Ruídos políticos e cautela no exterior fazem sinal negativo prevalecer nos mercados
O mercado local segue atento aos acontecimentos em Brasília. Lá fora, investidores seguem cautelosos com a falta de novos estímulos monetários e o crescimento de número de casos do coronavírus na Europa.

A sexta-feira começa com os investidores optando pela cautela e abrindo pouco espaço para um dia de negócios positivo. No exterior, os agentes financeiros seguem repercutindo a falta de novos estímulos monetários por parte dos bancos centrais.
No Brasil, o mercado local deve ficar atento aos ruídos políticos vindos de Brasília envolvendo o presidente Jair Bolsonaro e a equipe econômica do ministro Paulo Guedes.
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Na contramão
Descolando do movimento visto no exterior, que ainda digeria o comunicado da decisão de política monetária do Federal Reserve, o Ibovespa fechou o dia em alta de 0,42%, aos 100.097,83 pontos. O dólar recuou 0,13%, a R$ 5,2314.
O bom desempenho das bluechips - Petrobras, Vale, Suzano e Ambev - foi o catalisador para que a 'ressaca dos bancos centrais' não atingisse a bolsa brasileira, que também digeria a manutenção da taxa Selic em 2% ao ano e o comunicado do BC brasileiro.
Tensão em Brasília
O clima em Brasília segue tenso desde que o presidente Jair Bolsonaro 'enterrou' o programa Renda Brasil - cotado para substituir o Bolsa Família - e atacou a equipe econômica do governo.
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Após a ameaça de 'cartão vermelho' para a proposta de congelamento de aposentadorias para o financiamento do novo programa social, os investidores passaram a pesar as possibilidades de permanência no governo do ministro queridinho do mercado, Paulo Guedes, que já reafirmou sua permanência.
O foco agora é a equipe econômica. O ministro Paulo Guedes disse que não irá segurar ninguém que ventilar informações sobre os próximos passos da equipe econômica para a imprensa.
Responsável pela divulgação dos planos para o Renda Brasil, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, pode estar de saída do governo.
Sinal amarelo
Ainda repercutindo a decisão do Federal Reserve de não prometer novos estímulos para a economia, as bolsas asiáticas fecharam em alta limitada.
Na Europa, o dia amanhece com os investidores optando pela cautela. A razão é a preocupação com a forte retomada no número de infectados pelo coronavírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou ontem para a piora da situação na região.
Os novos casos reacendem o sinal amarelo para a possibilidade de uma nova quarentena e novas medidas de isolamento social, o que não agrada os investidores.
A preocupação dos investidores com a situação é tão grande que a divulgação de novos índicadores macroeconômicos na região não influenciou os negócios de forma significativa.
A cautela também atinge os índices futuros em Nova York, que exibem sinais mistos nesta sexta-feira.
Agenda
O destaque do dia fica com a taxa de desemprego de agosto, medida pela Pnad Covid (9h).
Lá fora, os investidores aguardam o índice de sentimento do consumidor nos Estados Unidos (11h).
Fique de olho
- Copasa fará pagamento de juros sobre capital próprio no valor de R$ 0,4994 por ação
- A Telefônica Brasil pagará R$ 0,3609 por ação ON e R$ 0,3970 por ação ordinária de JCP.
- A Raia Drogasil realizará pagamento de R$ 0,0303 por ação de JCP.
- Conselho de administração da CVC aprovou aumento de capital social em R$ 301,7 milhões.
- Ânima cancelará 3,5 milhões de ações mantidas em tesouraria.
- A Cury, subsidiária da Cyrela, precificou suas ações abaixo da faixa indicativa, a R$ 9,35.
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