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Prorrogação do auxílio emergencial, encaminhamento da reforma administrativa e reafirmação de compromisso com teto e reformas agradam investidores

O Ibovespa opera em alta acentuada desde a abertura do pregão desta terça-feira com os investidores repercutindo declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro e por seu ministro da Economia, Paulo Guedes, como sinais de que o governo está comprometido com o teto fiscal e as reformas.
Os comentários foram feitos durante entrevista coletiva concedida na manhã de hoje no Palácio do Planalto. Aos jornalistas, Bolsonaro confirmou a prorrogação do auxílio emergencial até dezembro no valor de R$ 300 por mês, metade do que foi pago até agosto. A prorrogação será efetuada por meio de medida provisória.
“O total do programa deve adicionar cerca de R$ 100 bilhões até o final do ano”, observou André Perfeito, economista-chefe da Necton Corretora, ao comentar a prorrogração do auxílio emergencial. “Levando em conta que o PIB acumulado nos últimos quatro trimestres foi de R$ 7,2 trilhões, isto significa uma adição de 1,4% no PIB até o fim de 2020. Isto deve ajudar na revisão do PIB de 2020”, afirmou.
Antes de confirmar a medida, Bolsonaro afirmou que o texto da reforma administrativa será encaminhado ao Congresso na quinta-feira. Ele ressaltou que essa reforma atingirá apenas os futuros servidores públicos.
Com isso, o Ibovespa já apresentava uma alta robusta logo nos primeiros minutos da sessão depois de ontem ter fechado nas mínimas do dia - em queda de 2,72%, aos 99.369,15 pontos.
“A queda de ontem foi muito exagerada, então em algum momento haveria um ajuste técnico”, observou Pedro Galdi, analista de mercado da Mirae Asset. “Agora tivemos a apresentação do orçamento, a prorrogação do auxílio, o governo se comprometendo na questão fiscal, tudo isso contribuindo para este ajuste.”
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Por volta das 16h40, aproveitando o apetite por risco na cena local e a alta em Nova York depois de o índice ISM de atividade industrial ter vindo melhor que o esperado em agosto, o principal índice do mercado brasileiro de ações operava em alta de 2,53%, a 101.882 pontos.
A prorrogação do auxílio e o encaminhamento da reforma ofuscam os números ruins do produto interno bruto brasileiro (PIB) no segundo trimestre.
A economia brasileira registrou um tombo de 9,7% no segundo trimestre de 2020, na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
Trata-se da segunda queda trimestral seguida - o que confirma a entrada do País em recessão técnica - e do pior resultado para a economia brasileira desde o início da série histórica do IBGE, em 1996. Os dados refletem o impacto da pandemia da covid-19 na atividade.
Na coletiva de hoje, o ministro Paulo Guedes alegou que o tombo no segundo trimestre seria uma prova de que a economia nacional terá uma recuperação em 'V' e afirmou que o governo está comprometido com o teto de gastos e reformas apoiadas pelo mercado.
O dólar opera em queda em relação ao real desde o início do pregão, devolvendo a alta da véspera em meio à depreciação generalizada da moeda norte-americana nos mercados internacionais.
Pedro Galdi, da Mirae Asset, observa que o mercado de câmbio também passou por um movimento exagerado ontem. “Lá fora, desde que o Fed anunciou mudanças na semana passada, a tendência é de desvalorização do dólar. Como o real apanhou muito recentemente, esse ajuste é natural”, conclui ele.
Por volta das 16h40, a moeda norte-americana operava em queda de 1,71%, cotada a R$ 5,3867.
Já os contratos de juros futuros abriram em alta repercutindo temores fiscais, mas passaram a cair depois da coletiva de Bolsonaro e assim permaneceram até o fim da sessão.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
DISPUTA PELO CAPITAL GLOBAL
MEXENDO NO PORTFÓLIO
CASTIGO DO MONSTRO
SURPRESA NEGATIVA
MERCADOS
TEMPORADA DE BALANÇOS
ALÍVIO PASSAGEIRO?
TEMPORADA DE BALANÇOS
EM EXPANSÃO
REABERTURA DE JANELA?
TEMPORADA DE BALANÇOS
CARTEIRA RECOMENDADA
BANCANDO O PREÇO DE CRESCER
DECEPCIONOU?
RESULTADOS TRIMESTRAIS
ENGORDANDO A CARTEIRA
CLIMA BAIXO ASTRAL
FIM DA SECA DE IPOS
VAI VOLTAR A BRILHAR
BALANÇO 1T26