🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Atritos no Centrão atrapalham reformas?

Existem outras motivações além da sucessão na Câmara para a saída de DEM e MDB do Centrão. Uma delas é a necessidade eleitoral de buscar uma maior independência em relação ao governo de Bolsonaro

3 de agosto de 2020
7:50 - atualizado às 14:07
Brasília
Imagem: Shutterstock

Ao longo da última semana, uma das perguntas que mais recebi de investidores nacionais e internacionais referia-se à saída do MDB e do DEM do bloco partidário liderado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL). Afinal, com o racha no Centrão, as reformas econômicas estão em perigo? Aumentam os riscos para a manutenção do teto de gastos?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O bloco comandado por Lira é amplo, composto de vários partidos. São eles: PL, PP, PSD, MDB, DEM, Solidariedade, PTB, PROS e Avante. Gerou muita preocupação no mercado que o rompimento pudesse significar uma sinalização contra as reformas do ministro Paulo Guedes. Não é bem assim.

Ainda que fizessem parte do bloco liderado por Lira, MDB e DEM se movimentavam de forma independente pelo Congresso Nacional. E o deputado pouco influenciava os votos de parlamentares dos dois partidos.

A formação do bloco é uma estratégia comum no Parlamento, tendo em vista o controle de comissões da Casa. Ademais, não há qualquer indicação do DEM ou do MDB de oposição à agenda de reformas em discussão na Câmara, embora haja resistência em questões pontuais, como a criação de um imposto sobre comércio eletrônico.

Ambos os partidos apoiaram, majoritariamente, a Reforma da Previdência, a MP da Liberdade Econômica, o Novo Marco do Saneamento e a Lei Geral de Telecomunicações (PLC nº 79), que são pautas reformistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, a sucessão à presidência da Câmara já está em curso e essa disputa, sim, afeta o ritmo de votação no Legislativo. É um dos motivos pelos quais não tenho sido tão otimista quanto à aprovação este ano da Reforma Tributária. Arthur Lira, pré-candidato à sucessão, iniciou um movimento de aproximação com o governo. Em troca de votos do bloco a projetos de interesse do governo, queria o apoio do presidente Jair Bolsonaro na sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Como líder de um bloco com 221 deputados – reduzido para 158 após a saída do DEM e MDB –, a aliança foi bem recebida pelo Planalto.

Leia Também

O governo, no entanto, parece ter tomado a decisão correta de se distanciar da disputa. Claro, há preferência e apoio por Lira, mas sem fechar as portas para outros candidatos. A lição da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que explicitamente trabalhou contra a eleição do então deputado Eduardo Cunha (MDB), está viva na memória do governo.

Existem outras motivações além da sucessão na Câmara para a saída de DEM e MDB do Centrão. Uma delas é a necessidade eleitoral de buscar uma maior independência em relação ao governo de Bolsonaro. Nacionalmente conhecidos, e tendo como principal objetivo aumentar sua capilaridade política de Norte a Sul do país, MDB e DEM querem disputar as eleições municipais com maior independência.

Líderes de ambos os partidos afirmam nos bastidores que o tamanho e as diferenças regionais internas em ambas as siglas não permitem uma ligação, ainda que informal, ao governo. “Estamos no momento mais polarizado da política nacional. O partido precisa criar um ambiente de conforto para os que apoiam o presidente e também para os que criticam. Sair do bloco de Arthur Lira era necessário para solidificar essa percepção”, disse um importante membro do MDB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse núcleo de centro moderado em torno de Rodrigo Maia não deve constituir um bloco partidário formal, mas as legendas devem atuar alinhadas. Além do DEM e do MDB, o grupo agrega o PSDB, o Cidadania, o Podemos e o PV, somando 116 deputados. Tais partidos devem manter apoio às reformas econômicas, fiscais e regulatórias, porém com uma linha mais crítica. Também criarão um bloco de resistência às pautas conservadoras.

Nos bastidores, comenta-se a possibilidade de criação de um novo bloco, mais alinhado ao Palácio do Planalto, composto por PSL, PSC, PTB e PROS. Essas siglas possuem um perfil mais conservador e devem apoiar não só a agenda econômica, como também a de costumes. A despeito da ala divergente do PSL, a grande maioria das pautas governistas deverá contar com o aval desse grupo, que soma 84 deputados.

Se confirmada essa união, o antigo blocão será reconfigurado e cairá para 135 deputados, distribuídos entre PP, PL, PSD, Solidariedade e Avante. Embora não integrem formalmente o bloco, Republicanos e Patriota atuam em consonância com o Centrão, o que eleva o número para 174 deputados. Esse conjunto deve se manter alinhado ao Planalto, porém com um nível de dissidência na faixa de 30%. Por se tratar de um grupo muito diverso e pragmático, em determinadas votações o nível de divergência poderá ser mais acentuado.

Obviamente, todas as composições deverão contar com dissidências. Além disso, qualquer uma poderá receber o reforço dos oito deputados do Partido Novo, a depender da pauta em discussão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, a agenda de reformas econômicas do governo continua tendo boas chances de avançar. A saída do DEM e do MDB impacta mais a sucessão na Câmara e as estratégias eleitorais das siglas do que o andamento da agenda.

A falta de uma base política formal, coesa e organizada é o que impede o avanço consistente de inúmeras pautas. No entanto, ainda vejo o Congresso com viés reformista, embora não na intensidade e na velocidade que o mercado deseja.

A política de dentro para fora anda polarizada e binária. Tal comportamento não se reflete dentro do Parlamento. Em Brasília, no dia a dia, de fora para dentro, nada é binário. Tudo é negociado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Depois do glow up, vêm os dividendos com a ação do mês; veja como os conflitos e dados da economia movimentam os mercados hoje

4 de março de 2026 - 8:59

A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os desafios das construtoras na bolsa, o “kit geopolítico” do conflito, e o que mais move o mercado hoje

3 de março de 2026 - 8:37

Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ormuz no radar: o gargalo energético que move os mercados e os seus investimentos

3 de março de 2026 - 7:00

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026 - 8:46

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]

DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro

28 de fevereiro de 2026 - 9:02

Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os dividendos da Vivo, a franquia do bolo da tarde e o nascimento de um gigante na saúde: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje 

27 de fevereiro de 2026 - 9:07

Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje

SEXTOU COM O RUY

Quer investir com tranquilidade e ainda receber bons dividendos? Você precisa da Vivo (VIVT3) na sua carteira

27 de fevereiro de 2026 - 6:13

Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026

ALÉM DO CDB

Renda fixa: com prêmios apertados, chegou a hora de separar o joio do trigo no crédito privado

26 de fevereiro de 2026 - 17:35

Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Pausa para um anedótico — janeiro crava o ano para o Ibovespa? 

25 de fevereiro de 2026 - 19:58

Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A incerteza que vem de Trump, as armas do Mercado Livre (MELI34), e o que mais move os mercados hoje

24 de fevereiro de 2026 - 10:09

Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Derrota de Trump, volatilidade no mundo: a guerra comercial entra em nova fase 

24 de fevereiro de 2026 - 7:15

Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar