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Após cair quase 2% no início da tarde, o Ibovespa ganhou força e se afastou das mínimas, reagindo positivamente à decisão de juros do Fed e às sinalizações de que a instituição poderá usar “todas as ferramentas” para dar suporte à economia
Após uma sessão mais cautelosa na terça-feira (9), os investidores voltam a assumir uma postura hesitante nesta quarta (10): o Ibovespa abriu em alta, mas, em poucos minutos, virou para queda — um comportamento semelhante ao visto lá fora.
Toda essa prudência tinha nome: Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que divulgaria nesta tarde sua decisão de política monetária. E, passada a publicação, os mercados acalmaram um pouco os nervos.
Por volta de 15h40, o Ibovespa operava em baixa de 1,48%, aos 95.316,73 pontos — no início da tarde, chegou a recuar 2,04%, aos 94.776,81 pontos. Esse leve fortalecimento da bolsa brasileira ocorreu em linha com o movimento visto nos EUA: o Dow Jones (-0,30%) e o S&P 500 (estável) também se afastaram das mínimas , enquanto o Nasdaq (+0,93%) ampliou os ganhos.
No câmbio, o dólar à vista avançava 0,25% no mesmo horário, a R$ 4,9005, também mostrando uma mudança de tendência após uma abertura em baixa. Lá fora, a moeda americana também se fortaleceu em relação às demais divisas de países emergentes.
Conforme esperado pelo mercado, o Fed manteve os juros dos EUA inalterados na faixa de 0% a 0,25% ao ano. A instituição sinalizou que a taxa permanecerá nesse patamar por algum tempo, mas também disse estar comprometida com o uso de "todas as ferramentas" para dar suporte à economia.
Assim, se é verdade que parte do mercado se frustrou com a recusa do Fed em adotar juros negativos, também é verdade que esse comprometimento com as "ferramentas" serviu para aumentar as esperanças quanto a um novo pacote de estímulo financeiro — o que certamente daria mais fôlego às bolsas.
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O saldo, assim, foi marginalmente positivo para os investidores que, agora, acompanham a coletiva de imprensa do presidente do BC americano, Jerome Powell, atrás de mais pistas quanto à visão da instituição.
No mercado de juros futuros, os agentes financeiros digerem o resultado do IPCA em maio, mostrando uma deflação de 0,38% — o menor índice em 22 anos. É o segundo mês consecutivo de queda nos preços.
O resultado já era esperado pelos investidores e apenas confirma a percepção de que as pressões inflacionárias, hoje, são inexistentes — o que abre a porta para que o Copom promova mais um corte de 0,75 ponto na Selic na reunião da semana que vem:
Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta quarta:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| BTOW3 | B2W ON | 99,47 | +5,26% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 64,38 | +3,21% |
| LAME4 | Lojas Americanas PN | 31,08 | +2,74% |
| TOTS3 | Totvs ON | 21,56 | +2,13% |
| IRBR3 | IRB ON | 13,44 | +1,66% |
Confira também as maiores quedas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| GOLL4 | Gol PN | 20,82 | -7,05% |
| EMBR3 | Embraer ON | 9,64 | -6,50% |
| HGTX3 | Cia Hering ON | 15,63 | -5,27% |
| AZUL4 | Azul PN | 24,50 | -4,97% |
| BRML3 | BR Malls ON | 11,22 | -4,67% |
Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas
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