Tensões geopolíticas limitam ganhos do mercado em dia de decisão do Copom
O destaque desta quarta-feira (17) está na divulgação da decisão e do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece depois do fechamento do mercado. Uma nova queda de 0,75 ponto na taxa Selic, para 2,25% ao ano, já é dada como certa pelos agentes financeiros. Resta saber quais serão os caminhos adotados pelo […]

O destaque desta quarta-feira (17) está na divulgação da decisão e do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece depois do fechamento do mercado. Uma nova queda de 0,75 ponto na taxa Selic, para 2,25% ao ano, já é dada como certa pelos agentes financeiros. Resta saber quais serão os caminhos adotados pelo Banco Central no futuro.
Os investidores brasileiros também ficam atentos e devem repercutir a divulgação dos dados do setor de serviços de abril, que devem apresetnar queda acentuada.
No exterior, novos focos de tensão geopolítica - com embate enre China e Índia e as duas Coreias - limitam os ganhos das bolsas europeias e americanas, apresentando uma tendência moderada de alta.
Sinais mistos
Na terça-feira, dados fortes do varejo dos Estados Unidos ajudaram as bolsas internacionais a fecharem em alta e impulsionaram a bolsa brasileira. A expectativa por forte injeção de liquidez nos mercados - com o novo pacote de compra de títulos de empresas anunciado pelo Fed e a possibilidade de um novo pacote de socorro trilionário do governo americano -, também ficaram em primeiro plano
Com isso, o Ibovespa subiu 1,25%, aos 93.531,17 pontos. No entanto, o câmbio não seguiu a mesma tendência de alívio, e mostrou o lado cauteloso dos investidores, com a moeda americana fechando o dia em alta de 1,79%, a R$5,2340.
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Dentre os fatores negativos analisados pelos agentes financeiros está o fechamento das escolas em Pequim - após uma segunda onda de infecções na cidade -, dados fracos do varejo brasileiro e a cautela do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell quanto a velocidade da retomada da economia americana.
Novo capítulo
A crise protagonizada pelo presidente Jair Bolsonaro e o STF voltou a ficar tensa após novas operações da Polícia Federal atingirem apoiadores do presidente.
O Supremo investiga os atos antidemocráticos que aconteceram recentemente em Brasília. Ontem, o ministro Alexandre de Moraes determinou a quebra de sigilo bancário de dez deputados federais e um senador bolsonarista.
No Twitter, Bolsonaro criticou abusos da Corte e ameçou tomar 'medidas legais'.
Tensões geopolíticas
Na Ásia, o pregão seguiu a tendência de alta vista em Nova York, mas os ganhos foram limitados pela explosão de focos de tensão geopolítica na região.
O primeiro foco é a disputa entre China e Índia. 20 soldados do exército indiano foram mortos em confronto com tropas chinesas na região do Himalaia - palco de disputa entre os dois países.
Nas Coreias, o clima também é de maior cautela. A Coreia do Norte explodiu o escritório que coordenava as relações com a Coreia do Sul. O local estava vazio.
As bolsas europeias operam com altas limitadas pelos focos de tensão do mercado. Nos Estados Unidos, os índices futuros seguem o ritmo e apresentam leve alta.
Agenda
Nesta quarta-feira o IBGE divulga os números do setor de serviços de abril (9h). A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) será divulgada após o fechamento do mercado.
No exterior, destaque para a apresentação do relatório de política monetária na Câmara pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell e o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) (13h).
Fique de olho
- Petrobras marcou sua Assembleia Geral Ordinária para o dia 22 de julho.
- Klabin aprovou aumento de capital de R$ 339,445 milhões, com preço de R$ 2,88 por ação, totalizando R$ 4,076 bilhões.
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