‘Índice do medo’ atinge patamar visto no auge da guerra comercial e sobe mais de 25%
Na máxima intradiária, o indicador chegou a bater a casa dos 19,02 pontos, valor que não era visto desde outubro do ano passado quando ele atingiu a marca dos 19,28 pontos

De olho na velocidade de propagação acelerada do novo tipo de coronavírus pela China e outras cidades do mundo, os investidores acenderam o alerta e estão mais cautelosos. Hoje (27), o índice que mede "o medo" do investidor e a sensibilidade do mercado por meio das opções do S&P 500, o VIX, alcançou patamares de negociação vistos no período mais tenso da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Na máxima intradiária, o indicador chegou a bater a casa dos 19,02 pontos, valor que não era visto desde outubro do ano passado quando ele atingiu a marca dos 19,28 pontos. Mas no fim do pregão o VIX recuou um pouco e terminou o dia cotado em 18,23 pontos, uma alta de 25,21%.
Por conta das incertezas com relação à economia chinesa e à economia mundial, outro ativo que também viu sua cotação subir nos últimos dias foi o ouro.
Hoje, o SPDR Gold (GLD), que é o principal ETF referenciado em preços de ouro, fechou o dia cotado em US$ 148,99, o que representa uma alta de 0,66%.
Porém, na máxima intradiária o ETF de ouro chegou a bater os US$ 149,32, cotação que não era vista desde abril de 2013.
Por outro lado, de olho no exterior, o principal índice acionário brasileiro terminou a segunda-feira com queda acentuada de 3,29%, cotado em 114.481,84 pontos.
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Nos Estados Unidos, o Dow Jones (-1,57%), o S&P 500 (-1,58%) e o Nasdaq (-1,89%) caíram em bloco no pregão de hoje. Acompanhe a nossa cobertura de mercados.
O mercado de câmbio, por sua vez, não ficou para trás e o dólar à vista terminou o dia pressionado, com alta de 0,60%, cotado em R$ 4,2098.
Os impactos na economia
Ao analisar os impactos na economia da China, o temor dos investidores está ligado às estratégias do país para conter a propagação do surto. A expectativa é que as proibições de viagens e o menor movimento em grandes centros comerciais provoquem uma queda acentuada nas viagens e nas vendas do varejo.
Outro ponto que preocupa é que o surto ocorre no momento em que a China ainda enfrenta o impacto da guerra comercial com os Estados Unidos.
E se a economia chinesa crescer a um ritmo menor do que o esperado, os países europeus que dependem das exportações chinesas também poderão ser afetados.
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