Ibovespa reduz alta com peso dos bancos; dólar acentua queda para R$ 5,14
O Ibovespa acompaha o movimento positivo observado nos mercados acionários globais. Investidores reagem a fala de Trump de que o acordo comercial preliminar firmado com a China continua em vigor.

Depois de um dia de forte realização dos lucros na bolsa brasileira, o Ibovespa abriu em clima de alívio com o otimismo observado no exterior, mas o ânimo arrefeceu.
Os mercados internacionais repercutem a fala do presidente Donald Trump, que reforçou que o acordo comercial assinado em janeiro entre Estados Unidos e China continua em vigor.
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O bom humor fez o principal índice acionário da B3 se aproximar do patamar de 97 mil pontos, por volta das 12h45, quando subia 1,59%. Agora, no entanto, a bolsa reduz a alta para 0,5%, aos 95.833,18 pontos. O motivo? Os bancos.
As ações das empresas pesam negativamente no índice nesta tarde. Por volta das 16:15, ação do Banco do Brasil ON (BBAS3) caía 0,18%, os papéis do Bradesco ON (BBDC3) e PN (BBDC4) tinham queda de 0,46% e 0,93%. Enquanto isso, a unit do Santander (SANB11) recuava 1,14% e a ação PN do Itaú (ITUB4) tinha baixa de 2,06%.
O dólar abriu com forte alívio e mantém a tendência. Por volta do mesmo horário, a moeda americana recuava mais de 2%, cotado a R$ 5,14.
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O presidente americano usou o Twitter para desmentir a fala do de Peter Navarro, conselheiro de comércio da Casa Branca. Em entrevista à Fox News, Navarro havia dito que o pacto comercial com a China havia chegado ao fim.
"O acordo comercial com a China continua intacto. Tomara que eles continuem a seguir os termos do acordo".
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As bolsas americanas marcam altas superiores a 0,7%. O S&P 500 avança 0,77%, para 3.141,76 pontos. O Dow Jones sobe 0,81%, para 26.236,75 pontos, enquanto o Nasdaq ganha 1,08%, aos 10.164,75 pontos.
Segundo os dados do instituto IMS Markit divulgado nesta manhã, o índice de gerente de compras (PMI) de serviços subiu a 46,7 em junho. O número veio abaixo da previsão dos analistas, que era de 48. Já o PMI industrial subiu para 49,6, enquanto a previsão era uma alta de 52.
Os principais índices acionários na Europa — DAX, na Alemanha, CAC-40, na França, e FTSE 100, na Inglaterra — também tiveram performances positivas na sessão desta terça.
Mais cedo, os dados de atividade da zona do euro, Reino Unido e Alemanha animaram os investidores, com números melhores do que o esperado. O PMI composto da zona do euro subiu de 31,9 para 47,5 em junho. A expectativa era de 40,9. Na Alemanha, o índice foi de 32,3 para 35,8. No Reino Unido, o PMI composto foi de 30 para 47,6.
Com o cenário comercial otimista, fica em segundo plano o avanço do coronavírus — que volta a ganhar força em algumas regiões dos Estados Unidos e em Pequim.
Por aqui, o clima positivo observado nos mercados internacionais se sobrepõe ainda ao noticiário político em Brasília, que continua inspirando cautela.
Os desdobramentos da prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro e acusado de comandar o esquema de 'rachadinhas' no gabinete do filho do presidente, continua no radar dos investidores. Novas operações que têm com alvo a esposa de Queiroz movimentam o noticiário político.
Próximos passos
Já os juros futuros recuam, acompanhando a queda do dólar e repercutindo a divulgação da ata da última reunião do Copom. No documento, o Comitê de Política Monetária do Banco Central discutiu o potencial mínimo da Selic, concluindo que este já estaria perto do fim e uma redução maior pode comprometer mercados e setores, gerando instabilidade.
A ata também repetiu o aviso dado no comunicado de decisão da semana passada, que cortou a taxa de juros de 3% para 2,25% ao ano, sobre a possibilidade de um corte residual na Selic na reunião marcada para agosto.
- Janeiro/2021: de 2,04% para 2,035%;
- Janeiro/2022: de 3,05% para 3,00%;
- Janeiro/2023: de 4,17% para 4,12%;
- Janeiro/2025: de 5,9% para 5,8%.
FUTURO NEBULOSO
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