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Selic atualmente está em 2% ao ano; mercado presta atenção em postura que será adotada pelo Copom em meio à alta da inflação e ao risco fiscal
Os juros futuros dos depósitos interbancários (DI) saíram da disparada que estavam mais cedo, mas sustentam forte alta nesta terça-feira (27) na B3.
Em uma sessão de ganhos firmes do dólar frente ao real, subindo 1,06% para R$ 5,67, as taxas para os principais vencimentos chegaram a avançar 0,18 ponto percentual — o caso dos juros para os contratos de DI para janeiro de 2023, que atingiram 5%. Acompanhe a cobertura completa de mercados do Seu Dinheiro.
O movimento ocorre na véspera da decisão do Copom sobre a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Os juros se encontram atualmente na mínima histórica, a 2%, em um cenário de inflação crescente e deterioração fiscal.
Na sexta, o IPCA-15, a chamada prévia da inflação, apresentou alta de 0,94% em outubro, o maior avanço para o mês desde 1995, embalado pela alta dos preços de alimentos.
Neste cenário, o Banco Central poderá adotar uma postura explicitamente mais dura sobre a alta dos preços no curto prazo, possivelmente fechando a possibilidade de cortes.
Mas o risco fiscal, em meio ao crescimento do déficit primário e às incertezas sobre a manutenção do teto de gastos, ainda é o mais preocupante e a verdadeira causa da alta de taxas de maior prazo.
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"A curva longa responde ao risco fiscal, não à inflação", diz Adauto Lima, economista da Western Asset Management. "Se não há sinalização de que o teto vai ser mantido, essas taxas longas vão continuar subindo", afirma Lima.
Neste momento, as taxas dos contratos de vencimento em janeiro de 2025 são os maiores avanços. Confira os juros dos principais vencimentos:
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