população americana leu a reação de Trump como inadequada e uma das responsáveis do tamanho do problema causado;
  2. a profundidade da crise, comparável com momentos únicos de nossa história, como uma Guerra Mundial ou a Crise de 29;
  3. as manifestações raciais depois da morte de George Floyd.

Esses pontos depuseram contra o presidente, que era favorito até o final de 2019. Agora, a situação mudou e são quatro principais cenários que se apresentam no futuro, dos quais dois apenas se mostram mais relevantes segundo a equipe do UBS.

Os diferentes cenários eleitorais para as eleições de 2020

Fonte(s): UBS US Office of Public Policy

No primeiro cenário, teríamos a chamada “Onda Azul”, na qual os democratas tomariam para si a Casa Branca, manteriam a Câmara e viram o jogo no Senado. No segundo, Biden tomaria a Casa Branca, mas não conseguiria virar o jogo no Senado, mantendo o Congresso dividido como hoje.

No terceiro, temos o "Status Quo", em que Trump mantém a Casa Branca e os republicanos continuam no controle do Senado (situação atual). Por fim, mas menos provável, Trump manteria a Casa Branca e os republicanos continuariam com o Senado, ganhando também a Câmara (resultado de 2016).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dos cenários em questão, o primeiro e o segundo chamam a atenção nas estimativas do UBS. Vamos dar uma olhada no modelo da The Economist para a situação atual.

Projeção para o Senado Federal

Fonte(s): The Economist 

Projeção para a Câmara dos Representantes

Fonte(s): The Economist

É melhor torcer pela “Onda Azul” ou pelo “Status Quo”?

Agora, de maneira sóbria e sem juízo de valor ideológico, podemos estudar os dois cenários mais prováveis, a “Onda Azul” e o “Status Quo” — segundo o UBS. Vale dizer que os dois cenários desaguam em perspectivas bem diferentes…

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Antes, uma verificação da Julius Baer sobre o que costuma auferir maiores retornos para os ativos de risco historicamente. Os desfechos para 2020 estariam entre a possibilidade de um presidente reeleito ou de um novo presidente com novo partido.

Entre as duas, a possibilidade de uma “Onda Azul" seria mais atrativa…

Fonte(s): Julius Baer

Mas vamos entender um fator de atenção antes de próximas conclusões.

Acredito que o principal ponto de atenção seja o fiscal. A disparidade nas plataformas de política fiscal dos dois candidatos é bastante direta. Entendo que o presidente Trump dependeria do financiamento via déficit para manter sua redução de impostos e, ao mesmo tempo, aumentar o investimento federal na infraestrutura física do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Biden, por outro lado, propõe reverter os cortes de impostos promulgados em 2017 e redirecionar os rendimentos resultantes para combater as mudanças climáticas e expandir a cobertura de saúde — projetos de infraestrutura também estão no radar.

Em qualquer caso, quer o presidente seja reeleito ou os eleitores escolham o ex-vice-presidente, o tamanho do déficit federal está destinado a permanecer grande.

Abaixo, um esquema do Bank of America com as perspectivas do que seria melhor em termos que liquidez para o mercado. Não é segredo para ninguém que o mercado tem se tornado viciado em liquidez. Hoje, é imperativa a necessidade de um pacote fiscal para suportar a economia, que não se sustentará apenas com esteroides monetários.

Agora, o mercado está meio que torcendo pelo Biden, uma vez que considera possível que o democrata leve também o controle das duas casas no Congresso, injetando mais dinheiro na economia. Essa virada na percepção do mercado me chamou a atenção porque antes os agentes estavam morrendo de medo de uma vitória democrata, principalmente por conta do aumento dos impostos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acontece que o tamanho e o alcance dos estímulos fiscais planejados por um governo Biden também são muito maiores do que os contemplados pelo atual presidente. O resultado líquido é neutralizar alguns dos efeitos adversos dos aumentos de impostos sobre a taxa de crescimento econômico.

A história recente também parece ser favorável a um governo democrata. O que significa que existem motivos para estarmos otimistas tanto em um governo Biden, como em um governo Trump.

O favorito na corrida, por sua vez, entregaria hipoteticamente uma economia mais forte.

Fonte(s): U.S. Bureau of Economic Analysis e U.S. Department of the Treasury

Se do ponto de vista tributário Trump pode ter seus benefícios, do ponto de vista internacional seus posicionamentos impulsivos e muitas vezes agressivos geram pressão sobre o mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Grosso modo, a volatilidade do twitter de Trump tem preço. Um presidente mais estável seria positivo para o mercado. Curioso notar que presidentes democratas, talvez por um caráter mais estável no âmbito internacional, entregaram mais retorno em Bolsa também.

Fonte(s): Wilshire Associates, via St. Louis Fed

Além disso, um governo democrata também tende a uma visão de comércio global multilateral e mais livre, diferente do mundo sob Trump, com barreira protecionistas e mais bilateral. Em um ambiente de maior pujança do comércio global, que tanto precisamos agora para recuperar a economia, países emergentes se beneficiam.

Naturalmente, o Brasil é um candidato bem óbvio para atrair investimento se entrarmos em um novo ciclo de emergentes e commodities no mundo a partir de um governo Biden. Claro, isso se endereçarmos corretamente nosso problema fiscal.

Para saber a melhor estratégia em relação como proceder, independente do presidente escolhido, apresentamos a série Palavra do Estrategista, best-seller da Empiricus. Nela, Felipe Miranda, nosso estrategista-chefe, compartilha com nossos assinantes suas mais variadas ideias de como ganhar dinheiro no Brasil e no mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale a pena conferir!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia