🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Balanço do mês

Saltando do avião com paraquedas: confira os melhores e piores investimentos de julho

Ativos de risco têm mais um mês de recuperação, mas ouro também dispara; já o dólar tem desvalorização e fica na lanterna

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
1 de agosto de 2020
5:30 - atualizado às 23:15
Paraquedas
Imagem: Shutterstock

Julho foi mais um mês de recuperação para os ativos de risco após o pânico visto em março. Mas, assim como no mês passado, os investidores mantiveram um pé no risco, com as apostas na recuperação da economia, e outro pé nas proteções, porque vai que dá errado?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dessa forma, tivemos entre os melhores investimentos do mês o bitcoin - animado por notícias de maior institucionalização do mercado de criptomoedas -, os títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação - beneficiados pela redução da percepção de risco e queda nos juros longos -, o ouro - ativo de proteção preferido de julho -, e a bolsa, com o avanço de 8,27% do Ibovespa, aos 102.912,24 pontos.

Na lanterna do ranking, tivemos uma queda surpreendente do Índice de Fundos Imobiliários, o IFIX, e uma descompressão do dólar, que apresentou a maior queda mensal ante o real no ano, fechando a R$ 5,22 na cotação à vista e R$ 5,20 na PTAX (cotação do Banco Central). Confira o ranking:

Os melhores investimentos de julho

Meio lá, meio cá

Assim como no mês passado, em julho os investidores continuaram surfando a imensa liquidez disponível no mercado, em um mundo de juros próximos a zero e repleto de medidas de estímulo por parte de governos e bancos centrais.

O Federal Reserve, o banco central americano, anunciou compra de títulos públicos e privados e manteve os juros zerados, comprometendo-se a mantê-los neste patamar por tempo prolongado, até que a economia americana mostre sinais de ter superado a crise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O governo americano apresentou um novo pacote de estímulos no valor de US$ 1 trilhão, e na União Europeia foi aprovado um pacote de US$ 1,8 trilhão de euros.

Leia Também

Desta vez, porém, uma série de dados econômicos e resultados corporativos positivos se mesclaram a dados e resultados negativos, ora gerando uma aposta numa rápida recuperação econômica, ora deixando os investidores com o pé atrás.

Embora a economia chinesa já esteja mostrando uma certa tração, na Europa e nos Estados Unidos, os dados econômicos foram mistos. E mesmo aqueles que vieram melhores que o esperado, ainda vieram bem ruins.

É o caso do PIB americano do segundo trimestre, que caiu 33% na cifra anualizada, maior contração da série histórica iniciada em 1947; ou dos PIBs dos países europeus e da zona do euro, que também apresentaram quedas recordes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, os investidores ainda não conseguem cravar que uma recuperação econômica firme nos países desenvolvidos esteja em curso. Seja como for, parece ter se sedimentado a visão de que o pior da crise já ficou para trás, lá nos meses de abril e maio. Além disso, as notícias sobre os avanços das pesquisas de vacinas contra o coronavírus têm sido animadoras.

Velhos e novos riscos

Por outro lado, temos no horizonte velhos e novos fatores de risco. Entre os velhos riscos, você sabe, a pandemia de covid-19 ainda não deu trégua nos Estados Unidos, e durante o mês de julho ameaçou tornar a fechar o comércio e os serviços presenciais - em alguns casos, como o dos bares e restaurantes da Califórnia, fechou mesmo.

Já a Europa e alguns países da Ásia começaram a ver números recordes de casos depois de algum tempo com a doença aparentemente controlada, reacendendo os temores em relação a uma segunda onda após o relaxamento das medidas de isolamento social. Certos países europeus, como França e Espanha, parecem de fato estar passando por uma segunda onda, e barreiras a viagens voltaram a ser erguidas no Velho Continente.

Entre os "novos" fatores de risco, vimos as tensões entre EUA e China escalarem depois que os americanos ordenaram o fechamento do consulado chinês em Houston, estado do Texas, sob acusação de espionagem. Os chineses retaliaram fechando um consulado americano na cidade de Chengdu, província de Sichuan. A troca de farpas entre Washington e Pequim levou os mercados a temerem que o acordo comercial entre os dois países, assinado em janeiro, caia por terra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O retorno das reformas?

Localmente vimos um fenômeno parecido com o que ocorreu lá fora. Dados econômicos e balanços corporativos mistos, mas no geral sugerindo que o pior da crise ficou para trás.

Um fato novo que animou bastante os investidores por aqui foi o avanço, ainda que tímido, da reforma tributária. O governo finalmente apresentou a sua proposta ao Congresso, e a postura do ministro Paulo Guedes, de ter ido ao Senado para entregá-la, foi bem recebida pelo mercado, pois demonstrou boa vontade entre o Executivo e o Legislativo.

Saltando do avião...

Nesse cenário, os fatores positivos do mês acabaram contribuindo para reduzir a percepção de risco no Brasil e no mundo, impulsionando a bolsa, enfraquecendo o dólar e aliviando os juros futuros de longo prazo, muito relacionados ao risco-país. Foi em julho que o Ibovespa retomou o patamar de 100 mil pontos, depois de ter ido à casa dos 60 mil pontos em março.

A boa percepção quanto à reforma tributária também contribuiu para a queda dos juros longos. Esse "fechamento da curva de juros" ajudou os títulos prefixados e atrelados à inflação de longo prazo, que apanharam um bocado em março, a se recuperarem e praticamente zerarem as perdas do ano. É o caso dos títulos Tesouro IPCA+ com vencimentos em 2045 e 2035, que estão entre os papéis com maior volatilidade do Tesouro Direto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os juros de curto prazo também caíram, com as apostas renovadas de que o Banco Central fará um novo corte na taxa Selic na próxima reunião, depois que o Fed manteve os juros nos EUA zerados e reforçou que eles devem permanecer assim ainda por um bom tempo.

Isso também contribuiu para a valorização de títulos públicos mais curtos, embora em menor intensidade.

No lado dos ativos de risco, o desempenho ruim dos fundos imobiliários surpreende, uma vez que eles tendem a ser beneficiados por juros baixos e cadentes, bem como pelo aumento do apetite a risco.

Não houve, em julho, nenhum fato relevante que abalasse os fundamentos dos FII. É possível que, como o IFIX vinha se saindo melhor que o Ibovespa e o apetite a risco aumentou em julho, parte dos recursos alocados em fundos imobiliários tenha sido migrada para o mercado de ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu conversei com o nosso colunista e analista de FII Alexandre Mastrocinque, e ele levantou ainda uma outra bola: os investidores podem ter ficado desanimados com a perspectiva de tributação de dividendos, como deseja o governo, que poderia levar à tributação dos rendimentos dos FII, hoje isentos de IR para a pessoa física na maioria das situações.

...mas sem esquecer o paraquedas

Mesmo com a menor aversão a risco vista ao longo do mês, os investidores não esqueceram o paraquedas. Mas o refúgio preferido em julho foi o ouro, e não o dólar.

A moeda americana tem visto uma desvalorização global ante outras moedas fortes, e em julho houve queda também ante moedas emergentes. A inundação de dólares com os estímulos feitos pelos Estados Unidos contribui para esse fenômeno, bem como a menor aversão a risco aliada ao fato de que a economia americana ainda não dá grandes sinais de força.

Meu colega Vinícius Pinheiro publicou, na última semana, uma matéria sobre como esse enfraquecimento do dólar faz parte de um movimento maior, e explica a tese dos gestores de fundos que estão apostando em quedas adicionais da moeda americana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os ativos reais e escassos, por sua vez, têm roubado a cena como proteções de carteira, como é o caso dos metais preciosos.

No fim das contas, o raciocínio dos investidores foi o de tomar mais risco animado pela recuperação econômica, mas sem descuidar de alguma proteção, já que o ambiente ainda é de muitas incertezas.

Boas notícias para o bitcoin

Um pouco alheio a toda essa movimentação dos mercados tradicionais (mas nem tanto assim), o bitcoin acumulou uma alta de 18,68% em julho, tendo retomado o patamar dos US$ 10 mil.

Além do movimento de alta esperado para depois do halving - evento que ocorre a cada quatro anos e diminui a oferta de novos bitcoins no mercado - o criptoativo passou por um rali no fim do mês, impulsionado pela notícia de que os bancos americanos poderão passar a custodiar criptomoedas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Notícias como essa tendem a impulsionar os preços do bitcoin, pois quanto mais regulado e institucionalizado esse mercado, mais investidores institucionais podem participar dele. E esses grandes players são capazes de trazer muito dinheiro e maior profissionalização ao mercado cripto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

SD ENTREVISTA

O gringo quer Brasil, mas começa pelo Ibovespa. A vez das small caps ainda deve chegar, mas não para todas; veja 10 ações para comprar

18 de fevereiro de 2026 - 6:10

Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso

MERCADO DÁ ADEUS À FOLIA

Xô ressaca! O ajuste de contas entre o confete e a bolsa brasileira depois dos ganhos tímidos de Nova York

17 de fevereiro de 2026 - 18:24

Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.

ALTA TENSÃO

Todo mundo de olho na Petrobras (PETR4): petróleo fecha em queda com sinal de acordo entre Irã e EUA

17 de fevereiro de 2026 - 16:52

Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz

ALAVANCAGEM OCULTA

Ouro cai quase 3% em um dia com onda geopolítica mais calma. Mas só isso explica a baixa recente do metal precioso?

17 de fevereiro de 2026 - 16:27

Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações

APOSTA MANTIDA

Portfólio robusto e dividendos previsíveis: este fundo imobiliário segue como compra para a XP

17 de fevereiro de 2026 - 13:07

Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora

QUEM TEM MEDO DA IA

Como uma ex-fabricante de máquinas de karaokê derrubou o valor de empresas de transporte e logística em todo o mundo

17 de fevereiro de 2026 - 11:32

Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística

INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em proventos aos acionistas; veja quem recebe

13 de fevereiro de 2026 - 13:11

Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio

IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes

11 de fevereiro de 2026 - 18:50

A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.

CEO CONFERENCE 2026

“Upsides pornográficos”: derrota de Lula nas eleições pode fazer a bolsa deslanchar, diz André Lion, da Ibiuna

11 de fevereiro de 2026 - 13:32

Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar