🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

Um outro olhar

Investidores mudam o foco, dólar cai e Ibovespa vive dia de forte recuperação

Bolsa recupera terreno e fecha em alta de 1,33%; dólar retorna a R$ 5,51 com reação a sinalizações de banqueiros centrais

Ricardo Gozzi
24 de setembro de 2020
17:56 - atualizado às 17:57
Imagem: Shutterstock

A beleza está nos olhos de quem vê. E às vezes quem vê simplesmente muda de opinião. Pode ser por causa de uma mudança no parâmetro de beleza, na perspectiva, no foco. Não importa o motivo, mas o novo olhar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nas últimas semanas, os comunicados e declarações dos banqueiros centrais vinham sendo observados de uma perspectiva pouco amistosa pelos investidores. Nos últimos dias, a superexposição das autoridades monetárias, especialmente nos Estados Unidos, manteve os observadores do mercado não com um, mas com os dois pés atrás.

O presidente do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, talvez figure como o melhor exemplo desta narrativa. Ele depôs perante o Congresso dos EUA ontem, anteontem e hoje.

Os testemunhos de ontem e anteontem perante a Câmara foram recebidos com azedume pelos investidores. Hoje, diante do Senado, Powell não expressou nada muito diferente do que vinha dizendo. Mas quem observava lançou um novo olhar. E de repente o feio tornou-se belo, o que era dissonante tornou-se harmônico. E os ativos de risco, que vinham sendo penalizados pelos temores relacionados com a recuperação da economia, voltaram ao cardápio dos investidores.

Por aqui ocorreu algo similar em relação ao Banco Central (BC), mas o efeito positivo foi bem mais intenso. O Ibovespa subiu 1,33%, encerrando em 97.012,07 pontos, enquanto o dólar caiu 1,37%, interrompendo uma sequência de três fechamento em alta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na abertura, a busca por alguma recuperação do Ibovespa foi limitada pelo ambiente de aversão generalizada ao risco no exterior em meio ao aumento de casos de covid-19 na Europa e nos Estados Unidos.

Leia Também

A seguir, dados acima da expectativa sobre a venda de moradias novas nos Estados Unidos fizeram a bolsa de Nova York apagar a queda generalizada vista na abertura e assentar-se em território positivo.

Mais tarde, o olhar diferente dos investidores para o depoimento de Powell, perante o Senado dos EUA desanuviou o ambiente e deu fôlego a uma recuperação recuperação mais consistente em Wall Street.

No fim, porém, a recuperação foi um pouco mais discreta, até pelo fato de a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, ter sinalizado a disposição dos democratas de buscar um acordo com os republicanos para um novo pacote de estímulo econômico. Enquanto o índice Dow Jones subiu 0,20%, o S&P-500 avançou 0,30% e o Nasdaq fechou em alta de 0,37%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Relatório de Inflação refletiu nos setores financeiro e de varejo

Se a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deixou os investidores cismados, o mesmo não se pode dizer com relação ao Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e a entrevista coletiva do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto.

O RTI do Banco Central não trouxe nenhuma grande novidade em relação à posição da autoridade monetária. No entanto, o BC 'despiorou' sua projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, de -6,4% para -5%, e apresentou estimativa de alta de 3,9% do PIB para 2021.

Além disso, a sinalização de que a inflação não deve sair de controle tão cedo e os juros permanecerão baixos ainda por um bom tempo beneficiou principalmente os papéis do setor financeiro listados no Ibovespa.

Enquanto isso, as ações ON da B3 apresentam forte apreciação diante da expectativa do mercado de que a instituição deverá ganhar impulso em meio a um boom de investidores do segmento de varejo, que também tem bom desempenho hoje.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A maior alta do Ibovespa fica por conta dos papéis ON da IRB Brasil, que ampliam os ganhos dos últimos dias depois de o diretor-presidente da empresa, Antônio Cássio dos Santos, ter dito que a resseguradora não pretende captar mais dinheiro novo na bolsa para cumprir os requerimentos legais de enquadramento técnico.

Confira a seguir as cinco maiores altas e baixas do dia entre os componentes do Ibovespa.

MAIORES ALTAS

  • IRB Brasil ON (IRBR3) +12,38%
  • B3 ON (B3SA3) +5,51%
  • Qualicorp ON (QUAL3) +4,96%
  • PetroRio ON (PRIO3) +4,73%
  • CVC ON (CVCB3) +4,65%

MAIORES BAIXAS

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • CSN ON (CSNA3) -1.80%
  • Localiza ON (RENT3) -1,66%
  • Minerva ON (BEEF3) -1,54%
  • Suzano ON (SUZB3) -1,35%
  • Usiminas PN (USIM5) -1,05%

Novo testemunho de Powell dissipou tensão

Os investidores seguiam atentos hoje ao último salvo da bateria de testemunhos de Powell perante o Congresso dos EUA em meio a reiteradas advertências de que a política monetária teria encontrado seu limite no combate à crise.

Hoje, Powell testemunhou perante a Comissão de Assuntos Bancários, Habitacionais e Urbanos do Senado. Ele repetiu a linha de argumentação usada nos depoimentos de ontem e anteontem à Câmara dos Representantes, como era de se esperar.

Powell enfatizou que o Fed segue empenhado em recorrer às ferramentas de política monetária disponíveis "pelo tempo que for necessário para assegurar que a recuperação será tão forte quanto possível". Ele também reiterou que considera provável que estímulos fiscais adicionais por parte do governo norte-americano devem ser necessários, uma vez que, na visão dele, a recuperação econômica norte-americana deve demorar mais tempo que o esperado.

Ele considera, entretanto, que tudo o que a política monetária poderia fazer pela recuperação já foi tentado pelo Fed. "Fizemos praticamente todas as coisas que conseguimos pensar", afirmou ele aos deputados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que aparentemente melhorou o humor dos investidores hoje em relação aos depoimentos anteriores foi o fato de Powell não ter demonstrado preocupação com o aumento recente do balanço da instituição.

Questionado sobre o tema, comentou que a redução do balanço "não é algo em que estaremos focados no curto prazo". Segundo ele, o tamanho do balanço do Fed ficará proporcionalmente menor à medida que a economia se recuperar.

Dólar e juro

E enquanto o Ibovespa buscava uma recuperação, o mercado de câmbio interrompia o movimento de apreciação do dólar iniciado na sexta-feira passada e que levara a moeda norte-americana a avançar 6,7% em apenas quatro sessões.

Depois de ter atingido a faixa de R$ 5,62 nas máximas do dia em meio à aversão inicial ao risco, o dólar passou a recuar ainda pela manhã até fechar em queda de 1,37%, cotado a R$ 5,5106.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já os contratos de juros futuros fecharam em queda, acompanhando também o ambiente mais favorável ao risco.

No fim da manhã, o movimento de ajuste à forte alta registrada ontem contou com o suporte do leilão de títulos prefixados, mantendo-se até o fim da sessão.

Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:

  • Janeiro/2022: de 2,970% para 2,830%;
  • Janeiro/2023: de 4,450% para 4,250%;
  • Janeiro/2025: de 6,430% para 6,210%;
  • Janeiro/2027: de 7,400% para 7,190%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar