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Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, acusa base do governo de obstruir reformas, alimentando risco político. Bolsas americanas fecham mistas; por aqui, ações do Santander tombam e puxam bancos, e queda de Ambev e JBS também pesam
O Ibovespa foi arrastado para uma queda forte nesta terça-feira (27), em meio à cautela externa com falta de estímulos e novos casos de covid-19, e, também, o fim da trégua política.
A temporada de balanços corporativos locais, para a qual os investidores têm mantido expectativas positivas que fizeram o índice retomar os 100 mil pontos na semana passada, começa a ganhar força no Brasil e no exterior, mas não conseguiu se sobrepor.
As bolsas americanas fecharam com sinais mistos às vésperas das eleições, na esteira da indefinição sobre o pacote de estímulos.
O índice S&P 500 terminou caindo 0,3%, e o Dow Jones, 0,8%, refletindo balanços negativos de duas empresas componentes do índice, a Caterpillar e a 3M. Enquanto isso, o Nasdaq é o único que fechou no azul hoje, subindo 0,64%, com ajuda de ações de big techs que divulgam seus balanços nesta semana.
Em meio a este cenário misto em Nova York, o principal índice da bolsa brasileira até abriu apontando para cima, mas se firmou no campo negativo — e afundou.
Por volta das 17h05, o índice opera em queda forte de 1,43%, aos 99.567,65 pontos. Na mínima do dia, caiu 1,59%, para 99.413,93 pontos.
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O dólar começou o dia também instável, tendo marcado queda de 0,3% mais cedo na mínima, para R$ 5,6005. No mesmo horário, no entanto, a moeda americana avança 1,11%, a R$ 5,6767.
Uma fala de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, por volta das 15h20 azedou o humor dos investidores financeiros: ele acusou a base do governo Jair Bolsonaro de obstruir o andamento das reformas, reabrindo a divisão política.
Vale lembrar que o clima doméstico também é recheado de espera, já que os investidores aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros, que será anunciada amanhã, em meio à alta da inflação como indicado pelo IPCA-15 de sexta, embalada pelos preços de alimentos.
A Selic se encontra em seu piso histórico no momento, em 2% ao ano. Hoje, os juros futuros subiram, reagindo à alta do dólar e ainda às incertezas fiscais. Confira as taxas dos principais vencimentos:
O balanço do Santander local foi positivo, mas as ações têm queda forte de 4,7%, segunda maior baixa do Ibovespa.
O banco teve um lucro líquido gerencial de R$ 3,902 bilhões — uma alta de 82,7% se comparado ao trimestre anterior —, um valor muito acima da estimativa de mercado.
Os analistas que cobrem o banco, assim como o mercado, não questionam o quão positivo foram os números. No entanto, apresentam dúvidas sobre a sustentabilidade deles nos próximos trimestres.
Por isso, as ações dos bancos são arrastadas neste momento no índice: papéis ordinários (ON) e preferenciais (PN) do Bradesco caem 2,9% e 3%, e os PN do Itaú marcam perdas superiores 3%.
Os papéis ON de JBS caem 3,1%. Enquanto isso, os ON e PN de Petrobras também pesam, marcando quedas de 1,6% e 2,%, respectivamente. Ações ON da Ambev, outro peso-pesado da bolsa, também recuam fortemente, caindo 3,4% neste momento.
Os investidores também repercutem a nova aquisição anunciada pela Notre Dame Intermédica. As ações da empresa agora sobem 0,03%, enquanto as da Hapvida, do mesmo setor, têm ganhos de 0,4%.
Vale lembrar que o setor de saúde já havia se beneficiado ontem, após a mesma companhia anunciar uma outra aquisição.
Tanto Petrobras e Ambev são destaques de balanços nesta semana, já que divulgam seus resultados nos próximos dias.
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
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