Ibovespa opera em alta consistente, mas dólar sobe com comentários de Guedes
Petrobras puxa alta da bolsa na esteira do petróleo; ações do Iguatemi impulsionam shopping centers

O Ibovespa caminha para o fechamento desta quarta-feira apresentando uma alta consistente em meio à expectativa de que um acordo entre democratas e republicanos em torno de um pacote de estímulo à economia dos Estados Unidos possa ser costurado no Congresso norte-americano ainda esta semana.
Durante a maior parte da manhã, os investidores locais deixaram de lado as preocupações fiscais no Brasil, em especial as discussões referentes à reforma tributária e à prorrogação do auxílio-emergencial, e foram às compras depois de um início de semana ruim no mercado brasileiro de ações.
Entretanto, o índice saiu das máximas e o dólar passou a subir no início da tarde depois de o governo ter sinalizado que pretende insistir na criação de um novo imposto sobre transações eletrônicas, mas a alta seguiu consistente, em linha com Wall Street. Por volta das 16h40, o Ibovespa operava em alta de 1,79%, a 103.026 pontos.
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O movimento de alta foi impulsionado principalmente por fatores externos, afirma o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira. "Existe uma possibilidade real de acordo sobre o pacote de estímulo à economia norte-americana", observou ele.
Em termos locais, prosseguiu Vieira, a perspectiva de um novo corte de juro pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) na reunião que termina depois do fechamento do mercado acionário nesta quarta-feira estimulou o Ibovespa a seguir subindo.
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A alta do índice é puxada pelo avanço acentuado das ações ON e PN da Petrobras (PETR3 e PETR4). Ambas sobem mais de 6% na esteira da alta do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais por causa da queda nos estoques estratégicos dos EUA.
As ações PN da Gerdau (GGBR4) subiam cerca de 6% com analistas avaliando que a siderúrgica apresentou dados fortes para o segundo trimestre de 2020, considerando-se que o Brasil enfrentou no período o pior momento econômico da pandemia do novo coronavírus até agora.
Já o balanço do Iguatemi (IGTA3) puxou consigo todo o setor de shopping centers. Analistas esperavam um impacto mais forte da pandemia sobre a empresa. Tal entendimento impulsiona os papéis ON do Iguatemi e de seus pares no Ibovespa.
Dólar e juro
O dólar, por sua vez, passou a subir no início da tarde com a proximidade da decisão do Copom e depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter afirmado que o governo tem pela frente um esforço de reindustrialização com juros mais baixos, impostos mais simples e câmbio mais alto.
Apesar disso, o déficit maior que o esperado da balança comercial dos EUA e os dados mistos de criação de empregos no setor privado norte-americano impedem a moeda de ir muito além.
Por volta das 16h40, o dólar era cotado a R$ 5,29 (+0,2%).
Os contratos de juros futuros, por sua vez, fecharam em alta acompanhando o dólar apesar da expectativa de um novo corte na taxa Selic ao término da reunião de política monetária do Copom.
Confira os principais vencimentos:
- Janeiro/2021: de 1,913% para 1,955%;
- Janeiro/2022: de 2,742% para 2,770%;
- Janeiro/2023: de 3,763% para 3,810%;
- Janeiro/2025: de 5,283% para 5,350%.
FUTURO NEBULOSO
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