Ibovespa acentua queda e dólar sobe forte com declaração de Bolsonaro sobre Renda Brasil
Presidente anunciou a suspensão dos trâmites internos da proposta de um novo programa de renda mínima para suceder o Bolsa Família
O Ibovespa firmou-se em queda e o dólar passou a subir com mais intensidade depois de o presidente Jair Bolsonaro ter anunciado a suspensão da proposta do programa Renda Brasil.
Bolsonaro declarou nesta quarta-feira que a proposta a ele enviada pelo Ministério da Economia não será encaminhada ao Congresso Nacional.
Os comentários do presidente foram interpretados por analistas de mercado como um sinal de que ele está confrontando seu ministro da Economia, Paulo Guedes, em meio ao estremecimento da relação entre eles.
Por volta das 14h15, o Ibovespa operava em queda de 1,53%, aos 100.552 pontos.
Suspensão do Renda Brasil sinaliza deterioração da relação Bolsonaro-Guedes
Antes da fala de Bolsonaro, o Ibovespa operava em leve queda, já com os investidores receosos quanto aos riscos fiscais e à persistente turbulência política em Brasília, mas faltava um gatilho que justificasse um movimento mais brusco.
Esse gatilho veio com os comentários de Bolsonaro. A fala do presidente acentuou ainda mais a desconfiança dos investidores com relação não apenas ao teto de gastos e à disciplina fiscal, mas também no que diz respeito à permanência de Paulo Guedes como ministro.
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Ontem, a ausência do ministro Paulo Guedes no lançamento do programa Casa Verde Amarela – versão recauchutada do Minha Casa, Minha Vida – reacendeu entre os investidores o alarme em torno da relação entre o presidente Jair Bolsonaro e seu principal fiador junto aos mercados financeiros.
A deterioração da relação entre Guedes e Bolsonaro acentuou-se nas últimas semanas justamente por causa das discussões sobre a implementação do Renda Brasil, projetado com a intenção de ampliar o Bolsa Família ao mesmo tempo em que o auxílio emergencial é descontinuado.
Enquanto o presidente parece encantado com o recente aumento de popularidade atribuído ao auxílio emergencial, o ministro parece pouco disposto a ceder um milímetro que seja de suas posições.
Antes da suspensão do Renda Brasil, os dois vinham tentando encontrar uma saída para o impasse em torno do valor estipulado para o programa de renda mínima. Circula que o presidente Jair Bolsonaro não aceitaria um valor menor do que R$ 300 e que tal quantia seria considerada muito “alta” por Guedes.
O próprio ministro antecipou na semana passada que o programa seria anunciado oficialmente ontem, mas o impasse entre eles levou ao adiamento do anúncio e agora à suspensão da proposta.
Diante do impasse, os investidores temem principalmente que a incapacidade de Bolsonaro e Guedes de chegarem a um meio-termo ameace o teto de gastos e a disciplina fiscal. Num caso mais extremo, tal situação poderia resultar na saída do ministro, advertem analistas.
À espera do discurso de Powell
No exterior, os investidores mantêm-se em compasso de espera. Mesmo assim, as principais bolsas europeias fecharam em alta e os índices de ações em Nova York subiam na tarde de hoje.
Os investidores estrangeiros aguardam o discurso do presidente do Federal Reserve Bank, Jerome Powell, marcado para amanhã como parte do tradicional simpósio de política econômica de Jackson Hole.
A expectativa é que o chefe do banco central norte-americano fale sobre a perspectiva econômica e o futuro da política monetária americana em meio a indicadores econômicos contraditórios com relação ao ritmo da recuperação da maior economia do globo.
Dólar e juro
O dólar, por sua vez, acentuou a alta depois dos comentários de Bolsonaro. A moeda norte-americana já havia aberto em alta na esteira do salto de 11,2% nas encomendas de bens duráveis nos EUA entre junho e julho.
O movimento acentuou-se com o acirramento da tensão entre Bolsonaro e Guedes. Por volta das 14h15, a moeda norte-americana subia 1,47%, cotada a R$ 5,6085.
Já os contratos de juros futuros operam em alta desde o início da sessão. A tensão política é refletida especialmente nos vencimentos mais longos.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
- Janeiro/2022: de 2,750% para 2,860%;
- Janeiro/2023: de 3,930% para 4,110%;
- Janeiro/2025: de 5,750% para 6,010%;
- Janeiro/2027: de 6,760% para 7,020%.
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