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O Ibovespa sobe e tenta retomar os 82 mil pontos, impulsionado pelo bom humor externo e pela recuperação do petróleo; o dólar cai a R$ 5,67
O Ibovespa e as bolsas globais voltam a exibir um tom positivo nesta quarta-feira (20), deixando para trás as incertezas relacionadas ao desenvolvimento de uma possível vacina contra o coronavírus. O noticiário internacional mais ameno e a recuperação do petróleo dão ânimo aos investidores — e, com resultado, o dólar à vista também tem um alívio.
Por volta de 16h45, o Ibovespa operava em alta de 0,91%, aos 81.474,89 pontos, impulsionado por Wall Street: por lá, o Dow Jones (+1,61%), o S&P 500 (+1,69%) e o Nasdaq (+2,05%) têm altas firmes — as principais praças da Europa também subiram, mas num ritmo menos intenso.
No câmbio, o dólar à vista recuava 1,41% no mesmo horário, a R$ 5,6750 — o mercado local de moedas também acompanha o exterior, já que, lá fora, a divisa americana também se enfraquece em comparação com os demais ativos de países emergentes.
Em primeiro plano, aparece a notícia de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a China firmaram um acordo de cooperação — o gigante asiático é o maior consumidor global da commodity. A novidade traz alívio ao mercado e aumenta a esperança de estabilização dos preços do produto num patamar mais alto.
Como resultado, o petróleo WTI para junho opera em alta de 5,41%, a US$ 33,71o barril, enquanto o Brent para julho avança 3,87%, a US$ 35,98 — as ações da Petrobras aproveitam o embalo da commodity: os papéis ON (PETR3) sobem 3,47%, enquanto os PNs (PETR4) têm ganho de 3,69%
O bom humor global dita o rumo das negociações nesta abertura de sessão, mas as turbulências no cenário doméstico continuam sendo monitoradas pelos investidores. Mais cedo, o ministério da Saúde divulgou um novo protocolo que prevê o uso da cloroquina ainda nos primeiros sinais do coronavírus.
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A medida ocorre após o Brasil registrar um novo recorde de mortes em decorrência da doença em 24 horas: de segunda (18) para terça (19), foram 1.179 óbitos — ao todo, 17.971 já faleceram no país por causa da Covid-19, com mais de 270 mil infectados.
A ausência de nomeação de um novo ministro da Saúde após a saída de Nelson Teich do cargo continua gerando desconforto em Brasília, assim como a falta de articulação entre os poderes para o combate à pandemia — um cenário que, naturalmente, eleva a percepção de risco político nos mercados.
Apesar do alívio visto no dólar, as curvas de juros futuros operam em alta nesta quarta-feira, numa sessão marcada por um baixo volume de negociações. Ainda assim, os DIs mais curtos continuam precificando novos cortes na Selic na reunião de junho:
Além das ações da Petrobras, também se destacam na ponta positiva do Ibovespa as ações da companhias aéreas Gol e Azul. Veja abaixo as cinco maiores altas do momento:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| AZUL4 | Azul PN | 15,37 | +12,60% |
| GOLL4 | Gol PN | 13,00 | +11,59% |
| CVCB3 | CVC ON | 13,37 | +8,00% |
| HGTX3 | Cia Hering ON | 13,32 | +6,39% |
| IRBR3 | IRB ON | 7,48 | +6,10% |
Confira também as cinco maiores baixas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| LAME4 | Lojas Americanas PN | 26,95 | -3,09% |
| SUZB3 | Suzano ON | 40,58 | -2,83% |
| BEEF3 | Minerva ON | 13,24 | -2,65% |
| BTOW3 | B2W ON | 89,90 | -2,45% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 57,29 | -2,20% |
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