O impacto imprecificável: ainda procurando a hora certa para comprar
Em investimento, quem está tomando uma posição direcional gritando aos sete ventos supostas verdades é só mais um irresponsável. Lembre-se: em geral, o líder do ranking apenas foi o irresponsável 12 meses atrás.

Ontem, assisti ao Roda Viva com a presença Atila Iamarino, biólogo e pesquisador brasileiro, pós-doutor pela Yale University e especialista em vírus e em epidemias. Foi ótimo. Desde já, sugiro que procure no YouTube a entrevista e confira quando sobrar um tempinho.
O tema não podia ser outro: SARS-COV-2, o vírus da COVID-19, usualmente chamado apenas de coronavírus. Não negarei que já acompanho o conteúdo do Átila há algum tempo, para os mais diversos temas. Mas, recentemente, haja vista a conjuntura, tenho procurado me aprofundar com maior responsabilidade no causador da instabilidade atual.
Inegavelmente, a situação é única. Fazia muito tempo que uma pandemia não causava tamanho impacto na humanidade. Por muito tempo, inclusive, fiz parte do grupo da negação, que não aceitava que teríamos um problema tamanho proveniente da COVID. Estava errado.
O ponto não era esse, na realidade. A questão que ficava na minha cabeça, a qual ainda não foi respondida até hoje, diga-se passagem, era a seguinte: qual o impacto de um vírus no fluxo de caixa das empresas, de hoje ao infinito, trazido a um valor presente por uma taxa de desconto apropriada?
Não conseguia entender, principalmente devido ao fato de o impacto nos fluxos de caixa não ser derivado do vírus em si, mas da resposta humana para evitar o contágio – o lockdown das economias desenvolvidas e emergentes.
Isso sim impacta fluxo de caixa, machuca renda e destrói perspectivas para o cenário de crédito. Infelizmente, ninguém sabe quais serão os desdobramentos de longo prazo de tudo isso que está acontecendo agora. Nunca aconteceu e quem diz que sabe o que vai acontecer, está mentindo.
Leia Também
Existem, no momento, um número enorme de possibilidades diante de nós. Muitos cenários distintos uns dos outros, com respectivas probabilidades associadas que mudam constantemente. A volatilidade está alta.
Em investimento, quem está tomando uma posição direcional gritando aos sete ventos supostas verdades é só mais um irresponsável. Lembre-se: em geral, o líder do ranking apenas foi o irresponsável 12 meses atrás.
Estamos aqui interessados no processo, isso sim gera valor e multiplica patrimônio ao longo do tempo de modo consistente e sustentável. Um goleiro que bater um tiro de meta e acertar o gol, errou – sem discussão.
Agora, difícil dizer o que está no preço hoje. Quando olho para a Bolsa, por exemplo, não consigo ter uma sensibilidade muito acurada sobre precificação. Aliás, ninguém consegue, o que explica a exacerbação da volatilidade.
Sim, existe a possibilidade de a crise à frente ser a mais agressiva desde a Grande Depressão. Analistas apontam para a possibilidade de uma queda de mais 26% do fechamento de sexta-feira. O que nos indicaria outra coisa: semana passada foi só o que chamamos de “bear market rally”; isto é, um pequeno rali de alta dentro de um grande mercado de baixa.
E de onde veio o otimismo? De duas frentes: i) dos pacotes fiscais ao redor do mundo; e ii) movimento técnico de ajuste de posição dos investidores profissionais americanos para regular o equilíbrio dos portfólios ao final do trimestre (movimento continua sendo visto nesta semana).
Abaixo, um compêndio de dados sobre o primeiro dos itens. Tudo indica para o maior pacote conjunto, fiscal e monetário, da história da humanidade.
Agora, muito legal falar de expansionismo fiscal nos EUA ou na Europa. Aqui no Brasil, meus caros, o buraco é mais embaixo, principalmente porque já vínhamos de um quadro orçamentário caótico e atravessamos uma profunda e abrangente plataforma de reformas no sentido de corrigir as inconsistências fiscais.
Vai ter que ficar para depois, hoje o governo precisa agir de modo anticíclico para que o rombo de renda não seja tão grande. O movimento aqui deverá ser cirúrgico e, ainda assim, causará uma terrível percepção de risco para o país.
Consegue verificar o quão opaco está o futuro? A hora de comprar Bolsa vai chegar, meus amigos, mas comprar muito agora seria irresponsável. Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.
Hoje, as exposições em risco devem ser limitadas e focadas em qualidade; ou seja, empresas com balanço forte, baixa alavancagem e geradoras de caixa.
Em um segundo momento, quando a virada de mão estiver mais clara, vamos atascar-se de grandes descontos e muito beta. Aqui, com 10% de sua parcela destinada em ações poderá proporcionar grandes porradas.
O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS