O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Nossos heróis demasiado humanos não podem falhar nem mesmo no olho do furacão?
Você provavelmente já ouviu falar dele.
Ray Dalio toca um dos maiores hedge funds do mundo.
Sua gestora — a Bridgewater Associates — possui um patrimônio de aproximadamente US$ 150 bilhões.
Seu livro de Princípios virou best-seller global, merecidamente (recomendo a leitura a qualquer pessoa que queira empreender, e sobretudo às pessoas que não queiram).
Então, você deve imaginar, esse sujeito é adorado por todos, certo?
Não exatamente.
Leia Também
A imprensa americana sempre aproveita as mínimas chances de atacar sua reputação.
No caso mais recente, noticia-se que o principal fundo de investimentos da Bridgewater acumula uma queda de 18% no ano, a pior performance em uma década de track record.
Nossos heróis demasiado humanos não podem falhar nem mesmo no olho do furacão?
Ironicamente, num novo mundo de fóruns de day traders em que a ilusão pelo acaso é ostensivamente premiada, a pretensa falha de Ray Dalio tem menos a ver com indisciplina e mais a ver com um excesso de cuidado.
A Bridgewater foi rápida ao cortar suas alocações de risco em março, quando o coronavírus se tornou um grave problema sistêmico.
No entanto, o retorno a essas mesmas posições ocorreu de forma vagarosa nos meses subsequentes, sem conseguir pegar carona no "helicopter money" do Fed.
Não é a primeira vez que isso acontece.
Em janeiro de 2019, um movimento semelhante impediu que a gestora surfasse o pacote de estímulos de Jerome Powell.
E não custa lembrar que o maior erro da carreira de Ray Dalio, explicitado no livro, ocorreu em 1982, quando ele apostou todas as sua fichas em um cenário de depressão econômica que nunca veio à tona (ao contrário, aquele fora o início de um dos maiores ciclos de crescimento não inflacionário dos EUA).
Ok, todos esses fatos são verídicos e têm sua devida importância no entendimento de como pensa e trabalha a Bridgewater.
Mas, se Ray Dalio é mesmo tão estúpido, como seu principal fundo foi capaz de subir em 17 dos últimos 20 anos, gerando um retorno médio de 12% ao ano, em dólares, sob volatilidade bastante aceitável?
No calor do momento, as notícias financeiras são levadas ao leitor desprovidas de contexto.
Um sujeito passa 20 anos fazendo um ótimo trabalho e é retratado como um idiota em meio à adversidade de um 2020 pandêmico.
Se é verdade que a Bridgewater vai mal quando o mercado se recupera rapidamente — e mesmo assim é capaz de gerar alfa em longo prazo —, isso significa que só poder ir bem quando o mercado não se recupera.
Diante da atual escassez de hedges para os nossos portfólios, uma posição em Bridgewater traz o pouco de cuidado a mais de que todos estamos precisando antes de sair por aí falando mal de quem não conhecemos.
As quedas e polêmicas na agenda do novo gestor; e o “enfant terrible” do Tour de France
Conheça os números da Cimed e entenda tudo o que está por trás da estratégia agressiva de inovação da companhia e qual é o preço que ela está pagando pelo seu sucesso
Nesta semana, o humor com Smart Fit finalmente começou a melhorar, após a divulgação dos temidos resultados do 1T26. Ao contrário do que se pensava, a companhia mostrou forte expansão de margem bruta.
Com a chegada da gestora Patria no segmento de shopping centers, o fundo Patria Malls (PMLL11) ganhou nova roupagem e tem um bom dividend yield. Entenda por que esse FII é o mais recomendado do mês de maio
Entre previsões frustradas, petróleo volátil e incerteza global, investidores são forçados a conviver com dois cenários opostos ao mesmo tempo
Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência
Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional
O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas
Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje
Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco
Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos. “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.” Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]
Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá
Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor
Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje
Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária
Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação
A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes
Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin