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alta forte

Mercado de juros futuros tem dia tenso e aumenta pressão sobre BC na véspera da decisão do Copom

Selic atualmente está em 2% ao ano; mercado presta atenção em postura que será adotada pelo Copom em meio à alta da inflação e ao risco fiscal

o presidente do BC, Roberto Campos Neto
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. - Imagem: Alan Santos/PR

Os juros futuros dos depósitos interbancários (DI) saíram da disparada que estavam mais cedo, mas sustentam forte alta nesta terça-feira (27) na B3.

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Em uma sessão de ganhos firmes do dólar frente ao real, subindo 1,06% para R$ 5,67, as taxas para os principais vencimentos chegaram a avançar 0,18 ponto percentual — o caso dos juros para os contratos de DI para janeiro de 2023, que atingiram 5%. Acompanhe a cobertura completa de mercados do Seu Dinheiro.

O movimento ocorre na véspera da decisão do Copom sobre a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Os juros se encontram atualmente na mínima histórica, a 2%, em um cenário de inflação crescente e deterioração fiscal.

Na sexta, o IPCA-15, a chamada prévia da inflação, apresentou alta de 0,94% em outubro, o maior avanço para o mês desde 1995, embalado pela alta dos preços de alimentos.

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Neste cenário, o Banco Central poderá adotar uma postura explicitamente mais dura sobre a alta dos preços no curto prazo, possivelmente fechando a possibilidade de cortes.

Mas o risco fiscal, em meio ao crescimento do déficit primário e às incertezas sobre a manutenção do teto de gastos, ainda é o mais preocupante e a verdadeira causa da alta de taxas de maior prazo.

"A curva longa responde ao risco fiscal, não à inflação", diz Adauto Lima, economista da Western Asset Management. "Se não há sinalização de que o teto vai ser mantido, essas taxas longas vão continuar subindo", afirma Lima.

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Neste momento, as taxas dos contratos de vencimento em janeiro de 2025 são os maiores avanços. Confira os juros dos principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,96% para 1,95%
  • Janeiro/2022: de 3,39% para 3,45%
  • Janeiro/2023: de 4,84% para 4,91%
  • Janeiro/2025: de 6,57% para 6,66%
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