🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Investidores amarrados e amordaçados

Sem poder operar em feriados, investidores ficam inertes às quedas sistêmicas: de certo, estamos definitivamente em bear market.

13 de junho de 2020
11:00 - atualizado às 14:28
Gangorra Ibovespa mercads touro urso bear bull
Imagem: Shutterstock

Na página 347 da edição da Inversa de meu livro Os mercadores da noite, há a seguinte narrativa:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“[…] nenhum movimento especulativo foi tão intenso quanto o que ocorria na virada do segundo para o terceiro milênio. De uma maneira ou de outra, todos se envolviam com o gigantesco mercado eletrônico. Era possível negociar ações, opções de ações, obrigações dos países, junk bonds e títulos de dívida em qualquer quantidade, de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora do dia ou da noite.”

Como o livro foi publicado pela primeira vez em novembro de 1996, sendo portanto o texto acima futurista, lamento informar que minha previsão não se materializou completamente.

Hoje, quinta-feira, 11 de junho de 2020, feriado de Corpus Christi, o índice industrial Dow Jones está sofrendo uma queda cavalar. Neste exato momento, 13:58, horário brasileiro, o Dow cai 1.509 pontos, equivalentes a 5,54%.

Para desalento dos investidores e especuladores que operam nos mercados de ações e de futuros de São Paulo, eles não podem fazer absolutamente nada. Com exceção daqueles habilitados e cadastrados para operar ETFs, que espelham o Ibovespa em Nova York, os demais estão simplesmente amarrados e amordaçados. Para estes, mesmo um stop defensivo está fora de questão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já era para termos aqui no Brasil um sistema através do qual a Bolsa não parasse nunca, sem necessidade de recorrer a Nova York. Isso impediria que os mercadores tupiniquins fossem pegos com as calças na mão.

Leia Também

Segundo o site da Bloomberg, “A liquidação se aprofunda em meio à crise pandêmica com seus reflexos econômicos”. Publicam isso como se fosse novidade.

Se o mercado estivesse subindo, escreveriam algo como: “A alta das Bolsas se deve às perspectivas de diminuição dos casos de coronavírus nos Estados Unidos e posterior recuperação econômica.”

Isso se chama profecia do passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A verdade é que a Covid-19 e suas consequências sanitárias e econômicas, sem exagero, alteraram o rumo da História. Tipo: antes e depois, tal como o crash de 1929, o 11 de setembro e a crise do subprime.

Antes de 1987, as bolsas de valores brasileiras não eram muito influenciadas pelos mercados externos.

Claro que na Grande Depressão elas sofreram. Mas só depois que o preço do café despencou. Aliás, naquela época, a Bolsa do Café de Santos era mais importante que a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, então principal centro de negociações de ações no país.

Eu devo ter sido um dos primeiros a ganhar dinheiro na Bovespa (atual B3) na segunda-feira 19 de outubro de 1987, a Black Monday – logo irão mudar esse nome, por ser politicamente incorreto, mas é assim que a denominam desde que o crash ocorreu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pois bem, na sexta-feira, 16, a Bolsa de Valores de Nova York fechou com os gráficos diário, semanal e mensal rompendo linhas de suporte importantíssimas. Dava-se como certa a queda na segunda.

Como nesse dia, 19, o mercado já abriu com um obsceno downside breakway gap, não dava mais para se ganhar dinheiro vendido a descoberto em Nova York.

Só que São Paulo demorou alguns segundos a reagir. E foi nesse tempinho exíguo que consegui shortear o índice e lavar a égua, pois logo em seguida o mercado paulista acompanhou Nova York.

Outra ocasião em que as Bolsas internacionais despencaram, com as daqui fechadas, foi na Segunda-feira de Carnaval de 1993.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Naquele dia, foi noticiado pelas agências de notícias que o trader Nick Leeson, chefe da mesa de operações do Baring Brothers, banco mais antigo do mundo, em Singapura, havia quebrado a instituição, numa compra de Índice Nikkei futuro na Symex – Singapore International Monetary Exchange.

Para alavancar muito além de seus limites operacionais, Leeson se valeu da Conta Erro que, por ser constituída para lançamento de operações feitas por engano, obviamente não tinha limites.

O grande terremoto-tsunami que atingiu o Oceano Índico, matando 228 mil pessoas e arrasando cidades costeiras da Indonésia, Sri Lanka, Tailândia, Índia, Maldivas, Mianmar e Somália, ocorreu na manhã do domingo 26 de dezembro de 2004, em pleno feriadão de Natal.

Com todos os mercados fechados, ninguém teve chances de fazer stops em suas posições.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Retroagindo no tempo, o fuzilamento do casal Ceausescu (Nicolae e Elena), ele ditador da Romênia, ela parceira atuante, aconteceu no próprio dia de Natal de 1989.

A execução, um dos marcos do fim do comunismo internacional (Cuba e Coreia do Norte são exceções que confirmam a regra; a China é capitalista disfarçada), com certeza seria altista para os papéis de renda variável.

Já está na hora dos mercados não serem interrompidos nunca, como escrevi em Os mercadores da noite.

Estou terminando esta crônica às 17 horas de quinta-feira. O Dow Jones expandiu sua queda minutos antes do fechamento. Agora cai 7%, o maior tombo em 12 semanas. Enquanto isso, os touros brasileiros permanecem manietados e inoperantes em seus currais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Amanhã, ao entrarem na arena, terão de compensar as perdas de quinta-feira em Nova York.

Aqueles poucos que ainda tinham esperança de ver o mercado voltar às máximas do ano, alcançadas em janeiro, podem tirar o cavalo da chuva.

Definitivamente estamos em um bear market.

Aproveito para convidar você a participar de uma reorganização financeira de perder o fôlego com a Dara Chapman (especialista da Invesa). O link para inscrição é este (gratuito).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um grande abraço,

Ivan Sant'Anna

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar