O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
As principais condições para a continuidade do bom momento dos fundos imobiliários seguem na mesa: juros baixos, inflação controlada e retomada da economia
Com a queda da taxa básica de juros para as mínimas históricas, ainda é possível viver de renda no Brasil? Claro que sim! Para quem investe em fundos imobiliários, isso não só é possível como os rendimentos que pingam na conta todo mês ainda são isentos da mordida do Leão do imposto de renda.
Foi justamente a queda da Selic que possibilitou o atual boom desse mercado. De janeiro a novembro de 2019, aconteceram 126 ofertas de fundos imobiliários, que movimentaram R$ 32,5 bilhões, o que já representa um recorde histórico e o dobro de todo o ano anterior, de acordo com dados da Anbima.
Outros dois marcos foram alcançados em 2019. A quantidade de fundos negociados na B3 passou de 200 e o número de investidores acompanhou e vai encerrar o ano acima dos 500 mil.
Além de fonte de renda, os fundos imobiliários ainda se revelaram um ótimo investimento em 2019. O Ifix, índice que reúne as cotas dos principais fundos disponíveis na bolsa, registrou uma valorização de mais de 30% no ano – desempenho praticamente idêntico ao do Ibovespa, principal índice de ações da B3.
Essa combinação de renda fixa com oscilação típica de bolsa resume bem as características dos fundos de investimento imobiliário (FII). Aplicar em um deles equivale a comprar uma pequena fração de um imóvel, que pode ser uma laje corporativa de altíssimo padrão na Avenida Faria Lima, em São Paulo, ou um galpão logístico para uma varejista.
Os fundos também podem ser compostos por títulos de crédito, como certificados de recebíveis imobiliário (CRI) ou letras de crédito imobiliário (LCI). Seja como for, o rendimento obtido com esses ativos é distribuído mensalmente aos cotistas, e sem a incidência de IR.
Leia Também
Além da renda mensal vinda da cobrança de aluguéis dos imóveis ou dos juros recebidos pelos títulos de crédito, as cotas de FII podem se valorizar na bolsa conforme melhora a percepção sobre o valor dos ativos imobiliários que compõem a carteira.
A alta recente é reflexo justamente da recuperação nos preços dos imóveis depois da forte retração do mercado nos anos de crise econômica. Outra vantagem dos fundos em relação à compra direta de um imóvel é a liquidez, com a possibilidade de comprar e vender as cotas na bolsa.
A pergunta que fica é: depois desse grande ano, ainda há oportunidades no mercado de fundos imobiliários? Eu conversei com gestores, analistas e advogados, e o que eles me disseram foi que sim.
As principais condições para a continuidade do bom momento desse mercado seguem na mesa: a perspectiva de juros baixos por um longo período, inflação controlada e retomada da economia.
A tendência, porém, é que os FII se tornem cada vez mais um instrumento de renda do que ganho de capital. Ainda há perspectiva de valorização, mas em níveis menores do que os observados em 2019.
Uma pesquisa feita pela XP Investimentos com gestores confirma essa tendência. Para 38% dos entrevistados, o índice de fundos imobiliários (Ifix) deve apresentar uma alta da ordem de 15% em 2020. Apenas 10% acreditam em uma valorização superior a 30%.
"Nossa visão é de que o investidor deve ter uma visão de longo prazo e com maior foco em renda do que no valor da cota", me disse Alessandro Vedrosssi, sócio-diretor da Valora Investimentos.
Um sinal de que os fundos ainda têm muito espaço para crescer é que eles ainda não representam nem 10% do estoque de imóveis. Uma das apostas dos especialistas é que 2020 seja marcado não só por um maior volume de ofertas como por mais diversidade dos fundos, incluindo ativos ligados ao agronegócio e aos setores hoteleiro e comercial.
A queda dos juros torna viável uma série de negócios envolvendo os FII, assim como a recuperação da economia, que diminui a taxa de vacância dos imóveis e aumenta o valor dos aluguéis no momento da renegociação dos contratos.
Esse movimento, aliás, já começou. No fim do ano passado, o mercado recebeu o primeiro fundo de locação residencial. O FII Luggo (LUGG11) começou a ser negociado no dia 30 de dezembro na B3, após captar R$ 90 milhões em uma oferta de cotas coordenada pelo Banco Inter.
A maior variedade de fundos é bem vinda, mas é preciso tomar cuidado com teses que ainda não foram testadas, me disse Caio Conca, sócio responsável pelo segmento imobiliário da Capitânia.
A gestora, que tem um fundo que aplica em cotas de outros FII, deve se manter nas bolas boas do mercado, ou seja, os produtos mais tradicionais do mercado, como os de shopping center, lajes corporativas e galpões logísticos.
O mercado de fundos imobiliários hoje é concentrado em pessoas físicas, em razão da isenção fiscal. Mas esse panorama deve começar a mudar com a expectativa da entrada de investidores institucionais, como os fundos de pensão, segundo Carlos Ferrari, sócio do escritório NFA Advogados.
A chegada das fundações foi estimulada pela resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que proibiu as fundações de serem proprietárias diretas de imóveis. "Todos os investimentos na área agora precisam ser feitos via fundos", disse Ferrari.
Você encontra um guia completo do que você deve analisar antes de aplicar em fundos imobiliários nesta matéria escrita pela Julia Wiltgen. Mas tenha em mente que, em tese, o investimento não difere muito da compra de um imóvel.
Por isso vale a pena conhecer os ativos que compõem a carteira do fundo no qual você pretende investir. Além de analisar de onde vem a receita para a distribuição dos resultados aos cotistas, vale acompanhar a taxa de vacância do imóvel.
Outro dado para avaliar antes de investir é o retorno mensal, também conhecido como “dividend yield”. Para chegar ao retorno, basta dividir o valor distribuído mensalmente pela cotação do FII na bolsa.
Aqui é importante considerar não só o histórico dos últimos 12 meses como a perspectiva para frente. Uma forma simples de saber se o retorno é atrativo é compará-lo com o rendimento do título público corrigido pela inflação (Tesouro IPCA).
Com a queda da Selic, a maior parte dos fundos listados na B3 oferece hoje retornos mais atraentes que os papéis do governo.
Como referência de onde investir, confira abaixo a carteira de fundos recomendados para dezembro elaborada pelos analistas da XP Investimentos:

Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos
Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização
Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira
O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas
A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores
Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.
Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline
Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir
O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa
O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta
Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?
Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações
O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo
Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue
Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda
A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar