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Cautela elevada

Em dia de queda de 3% do Ibovespa com alerta sobre coronavírus, ações de drogaria sobem

A disseminação do coronavírus elevou a aversão ao risco nos mercados financeiros, derrubando o Ibovespa e fazendo o dólar romper a marca de R$ 4,20. Apenas cinco ações do índice subiram, incluindo Raia Drogasil

27 de janeiro de 2020
18:52 - atualizado às 19:26
Coronavírus
Imagem: Shutterstock

A incerteza sobre a disseminação do coronavírus no mundo provocou um movimento global de fuga dos ativos de risco. Como resultado, a bolsa brasileira mergulhou mais de 3% e fechou o dia abaixo dos 115 mil pontos e o dólar voltou a ser negociado no patamar de R$ 4,20.

O Ibovespa fechou a segunda-feira em queda de 3,29%, aos 114.481,84 pontos e passou a registrar queda no acumulado de 2020. Nos Estados Unidos, o Dow Jones (-1,57%), o S&P 500 (-1,58%) e o Nasdaq (-1,89%) caem em bloco; na Europa, as principais praças também exibiram um tom amplamente negativo.

Os investidores venderam ações e compraram dólar. A moeda norte-americana subiu 0,60%, a R$ 4,209 — na máxima, chegou a bater os R$ 4,2318 (+1,13%), o maior nível desde 2 de dezembro. Lá fora, a sessão também marcada pela valorização da moeda americana em relação às demais divisas de países emergentes.

Outro sinal do comportamento dos investidores foi o desempenho do VIX, o índice que mede "o medo" do investidor e a sensibilidade do mercado, que alcançou patamares de negociação vistos no período mais tenso da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Esse salto na aversão ao risco se deve à percepção de que o coronavírus está se espalhando num ritmo mais veloz que o esperado — os esforços globais para conter a doença parecem não estar surtindo muito efeito.

Somente na China, já são 82 mortos. No restante do mundo, ao menos 14 países já registraram casos da doença misteriosa.

Em meio ao avanço do vírus, o governo chinês tem adotado medidas drásticas. Na semana passada, as autoridades de Pequim isolaram diversas cidades do país, incluindo a metrópole Wuhan, epicentro da doença. E, agora, está em estudo a prorrogação do recesso do Ano Novo Lunar até o próximo domingo (2), como modo de diminuir a circulação de pessoas.

Já há estimativas de que a doença poderá provocar uma queda de um ponto percentual no PIB chinês no primeiro trimestre de 2020.

A cautela atingiu especialmente as ações de empresas do setor de commodities e que exportam para a China. É o caso de Vale ON (VALE3), que caiu 6,12%; CSN ON (CSNA3), em baixa de 7,78%; Gerdau PN (GGBR4), com perda de 7,94%; e Usiminas PNA (USIM5), recuando 7,12%.

Os papéis da Petrobras também caem forte acompanhando o recuo das cotações internacionais do petróleo. As ações ON da estatal (PETR3) fecharam em queda de 4,21%, enquanto as PNs (PETR4) têm baixa de 4,33%.

Raia Drogasil sobe

Se aquela velha máxima que diz "enquanto uns choram, outros vendem lenços" é verdadeira", os acionistas da rede de drogarias Raia Drogasil estão entre os poucos com alguma razão para comemorar.

Em meio à queda generalizada, as ações da companhia (RADL3) se salvaram, com uma alta de 0,81%. Uma possível leitura para esse movimento é que a empresa poderia se beneficiar da venda de produtos para prevenção ou combate do vírus, de máscaras cirúrgicas a medicamentos.

Confira os papéis de melhor e pior desempenho do índice nesta segunda-feira:

  • Telefônica ON (VIVT4): +0,83%
  • Raia Drogasil ON (RADL3): +0,81%
  • TIM Participações ON (TIMP3): +0,67%
  • Ecorrodovias ON (ECOR3): +0,63%
  • Localiza ON (RENT3): +0,06%
  • Gerdau PN (GGBR4): -7,94%
  • CSN ON (CSNA3): -7,78%
  • Met. Gerdau PN (GOAU4): -7,51%
  • Via Varejo (VVAR3): -7,33%
  • Marfrig ON (MRFG3): -7,27%
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