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Os Estados Unidos registraram mais de 40 mil novos casos nas últimas 24 horas, reacendendo o medo de que novas medidas de isolamento sejam necessárias para conter a doença. Números da atividade manufatureira dão um termômetro da recuperação da economia tanto no Brasil como no exterior,
Sinais de que a economia global segue se expandindo após a queda durante o pico da pandemia de coronavírus agitam o mercado nesta quarta-feira, mas a preocupação com o avanço do número de casos do coronavírus, principalmente nos Estados Unidos, inspira cautela.
Medições do índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês), que mede o nível da atividade manufatureira, na China, Alemanha, Reino Unido e zona do euro vieram acima das expectativas. Mais tarde serão conhecidos os números para o Brasil (10h) e Estados Unidos (10h45).
A agenda de divulgações do dia ainda reserva outros destaques. No Brasil, o Banco Central divulga o fluxo semanal e a balança comercial de junho. Lá fora, o Federal Reserve divulga a ata da sua última reunião. Ainda nos Estados Unidos, o relatório de emprego do setor primário, considerado a prévia do payroll, é aguardado.
O ritmo da recuperação econômica é medida hoje pelas divulgações de índices do setor manufatureiro pelo mundo, mas a animação dos investidores esbarra em uma série de fatores de risco.
Na chinesa, os números seguem animando os especilialistas e dissolvendo parte da cautela que ainda persiste nos mercados, como a causada pela aprovação da lei de segurança nacional para Hong Kong, que agrava a relação chinesa com os Estados Unidos.
Hoje, a IHS Markit/Caixin divulgou qur o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) da China subiu de 50,7 em maio para 51,2 em junho - o maior nível em seis meses -, indicando que o setor manufatureiro segue se expandindo de forma acelerada.
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A notícia embalou as bolsas asiáticas, que fecharam majoritariamente em alta, com excessão do Japão e Coreia do Sul.
Na Europa, a economia também dá sinais de avanço, mas o resultado é insuficiente para sustentar as bolsas no campo positivo. O PMI da Alemanha, que subiu para 45,2 em junho, da zona do euro, que passou a 47,4, e do Reino Unido, que avançou de 40,7 em maio para 50,1 em junho, vieram acima das expectativas dos investidores.
O avanço do coronavírus nos Estados Unidos segue inspirando muita cautela, já que pode limitar a retomada da economia. O país registrou 40 mil casos nas últimas 24 horas e alguns estados reestabeleceram medidas de isolamento. Agora, os investidores seguem atentos aos dados de emprego e manufatura, que devem ser divulgados nas próximas horas no país.
Enquanto aguardam os novos números, os índices futuros de Nova York operam no vermelho.
O principal índice da Bolsa brasileira fechou o mês de junho com ganhos acumulados de 8,76%. O Ibovespa fechou a última sessão do semestre em baixa de 0,71%, aos 95.055,82 pontos, acumulando perdas de 17,8% no ano.
Ontem, o dólar subiu 0,25%, a R$ 5,4402, com ganhos acumulados de 35,6% nos últimos seis meses
Nesta quarta-feira, temos na agenda de indicadores a divulgação dos números da balança comercial brasileira em junho.
Diversos países divulgam as leituras do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês): Brasil (10h); Estados Unidos (10h45); países europeus divulgaram os números no começo da manhã.
No exterior, o destaque também para a prévia do payroll americano - o relatório de emprego ADP em junho (9h15) e a ata da última reunião do Federal Reserve (15h), quando o Fed manteve os juros entre 0% e 0,25%. Os analistas irão procurar pistas sobre o futuro dos programas de estímulo.
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