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mercados hoje

Ibovespa fecha em queda de 2% e dólar sobe com ajustes de carteira e realização de lucros

No acumulado do mês, Ibovespa subiu mais 8%, firmando-se na faixa dos 100 mil pontos; dólar registrou a maior queda mensal de 2020 em relação ao real.

Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa fechou em queda de 2% enquanto o dólar subiu mais de 1% na última sessão de julho. Ao longo desta sexta-feira (31), o principal índice do mercado brasileiro de ações repercutiu o mau humor nos mercados financeiros internacionais. Ao mesmo tempo, os ajustes esperados para a última sessão de julho aprofundaram a queda em meio à realização de lucros.

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Apesar da intensa volatilidade dos últimos dias, o Ibovespa subiu 0,52% na semana e encerrou julho com alta de 8,27%, num desempenho muito parecido com os dos dois meses anteriores e aparentemente firmando-se em faixa superior aos 100 mil pontos.

[captacao]

Os mercados financeiros locais até começaram a sexta-feira refletindo um tom mais otimista, mas não demoraram a virar - acompanhando os sinais vindos de fora tanto na alta inicial quanto na baixa posterior.

Logo pela manhã, parecia que os bons resultados apresentados pelas grandes empresas de tecnologia - Apple, Facebook e Amazon - e dados melhores que o esperado vindos da Europa e da China seriam suficientes para sustentar o sinal de alta.

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Entretanto, o balanço da petroleira Chevron inverteu o sinal das bolsas norte-americanas. A empresa registrou prejuízo líquido de US$ 8,3 bilhões no segundo trimestre.

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Com a deterioração do cenário externo, o Ibovespa também passou a operar no vermelho. No início da tarde, a queda acentuou-se em meio a ajustes de carteira e à realização de lucros na última sessão do mês. Com isso, o índice terminou em queda de 2%, aos 102.912,24 pontos.

Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, antecipou que, apesar da volatilidade dos últimos dias e da queda de hoje, o Ibovespa tendia a mostrar variação positiva no acumulado da semana.

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Além de reagir aos sinais externos, o principal índice de ações da bolsa brasileira também foi influenciada pelos resultados dos balanços corporativos das empresas nacionais. Confira aqui os principais números analisados pelos investidores nesta sexta-feira.

Um dos resultados financeiros mais relevantes foi o da Petrobras, divulgado na noite de ontem. A petroleira apresentou um prejuízo 94% menor do que o visto no 1º trimestre de 2020. Apesar disso, a reação dos mercados ao resultado da Chevron fez com que tanto as ações PN (PETR4) quanto as ON (PETR3) virassem até fecharem ambas em queda de mais de 2%.

Enquanto isso, os aumentos de provisões revelados por Bradesco e Santander nos balanços divulgados esta semana pesaram sobre todo o setor bancário, apesar de analistas considerarem que a taxa de inadimplência está sob controle.

Mas nem só de queda, realização e ajuste foi a sexta-feira do Ibovespa.

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No campo positivo, os papéis da Cielo ON (CIEL3) registraram a maior alta do dia (+9,3%) em meio a notícias de que o Banco Central (BC) comunicou às empresas que irá liberar a retomada dos testes do WhatsApp Pay, sistema de pagamentos via aplicativo de mensagens. A Cielo, controlada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco, é uma das empresas selecionadas para fazer os testes iniciais da ferramenta.

Já as ações ON da Localiza (RENT3) seguiram em destaque, fechando em alta de 1,9%, com a reação dos investidores ao balanço trimestral e às perspectivas de curto prazo da empresa.

Exterior misto

O índice Nasdaq fechou em alta de 1,49% graças aos balanços das big techs. Os índices Dow Jones e S&P 500 conseguiram apagar as quedas registradas no decorrer da sessão e encerraram no azul, com altas de 0,44% e 0,77%, respectivamente.

Confira a seguir as 5 maiores altas e as 5 maiores quedas do dia entre os componentes do Ibovespa.

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MAIORES ALTAS

  • Cielo ON (CIEL3) +10,95%
  • Ecorodovias ON (ECOR3) +6,92%
  • TIM Participações ON (TIMP3) +6,42%
  • Engie ON (EGIE3) +3,36%
  • Telefônica Brasil PN (VIVT4) +2,97%

MAIORES QUEDAS

  • Cogna ON (COGN3) -12,47%
  • Ambev ON (ABEV3) -4,47%
  • Embraer ON (EMBR3) -4,28%
  • Braskem PN (BRKM5) -4,24%
  • CSN ON (CSNA3) -4,15%

Dólar e juro

O dólar, por sua vez, voltou para a faixa de R$ 5,20 em meio à piora do cenário externo e à disputa pela definição da Taxa PTax de julho. A moeda norte-americana encerrou a sessão cotada a R$ 5,2170 (+1,12%).

Ao longo de julho, entretanto, o dólar caiu 4,03% em relação ao real. Trata-se do maior recuo mensal da taxa de câmbio registrado em 2020, adicionando mais um dado à recente tendência de desvalorização da divisa norte-americana tanto diante de outras moedas fortes quanto das de países emergentes.

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Os contratos de juros futuros, por sua vez, fecharam sem direção clara, pressionados pelo comportamento do dólar, mas sem descolar muito do fechamento de ontem em meio à expectativa de que o Banco Central anunciará um novo corte de juros na semana que vem.

Veja como ficaram os principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,908% para 1,905%;
  • Janeiro/2022: de 2,631% para 2,650%;
  • Janeiro/2023: estável a 3,650%;
  • Janeiro/2025: de 5,203% para 5,170%.
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