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Essa
crise não “aconteceu” simplesmente. Essa crise financeira estava se formando há mais de 100 anos, desde 1913, ano em que o banco central e o sistema tributário dos EUA foram criados…
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma lei no final do mês passado criando um histórico pacote de U$ 2 trilhões para ajudar a economia do país e os americanos durante esse período crítico de quarentena por conta do coronavírus.
A lei é o maior pacote de socorro emergencial da história dos EUA.
Representa uma injeção financeira maciça numa economia em dificuldades, um socorro destinado a ajudar trabalhadores, pequenas empresas e indústrias que lutam para sobreviver.
Como aconteceu em outras crises econômicas, o mundo está de olho no banco central e no governo dos EUA esperando por soluções, mesmo que essas instituições estejam causando os problemas.
Essa crise não "aconteceu" simplesmente.
Essa crise financeira estava se formando há mais de 100 anos, desde 1913, ano em que o banco central e o sistema tributário dos EUA foram criados…
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Como já disse antes, o Federal Reserve, o banco central americano, não é federal e não é americano.
O Fed é de propriedade de algumas das famílias mais ricas do mundo.
O Federal Reserve é um cartel bancário, assim como a OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo) é um cartel de petróleo. Poucas pessoas percebem que o Fed não tem reservas porque não tem dinheiro. Não é necessário um grande cofre para guardar dinheiro. O Federal Reserve Bank não é um banco — essa ideia é tão ilusória quanto o nosso dinheiro.
Em termos muito simples, os bancos centrais do mundo só podem fazer duas coisas:
Algumas pessoas dizem que a criação do Fed foi inconstitucional. Elas acham que a sua criação prejudicou a economia mundial. Outras dizem que o Federal Reserve é a melhor coisa que já aconteceu. Afirmam que isso ajudou a gerar riqueza para o mundo como nunca antes...
Não adianta questionar os motivos dos fundadores do Federal Reserve.
A realidade é que hoje o Fed comanda o jogo.
Em vez de perguntar o que o presidente Trump fará sobre a crise econômica, é melhor se perguntar: "O que eu vou fazer?" Em vez de perguntar se o pacote de estímulo de trilhões de dólares funcionará, é mais inteligente se perguntar: “De onde vêm esses trilhões de dólares? Estavam guardados no cofre de alguém?”
Algumas pessoas querem acabar com o Fed. Minha pergunta é: o que o substituirá? Quanto caos isso causaria? E quanto tempo isso levaria?
Em vez de criticar o Fed, você deve se perguntar: "Como posso minimizar os efeitos do Fed na minha situação financeira pessoal?"
Eu,
particularmente, decidi estudar o jogo dos ricos e jogar de acordo com as
minhas regras.
Em 1983, depois de ler o livro "Grunch of Giants", de Dr. Richard
Buckminster Fuller, peguei o que havia aprendido com o meu pai rico e apliquei
esse conhecimento para jogar o jogo dos ricos de maneira diferente. Se eu não
tivesse começado a me preparar anos atrás para esta crise, eu também poderia
ter me tornado mais um aposentado assistindo minha aposentadoria se dissolver e
minha casa perder valor, sempre com medo de perder meu emprego a qualquer
momento, assim como minha aposentadoria e meu plano de saúde.
E, o pior de tudo, poderia ter me tornado dependente do governo via os sistemas públicos de previdência social e de saúde, assim como meu pai pobre.
Em vez de esperar que o presidente Trump salve o mundo, acredito que é mais sábio se tornar mais inteligente com seu dinheiro.
No mundo de hoje, você pode ser um gênio acadêmico, mas ainda assim um imbecil financeiro.
Isso vai contra a sabedoria convencional, especialmente quando comparamos pessoas que têm cargos bem remunerados, como advogados ou médicos. Muitos assumem que esses profissionais são financeiramente e academicamente inteligentes, porque ganham muito dinheiro.
Mas, como vimos, ganhar muito dinheiro não significa que você é financeiramente inteligente, especialmente quando gasta e investe esse dinheiro de forma imprudentemente — ou entrega suas economias a pessoas que não se importam se você ganha ou perde dinheiro.
Lembre-se sempre que existe uma grande diferença entre segurança no emprego e segurança financeira. A verdadeira segurança financeira requer uma sólida educação financeira baseada nas realidades do mundo real do dinheiro.
É isso que eu procuro ensinar no meu programa chamado de Renda Passiva Semanal do Pai Rico, onde mostro como não depender nem da falsa segurança de um emprego e nem das esmolas do Governo.
Veja, não estou surpreso com nossa atual crise econômica.
Sem educação financeira real, a maioria das pessoas não percebe que o Federal Reserve e o Departamento Tributário dos EUA estão relacionados. Ambos foram criados no mesmo ano, em 1913.
Sem uma verdadeira educação financeira, é compreensível que as pessoas acreditem em tributar os ricos como uma solução para seus problemas financeiros pessoais.
Como a falta de uma verdadeira educação financeira é o verdadeiro problema, logo, a verdadeira educação financeira também é a solução.
Minha preocupação é que muitas pessoas estejam contando com o presidente Trump para salvá-las. Embora ele seja um grande homem, ele não é o Super-Homem. Duvido que possa salvar alguém, a menos que ele esteja disposto primeiro a se salvar.
Donald Trump e eu concordamos porque não acreditamos em entregar o peixe as pessoas, como Bernie Sanders e muitos outros acreditam. Donald Trump e eu acreditamos em ensinar as pessoas a pescar. Meu primeiro livro, "Pai Rico, Pai Pobre", foi escrito há 20 anos, em 1997, para ensinar as pessoas a pescar.
É hora de ensinar as pessoas a pescar e dar a elas o poder de resolver seus próprios problemas financeiros. A educação financeira tem o poder de mudar o mundo. Acredito que o primeiro país que adotar um programa abrangente de educação financeira para todos os estudantes, ricos ou pobres, emergirá como uma potência mundial financeira.
O
maior erro na educação financeira hoje é que as escolas convidam gerentes de
bancos e planejadores financeiros — acadêmicos — para ensinar as crianças sobre
dinheiro. Como podemos esperar que a crise financeira termine quando os
funcionários das próprias instituições que causaram essa crise são quem ensinam
os nossos filhos? Isso não é educação financeira. Isso é exploração financeira.
Se educássemos as pessoas para ver o mundo através do prisma dos lados D e I do
quadrante do fluxo de caixa, de Dono e Investidor, o mundo delas mudaria para
sempre. As pessoas descobririam um mundo totalmente novo de abundância e
oportunidade financeira.
Recentemente, conheci um senhor que passou grande parte da sua vida no quadrante E, de Empregado, como motorista de caminhão. Ele trabalhou longas horas por um salário decente, mas nunca se sentiu financeiramente seguro. Quando os tempos ficaram difíceis com o aumento dos preços dos combustíveis, a empresa em que trabalhava teve que fazer cortes e ele foi demitido. Nesse momento, ele assumiu um compromisso com a sua educação financeira e com o seu QI financeiro. No fim, ele comprou um negócio de franquia no setor de caminhões, uma área que ele já conhecia muito bem, e se tornou um empreendedor. Hoje, ele é financeiramente livre.
Enquanto conversávamos, ele me disse que, antes de se tornar empresário, via o mundo como um lugar de possibilidades limitadas, onde se sentia preso pelas longas horas de trabalho, pelo baixo salário, os altos impostos e as despesas crescentes. Custos como os de alimentação, gasolina e com saúde o limitavam. Hoje, ele vê um mundo de infinitas possibilidades.
Ele poderia facilmente ter solicitado o seguro-desemprego, mas, em vez disso, foi atrás de ampliar sua inteligência financeira.
Para mim, este é um exemplo perfeito da minha crença de que dar dinheiro às pessoas não resolverá seus problemas. Acredito que é hora de parar de dar o peixe às pessoas. É hora de ensinar as pessoas a pescar e de dar a elas o poder de resolver seus próprios problemas financeiros.
Jogue com Inteligência.
Abraço
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