Menu
2020-01-13T16:25:09-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
o que mexe com os mercados hoje?

Assinatura de acordo entre EUA e China anima os negócios

Conclusão do acordo preliminar entre EUA e China embalam as expectativas positivas do mercado, que tem uma semana cheia de divulgações econômicas

13 de janeiro de 2020
7:49 - atualizado às 16:25
China e Estados Unidos
Imagem: Shutterstock

O evento central da semana é a assinatura do acordo comercial preliminar entre Estados Unidos e China. A cerimônia de assinatura deve acontecer na próxima quarta-feira (15) na Casa Branca. E a chegada da delegação chinesa a Washington, liderada pelo vice-premiê chinês, aumenta as expectativas para a retirada de umas das principais incertezas que paira sobre a economia mundial do radar.

O mistério em torno do que realmente foi acordado entre os países continua, já que os detalhes ainda são desconhecidos do público. Os investidores esperam que a trégua duradoura no campo comercial e uma evolução nas conversas para um segundo acordo influencie o crescimento econômico mundial.

Mas o cenário ainda é de atenção. No fim de semana, Steve Mnuchin, secretário do tesouro americano, informou que, caso a China descumpra itens do acordo, os Estados Unidos ainda podem retomar a vigência das tarifas derrubadas.

Após a assinatura no dia 15, o esperado é que os dois países mantenham negociações semestrais. Na semana passada, Trump adiantou que um segundo acordo só deve estar pronto após as eleições presidenciais americanas.

Dias de expectativa

O andamento das negociações no campo comercial monopolizam as expectativas dos investidores. Refletindo otimismo, os mercados asiáticos fecharam em alta.

Na Europa, o acordo comercial também impulsiona os negócios, mas a expectativa em torno da atuação da política monetária do Banco da Inglaterra para reverter os dados fracos da economia também ficam no radar dos investidores. Nesta manhã, as bolsas locais operam no positivo. Os índices futuros em Wall Street também apresentam ganhos.

Termômetro

Na semana passada, o Ibovespa descolou do restante do mundo e cravou a sua sexta queda seguida, um recuo de 1,87% na semana. Mais do que somente reflexo das tensões no Oriente Médio, o índice também foi pressionado pelos dados mais fracos da economia doméstica.

Primeiro foi a produção industrial que recuou 1,2% em novembro, depois, a inflação que terminou 2019 com alta de 4,31%, acima do centro da meta. Os números trabalham como um termômetro da velocidade de recuperação da economia doméstica.

E nesta semana, o que deve ficar no radar? Considerado a prévia do PIB, o IBC-Br será divulgado na quinta-feira. Também teremos as vendas no varejo (4ª) e pesquisa do setor de serviços (3ª), todos relativos ao mês de novembro.

No exterior, semana cheia também na China, quando serão conhecidos os dados do PIB do 4º trimestre, indicadores de produção industrial e as vendas do varejo.

Os Estados Unidos também possuem diversos indicadores para serem divulgados nos próximos dias. São eles: inflação ao consumidor (CPI) de dezembro, preços ao produtor (PPI) e atividade industrial de janeiro, vendas no varejo em dezembro e produção industrial de dezembro.

Fim de semana agitado

O alívio nas tensões vistas no fim da semana passada entre Estados Unidos e Irã não trouxe tranquilidade para o país persa, que teve o fim de semana marcado por protestos.

Os manifestantes começaram a se organizar após o governo iraniano admitir que derrubou por engano um Boeing 737, matando 176 pessoas. Os protestos que tomaram conta de Teerã pedem a renúncia do líder supremo aiatolá Ali Khamenei.

Donald Trump voltou a se pronunciar sobre as tensões no país e disse que "não se importaria" de negociar com o Irã desde que eles aceitassem o fim da posse de armas nucleares e deixassem de reprimir violentamente os protestos.

No domingo, o governo iraniano condenou as sanções econômicas impostas pelos EUA após o ataque a bases militares no Iraque feita pelo país persa.

A primeira do ano

Já é tempo de temporada de balanços. Pelo menos no exterior. Nesta semana, serão conhecidos os primeiros resultados do setor financeiro dos EUA. Anote na agenda: J.P. Morgan, Citigroup, Wells Fargo, BofA, Goldman Sachs e Morgan Stanley divulgam os seus números nesta semana

Fique de olho

  • Fundo Iridium, do BTG Pactual, pagará dividendos no dia 17. Cada cota receberá R$ 0,80.
  • Após acordo de indenização, a Braskem recebe restituição de R$ 3,7 bilhões que estavam bloqueados pela Justiça.
  • O Itáu reduziu a sua participação na Cyrela para menos de 5%.
  • Fleury finalizou a compra da rede pernambucana Diagmax. A companhia agora detém 100% do capital social, com valor de R$ 80 bilhões.
  • A Saudi Aramco vendeu um lote extra de ações e elevou o valor total de seu IPO, que agora gira em torno de US$ 29,4 bilhões.
  • A crise da Boeing e seu modelo 737 MAX continua. Agora, a empresa foi multada em US$ 5,4 milhões pelo governo americano por informações incorretas sobre o modelo.
Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

MUDANÇA DE CARGO

Marinho anuncia que secretário Leonardo Rolim será novo presidente do INSS

Atualmente, 1,3 milhão de solicitações de benefício estão sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para que o INSS dê uma resposta

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

O que fazer diante do coronavírus

Caro leitor, A essa altura, você talvez já saiba que o coronavírus causa infecções do trato respiratório superior, cujos sintomas principais são coriza, dor de garganta e febre. A doença pode chegar ao trato respiratório inferior, o que é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou idosos. Você também já […]

De volta aos 116 mil pontos

Dia de correção: Ibovespa se recupera e fecha em alta de mais de 1,5%; dólar cai a R$ 4,19

Após amargar perdas de mais de 3% na segunda-feira, o Ibovespa teve um dia de alívio e encerrou com ganhos firmes, acompanhando o tom de maior calmaria no exterior. O coronavírus, no entanto, segue trazendo cautela às negociações

VEM, CHINESES

Doria diz que continua estimulando chineses a comprar instalações da Ford

No ano passado, Doria tentou ajudar o grupo brasileiro Caoa a comprar a planta da Ford e chegou a convocar uma coletiva de imprensa para anunciar um acerto entre as duas empresas. No entanto, as negociações não prosperam

DÍVIDA

Dívida pública federal sobe 1,03% em dezembro, e fecha 2019 em R$ 4,248 trilhões

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 1,22% em dezembro fechou o ano em R$ 4,033 trilhões

DE OLHO NOS GASTOS

Gasto de estrangeiro fica estagnado

Apesar do aumento no volume de pessoas de países com isenção de visto que vieram ao Brasil, isso não se refletiu no montante total de gastos dos turistas de fora

AVALIAÇÃO NEGATIVA

Após aumento de custos e queda nos lucros, Credit Suisse corta preço-alvo para ações da Cielo

Entre os pontos de atenção citados pelos analistas no relatório está a queda de margens, que alcançaram os menores níveis já vistos

as queridinhas dos jovens

Apple, Amazon e Tesla estão entre as ações preferidas dos millennials; confira ranking

Empresa diz ter analisado 734 mil contas de investimento de americanos com idade média de 31 anos

Azul, JBS, Cielo e Petrobras: os destaques do Ibovespa nesta terça-feira

O mercado reagiu positivamente às novidades anunciadas pela Azul em sua gestão de frota — e, como resultado, as ações da companhia aérea dispararam. Já a Cielo teve um dia intenso na bolsa, em meio à divulgação do balanço trimestral da companhia

motivo de preocupação dos mercados

Brasil investiga caso suspeito de coronavírus

Caso a infecção por coronavírus seja confirmada, o nível de alerta no país sobe para de Emergência de Saúde Pública Nacional, quando há a possibilidade de o vírus já estar em circulação no país

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements