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O dólar segue em queda firme e o Ibovespa crava a sexta alta consecutiva, surfando a onda de otimismo desencadeada após os dados mais fortes que o esperado no mercado de trabalho dos EUA
Mesmo depois de todo o rali dos últimos dias, o clima dos mercados globais nesta sexta-feira (5) é de extremo otimismo. Dados surpreendentemente fortes nos EUA injetam confiança nos investidores — e, como resultado, o Ibovespa sobe forte e o dólar à vista já fica abaixo dos R$ 5,00.
Por volta de 15h10, a moeda americana despencava 3,17%, a R$ 4,9690 — é a primeira vez desde 26 de março que o dólar à vista é negociado abaixo dos R$ 5,00. Com o desempenho do momento, a divisa já acumula perdas de cerca de 7% apenas nesta semana.
Na bolsa, o Ibovespa vai engatando a sexta alta consecutiva: no mesmo horário, avançava 1,76%, aos 95.479,93 pontos — na máxima, foi aos 97.355,75 pontos (+3,76%), marcando o maior nível intradiário desde 9 de março. Na semana, o índice salta mais de 10%.
Lá fora, o clima é igualmente positivo: as principais praças da Europa fecharam o dia em alta de mais de 2% e, nos Estados Unidos, o Dow Jones (+3,48%), o S&P 500 (+2,85%) e o Nasdaq (+2,14%) também sobem forte.
A notícia que movimenta os mercados na direção positiva é o surpreendente número do payroll, o relatório de emprego dos EUA. Enquanto a previsão dos analistas era de fechamento de mais de 8 milhões de vagas, foram criadas 2,509 milhões postos em maio. A taxa de desemprego caiu de 14,7% em abril para 13,3%.
Mesmo com a alta taxa de desocupação, o número surpreendente demonstra força por parte da economia americana durante o processo de retomada das atividades pós-coronavírus. No Twitter, o presidente Donald Trump comemorou os números:
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"Eu estou chocado. Nunca vi números assim, e eu tenho feito isso nos últimos 30 anos", escreveu o presidente americano, citando ainda o secretário do Tesouro americano, Steven Mnunchin.
O clima otimista no exterior se sobrepõe às incertezas domésticas. A visão é de que o clima entre o governo, Congresso e STF melhorou, reduzindo o estresse dos mercados por aqui.
A aparente calmaria no cenário local também ignora a escalada dos casos do coronavírus no país. Ontem, o Brasil registrou mais de 1.400 mortes em 24 horas, ultrapassando a Itália no número de mortos.
Outro fator que contribui para a melhora do ambiente externo, após a cautela observada ontem, é a recuperação vista no petróleo. A commodity vem ganhando força com a notícia de uma nova reunião entre a Opep+ para discutir a prorrogação no corte de produção e ampliou a alta após os dados do payroll.
No mercado de juros, os investidores repercutem a fala do diretor de Política Econômica do Banco Central, Fábio Kanczuk, que foi menos 'dovish' do que o esperado. Por volta das 10h55, os futuros renovaram as máximas.
Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| YDUQ3 | Yduqs ON | 39,43 | +12,30% |
| AZUL4 | Azul PN | 21,17 | +10,95% |
| GOLL4 | Gol PN | 18,58 | +9,04% |
| CVCB3 | CVC ON | 21,34 | +7,78% |
| VVAR3 | Via Varejo ON | 14,85 | +6,45% |
Confira também as maiores baixas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| LAME4 | Lojas Americanas PN | 29,03 | -4,48% |
| SUZB3 | Suzano ON | 38,52 | -3,34% |
| TOTS3 | Totvs ON | 20,97 | -3,32% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 58,78 | -2,83% |
| MRFG3 | Marfrig ON | 12,79 | -2,74% |
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