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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Dia difícil

Em dia volátil devido a tensões no Oriente Médio, Ibovespa cai 0,73% e perde os 118 mil pontos

Bolsas caíram no Brasil e no exterior em reação a ataque americano que matou autoridade iraniana

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
3 de janeiro de 2020
19:00 - atualizado às 19:12
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Como já era de se esperar, a bolsa brasileira abriu em forte queda nesta sexta-feira (3), em linha com as bolsas internacionais, devido à escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã. O Ibovespa começou o dia com recuo de 1,03%, aos 117.354,48 pontos, perdendo o patamar dos 118 mil pontos conquistado ontem.

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Mas no final da manhã, as perdas começaram a desacelerar e, no fim da tarde, o índice chegou até mesmo a registrar uma leve alta. Contudo, foi novamente puxado para baixo e fechou em queda de 0,73%, aos 117.708,36 pontos.

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O dia amanheceu com a notícia de que um ataque aéreo dos Estados Unidos a um aeroporto em Bagdá na última quinta-feira (2), ordenado pelo presidente americano Donald Trump, matou o general iraniano Qassem Soleimani, um dos homens mais poderosos do Irã. O país persa prometeu retaliação.

Em razão da tensão, os contratos futuros de petróleo dispararam e acabaram fechando em alta: o preço do WTI para fevereiro subiu 3,06% para US$ 63,05 o barril, e o do Brent para março avançou 3,55%, para US$ 68,60 o barril. O temor é de que o Irã possa fechar o Estreito de Ormuz, prejudicando o tráfego do petróleo na região e elevando seus preços.

A alta da commodity beneficou as ações da Petrobras pela manhã, quando figuravam entre as poucas altas do Ibovespa e o impediam de cair mais, devido à sua grande participação na composição do índice.

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No entanto, no meio do dia os papéis ordinários passaram a cair e, no fim da tarde, ambas as classes de ações da petroleira começaram a recuar, diante das incertezas do mercado sobre o futuro dos preços do petróleo e de como uma alta da commodity poderia afetar a política de preços da estatal. Com isso, as ações preferenciais (PETR4) fecharam em baixa de 0,81%, e as ordinárias (PETR3) perderam 2,47%.

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Novo choque do petróleo?

A tensão no Oriente Médio estragou a festa nas bolsas vista ontem, quando os principais índices de ações mundo fecharam em alta, com novos recordes de fechamento para o Ibovespa e os índices americanos. Mesmo assim, já era esperada alguma realização de lucros no dia de hoje.

Na Europa e na Ásia, as bolsas reagiram à notícia sobre o conflito entre EUA e Irã, mas fecharam com sinais mistos. Em Nova York, os índices futuros apontavam queda de mais de 1%, mas as bolsas abriram com uma queda mais modesta e no início da tarde passaram a desacelerar as perdas.

O Dow Jones fechou em queda de 0,81%, para 28.634,88 pontos, o S&P 500 fechou em baixa de 0,71%, para 3.234,85 pontos; e o Nasdaq recuou 0,79%, para 9.020,77 pontos.

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Caso os preços do petróleo subam por um período prolongado, a alta pode acabar sendo repassada aos preços dos combustíveis e até pesar na inflação brasileira, o que também poderia afetar os juros - para cima, no caso.

Para o economista-chefe da corretora Necton, por exemplo, o ataque encerra a chance de novos cortes na Selic neste ano. Já o presidente Jair Bolsonaro disse que o ataque dos EUA vai impactar os preços dos combustíveis.

No entanto, ainda não há consenso no mercado sobre os desdobramentos do conflito. Alguns analistas consideram improvável que o Irã feche o Estreito de Ormuz porque isso prejudicaria as suas próprias exportações. Além disso, do ponto de vista da oferta, o preço do petróleo não teria por que ser pressionado de maneira mais permanente.

Também não pode ser descartada a possibilidade de o Fed retomar os cortes de juros de forma a segurar a possível desaceleração econômica que pode se seguir a um conflito de maiores proporções no Oriente Médio.

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A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), divulgada nesta sexta-feira, também apontou nesta direção, mas por outro motivo. Os dirigentes do banco central americano demonstraram preocupação com o fato de a inflação nos EUA continuar abaixo da meta de 2% ao ano.

De toda forma, o documento afirmava que "a margem para a política monetária apoiar a economia em uma desaceleração futura por meio de cortes nas taxas de juros poderia se reduzir". Após a divulgação do documento, os juros dos títulos públicos americanos (Treasuries) passaram a cair ainda mais.

Dólar e juros

A aversão a risco no mundo nesta sexta levou o índice VIX de volatilidade - conhecido como "índice do medo" - a subir mais de 20% mais cedo. No entanto, o indicador fechou com alta de 12,43%.

Mas apesar de toda a aversão a risco no exterior, o dólar não apresentou fortes altas nem grandes oscilações nesta sexta, embora tenha subido tanto ante moedas fortes quanto emergentes. O dólar à vista fechou em alta de 0,78%, a R$ 4,0555, avanço amenizado por uma entrada de fluxo comercial.

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Já o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, subia apenas 0,05% há pouco.

Os juros futuros no Brasil também apresentaram alta durante boa parte do dia, mas acabaram fechando com sinais mistos.

Os contratos de DI com vencimento em janeiro de 2021 fecharam em queda, passando de 4,526% para 4,520%; o DI para janeiro de 2023 subiu de 5,78% para 5,81%; e o DI para janeiro de 2027 subiu de 6,711% para 6,79%.

Maiores altas

As ações da Natura & Co. (NTCO3) registraram a maior alta do dia, reagindo bem aos novos passos da incorporação da Avon. Os papéis fecharam com ganho de 6,97%.

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Mais cedo, a Natura divulgou a nova diretoria. Há pouco, anunciou, por meio de Fato Relevante, a consumação da incorporação da Avon, além de um aumento de capital de R$ 10,3 bilhões.

As ações da Braskem (BRKM5) registraram a terceira maior alta do Ibovespa no pregão de hoje, com avanço de 4,44%, depois de passar quase o pregão inteiro no topo do ranking

A petroquímica controlada pela Odebrecht informou que as autoridades concordaram em desbloquear os recursos do seu caixa como forma de custear o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação dos 17 mil moradores de Maceió que foram afetados por um afundamento de bairros associado às atividades de exploração de sal-gema pela empresa na capital alagoana.

O montante bloqueado era de R$ 3,7 bilhões, por conta de ações judiciais movidas pelo Ministério Público Estadual, Defensoria Pública e Ministério Público Federal como forma de garantir a indenização dos moradores.

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A Braskem irá transferir R$ 1,7 bilhão para uma conta bancária da própria companhia para o programa. A empresa terá, ainda, que manter um capital de giro mínimo no valor de R$ 100 milhões nesta conta, sujeito a auditoria externa.

Maiores quedas

Já as companhias aéreas tiveram as maiores quedas do dia, diante da alta do dólar e do petróleo. A Gol (GOLL4) caiu 3,42%, enquanto a Azul (AZUL4) recuava 3,47%.

A quarta maior queda ficou por conta das ações da B3 (B3SA3), que fecharam em baixa de 2,88%. Depois de subir quase 6% no pregão de ontem, as ações da bolsa veem uma realização de ganhos e também uma reação à queda no preço-alvo pelo Itaú BBA.

A corretora do banco Itaú reduziu o preço-alvo dos papéis da B3 de R$ 56 para R$ 52, mas ainda mantém a recomendação "outperform", equivalente à compra.

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Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa:

  • Natura ON (NTCO3): +6,97%
  • Cyrela ON (CYRE3): +5,43%
  • Braskem PNA (BRKM5): +4,44%
  • Klabin UNIT (KLBN11): 3,36%
  • BR Malls ON (BRML3): +2,25%

Confira também as ações que tiveram pior desempenho no índice:

  • Azul PN (AZUL4): -3,47%
  • Gol PN (GOLL4): -3,42%
  • Rumo ON (RAIL3): -2,92%
  • B3 ON (B3SA3): -2,88%
  • Fleury ON (FLRY3): -2,63%

*Com Estadão Conteúdo

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